Por Tamára Baranov – Rio Claro/SP

Gerry Mulligan (Gerald Joseph Mulligan)
(Nova Iorque, 06 de abril de 1927 – Darien, 20 de janeiro de 1996)
O saxofonista Gerry Mulligan era um gigante, o mais famoso e provavelmente o maior baritonista de jazz de todos os tempos. Gerry começou no piano antes de aprender clarinete e os vários saxofones. Sua reputação inicial era como arranjador, em 1946 era o arranjador pessoal da orquestra de Gene Krupa. Com um timbre riquíssimo e grande agilidade, com improvisações extremamente melódicas, dando preferência por atmosferas mais intimistas, foi um dos principais expoentes do cool jazz, a sua primeira gravação foi no célebre disco ‘Birth of the Cool’ do trompetista Miles Davis. Solista flexível estava sempre pronto para tocar com alguém dos dixielanders aos boppers mais avançados. Criou o primeiro quarteto de jazz sem piano, com Bob Whitlock, no contrabaixo, Chico Hamilton na bateria e Chet Baker no trompete. O mágico relacionamento do quarteto foi destaque em 1952 e transformou Mulligan e Baker em estrelas.
Três momentos mágicos e de grande intensidade de Gerry Mulligan: em 1957, ele com Coleman Hawkins, Lester Young, Ben Webster, Vic Dickenson e Roy Eldridge acompanhando Billie Holiday dois anos antes da morte da musa do jazz; a beleza do seu sax com o bandoneon do argentino Astor Piazzolla; e em ‘Stardust’, um standard do jazz, acompanhado pelo melancólico e belíssimo trompete de Chet Baker.
CARLOS PINHEIRO JR.
24 de janeiro de 2014 12:51 pmMulligan e Brubeck
Ao se falar de Gerry Mulligan, é necessário mencionar sua participação no grupo de Dave Brubeck (1920-2012), do final dos anos 60 até meados dos 70. Esse conjunto – The Dave Brubeck Quartet featuring Gerry Mulligan – foi um dos grandes combos do jazz moderno, e lá Mulligan, energizado pelo gênio clássico/jazzístico de Brubeck, teve uma das fases áureas de sua carreira.
morallis
24 de janeiro de 2014 3:19 pmGosto bastante, apesar de
Gosto !
autonomo
24 de janeiro de 2014 6:43 pmPoucas vezes estiveram
Poucas vezes estiveram reunidos tantos genios do jazz como nesta gravação com a Billie Holiday.
Entre os musicos citados faltou menção ao pianista, meu grande amigo Mal Waldron, um dos maiores da historia.
Ele é muito menos comentado do que deveria, apesar da grande e inovadora obra que nos deixou.