
Três anos depois de plantar um EP (expanded play), o Pitanga em Pé de Amora, quinteto paulistano integrado por Flora Poppovic (voz e percussão), Angelo Ursini (flauta, clarinete, sax e voz), Daniel Altman (violão de sete cordas, guitarra e voz), Diego Casas (violão e voz) e Gabriel Setubal (guitarra, trompete, violão e voz), colheu o CD Pontes para Si (independente). A força desse jovem quinteto continua sendo o seu sortimento instrumental e composicional, pois é com eles que a moçada agrega frescor à sua inspirada musicalidade.
Desde o início das atividades do grupo, o requinte obtido pela versatilidade dos sons que criam, combinado com a total convicção do que mais lhes interessa fazer da música, dá ao Pitanga um saudável ar de modernidade. Modernidade essa que não se percebe por imposição, mas que brilha e salta diante dos olhos e dos ouvidos de quem os escuta. Pontes para Si contou com a produção do craque Swami Jr., ele que, com sua experiência, muito contribuiu para tornar ainda mais atraente a concepção musical do álbum.
Todas as catorze músicas do CD são de autoria dos integrantes do Pitanga. As letras são de Diego Casas, e as melodias, de Ga Setúbal, Daniel Altman e Angelo Ursini, que assinam também a maioria dos arranjos. Eles fortalecem os versos que cantam. Tocar e cantar é o futuro do Pitanga, quinteto que escolheu vê-lo através da música.
Os arranjos, antenados com a música, a qual deverão vestir, se valem de dinâmicas muito bem executadas. São vários os crescendo que dão força às melodias e aumentam a beleza poética do versos. Versos esses que, descrevendo situações corriqueiras, bolem com o imaginário. Ou então falam dos segredos e mistérios da vida, fazendo-os alçar um voo ainda maior do que poderiam caso os arranjos não cuidassem de emoldurá-los de forma tão construtiva.
Sendo um coletivo de criação, o Pitanga em Pé de Amora buscou participações especiais: o grupo de percussões Batuntã e Mônica Salmaso, que divide os vocais com Flora Poppovic em “Ceará” (Gabriel Setubal e Diego Casas), faixa que também conta com os sopros de Teco Cardoso.
Eles escrevem harmonias bem trabalhadas, melodias que servem às letras e versos que passeiam por temas que denotam, muitas vezes, a inquietação de jovens adultos, resultando num conjunto harmonioso. E tanto pode ser um baião, uma valsa ou um samba: qualquer gênero musical interessa aos Pitangas, desde que vejam no resultado um retrato de suas intenções musicais. Aí está a verdade.
O quinteto sabe das dificuldades que ainda terá pela frente. Mas nada poderá fazê-lo descrer num futuro próximo e promissor para o quinteto: o Pitanga madurou, frutificando o pé de amora. Neste momento, a moçada já parece pronta para levar sua música a um público ainda maior, que ouvirá o Pontes para Si e lotará as grandes salas de show para ouvi-los tocar e cantar.
Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4
PS. O CD pode ser baixado gratuitamente pelo site www.pitangaempedeamora.com.br
José Robson
19 de setembro de 2014 12:15 pmAchei, de início,
que fosse uma referência à candidatura Marina Silva!
Sorry!
johnnygo
19 de setembro de 2014 1:51 pmCD “Ao vivo no Cachuera”
Baixei o CD rapidinho. Está em MP3. O instrumental do grupo é de ótima qualidade, composições próprias e bastante inventivas. Grato pela contribuição!
morallis
19 de setembro de 2014 2:13 pmMuito bom grupo!
Há uma
Muito bom grupo!
Há uma efervecência na música paulistana… bem longe da mídia
com bom público e bem mais longe ainda dos cadernos “vira-latas”
de colunas de jornais e revistas.Pitanga , bixiga70 ,jangada etc..
cada um fazendo seu som e procurando seu som ,o que é o
melhor!