Salta um arroz à carretêra…

Palmeira e Biá cantam ARROZ À CARRETÊRA de Diogo Mulero e José Panoguel. Resgate de Luciano Hortencio.

Resgate de Luciano Hortencio

Palmeira e Biá cantam ARROZ À CARRETÊRA de Diogo Mulero e José Panoguel.

Eu deixei meu Rio Grande
Lá no sul do meu país
Me arribei pra estas bandas
Esperando ser feliz.

Hoje aqui longe dos pagos,
Da querência e do galpão
A saudade é mais amarga
Do que o próprio chimarrão.

Minha china prometida
Eu deixei lá em Caxias
Deixei rastro em Passo Fundo,
Perto de Santa Maria.

O gaúcho da coxilha
É igual a um beija-flor
Por toda parte que passa
Sempre deixa um novo amor.

Santana do Livramento,
Esta saudade é cruel
Ajudai-me São Leopoldo
E também São Gabriel.

Quem em dera estar agora
Onde o pensamento vai
Para ver a minha china
E também meu velho pai.

O arroz a carretera
Que a minha velha fazia
Era o prato mais gostoso
Do rincão onde eu vivia.

Tenho medo do regresso,
Mau pensamento me vem
Pois talvez eu lá chegando,
Não encontre mais ninguém.

Palmeira e Biá – ARROZ À CARRETÊRA – Diogo Mulero e José Panoguel.
Disco RCA Victor 80.1077-B.
Março de 1953.
Disco constante do Arquivo Nirez.

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7 comentários

  1. Meu amigo, tá todo mundo querendo um convite de casamento pra ver se consegue pegar um pouco de arroz no final da cerimônia.
    Tá difícil saltar algum arroz a carretera rsrsrs

  2. Infelizmente não pude compartilhar essa postagem em Grupos amigos do Facebook, recebendo a mensagem de que tinha sido denunciada por ABUSIVA por pessoas do Face.
    ABUSIVA?
    Não há sequer uma palavra a não ser a letra de Diogo Mulero e José Panaguel, do ano de 1953…

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