Sobre a contestação de Paulo Bagunça e a Tropa Maldita

Por Luiz Sergio Lindenberg Nacinovic( Guerra)

Comentário ao post “O som de Paulo Bagunça e a Tropa Maldita

Eu, como ex-colaborador do grupo( fui´backing músician, tocando percussão e harmônica) descarto o lado contestatório e “revolucionário” da Tropa Maldita. Paulinho(Bagunça) era banhista, estabelecido e gostava de levar um som e tinha umas composições. Queria mesmo era gravar. Achava que ia tirar o pé da lama e viver da coisa. E, pela ironia da coisa, quem conseguiu viver de música foi Osvaldo(Macau), que subiu no palco da MPB com “Olhos Coloridos”, gravado pela Sandra de Sah(É assim que escreve agora?).

No últmo dia 17 houve um revival da “Tropa” num sarau Leviano(Lapa-RJ), organizado pela Moara, atual companheira do Macau. Todos os amigos participaram, menos eu, que moro hoje em Belo Horizonte e não teria como estar no RJ.

Paulo Bagunça e a Tropa Maldita foi uma idéia divertida, como um pagode com a presença de Richie Havens, levada a efeito no apê 512 do Bloco 2 da Cruzada São Sebastião, na época em que o máximo da contravenção era fumar um baseado. Todos se preocupavam apenas em sobreviver e não contestar porra nenhuma. E o Crrrítico( com tres erres) do período que vier com essa história de politização, contestação e revolução tá é querendo testar hipótese em cima de uma teoria furada. Existe gente que fez música apenas por fazer música. Dorival Caymmi está na história para não me deixar mentir. Porque não Paulo Bagunça?

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