1 de julho de 2026

Trivial de Breno Ruiz, o gênio que o Brasil está descobrindo

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Breno Ruiz lançou seu CD “Cantilenas Brasileiras” no Rio de Janeiro, a permanente caixa de ressonância do Brasil.

Foi uma temporada consagradora.

No Globo, o repórter Hugo Sukman traçou um belo perfil de Breno, de sua parceria com Paulo CésarPinheiro e, meio pé ante pé, acabou insinuando que o Rio estava frente a um gênio da MPB. A maneira de perpetrar um julgamento tão absoluto foi na comparação com Guinga, lembrando que algum tempo antes de ele explodir, seu parceiro Aldir Blanc prognosticou que em breve seria dos maiores.

Depois, toma os depoimentos de Paulo César para confirmnar o veredito sobre Breno, para reconhecer que o músico se tornou um mito entre os músicos do Rio e de São Paulo (https://goo.gl/qqKNKr).

Não menos entusiasmado, o Arnaldo Bloch – que tem uma opinião de peso – considerou o CD de Breno “um disco histórico que traduz o Brasil” (https://goo.gl/R4DWiv), incluindo-o na tradição de Villa Lobos. E descreve magistralmente o estilo de composição de Breno:

“consegue, musicalmente, ressoar melodias e harmonias típicas como se fossem inéditas em desvios tão discretos quanto imprevistos, como fizeram os compositores nacionais europeus em suas fases neoclássicas”.(https://goo.gl/R4DWiv).

Os leitores do Blog conhecem há tempos Breno Ruiz.

Uma das primeiras menções a ele foi em abril de 2011 (https://goo.gl/juSVNn).  Após um sarau em casa, prognostiquei: “Não tenho dúvidas: em breve estará no primeiro time da música brasileira”.

Em agosto de 2014, rebati  o pessimismo de Mônica Salmado dizendo que “a música brasileira está vivíssima, e Breno Ruiz é gênio ( https://goo.gl/WRtPZl).  “De Breno, digo apenas: é um gênio absoluto. Para mim, o maior melodista brasileiro da atualidade. Não apenas. Um harmonizador precioso, um pianista de primeiríssima, um cantor excepcional.

Na música tradicional, parecia que tudo tinha sido inventada. Mas Breno conseguiu reinventar o clássico.”

 

Caipira, de Breno Ruiz com Renato Braz

 

Breno Ruiz

[video:https://www.youtube.com/watch?v=5nWjnqSVwwo&feature=youtu.be

 

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Edu Pedrasse

    15 de dezembro de 2016 2:08 am

    NASSIF, O PEROVAZCAMINIANO

     

    Santo Deus Nassif….Santo Deus.

    Mais uma vez você vem nos brindar com sua pregação no deserto, na sua espera do(s) messias redentor da música brasileira.

    Gênio? Primeiro time da música brasileira?

    Quem “padece”  – como você diz da Monica Salmaso – de alguma coisa é você.

    E padece do que eu chamo de Perovazcaminianismo. O “movimento” que procura, através de um ‘resgate” da música pré-Bossa Nova brasileira, misturado com ritmos folclóricos e o o que tudo mais “que é de raiz” fazer uma renovação da música brasileira.

    E na sua apropriação forçada, falsa, fake, poser (os termos em inglês é porque me faltam mais em português)  produzem um pastiche datado, mal ajambrado, que não convence. De jeito nenhum.

    Não ou me aprofundar aqui no conceito de Perovazcaminianismo. É um tanto complexo para esse post.

    Mas esse cara, o Ruiz, tenha dó.

    Se apontasse pra alguma direção, alguma porta.

    Não.

    Parece um disco de covers de Chiquinha Gonzaga.

    Fui ouvir as faixas do disco no youtube, pra não falar besteira. E so confirmei a decepção.

    Tinha hora que eu “ouvia” a rima seguinte. Tinha hora que eu “ouvia”  antes a harmonização, o arranjo, os tiques… tudo clichê. Tudo datado.

    Aonde está o novo Nassif?  Aonde está  a “vivíssima nova música brasileira”?

    Tenha mais responsabilidade Nassif. Porque tem um monte de gente aqui  no Blog que confia na sua habilidade de “analista musical”.

    Messa suas palavras.

    E se você quiser saber o que é – de verdade – renovação, boa releitura, novos caminhos, ouça essa faixa do último disco da Cassandra Wilson. Uma faixa que ela canta em homenagem a Billie Holiday. Um Blues. Sim o batidíssimo blues, o mar de todos os clichês.

    Mas… ela consegue nos mostrar um jeito diferente de mostrar a coisa. Que tinha tudo pra dar errado e soar clichê: uma negra americana cantando Blues.

    Ela corre o risco Nassif. Ousa. Pula no escuro.

    Coisa que esse Breno Ruiz vai ter que comer muito feijão com farinha pra começar a ter coragem de fazer.

     

    https://www.youtube.com/watch?v=PB1HK-rlVig

     

    1. Gerson Pompeu

      15 de dezembro de 2016 12:14 pm

      Messa suas palavras.

      “Messa suas palavras.”

       

      A melhor parte do seu cocomentário.

       

      OBS: adoro e tenho vários trabalhos da citada Cassandra Wilson.

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