
Jornal GGN -O lucro líquido da Sul América Seguros ficou em R$ 55,4 milhões no período, um crescimento de 5,7% na comparação com o ano passado.
O resultado financeiro melhorado compensou parcialmente o aumento da sinistralidade no trimestre, segundo a companhia. A aplicação financeira das reservas técnicas de seguros somou R$ 164,8 milhões, 102,5% mais que há um ano, ajudado pelo aumento da Selic no período. Os ativos renderam o equivalente a 108% do CDI de abril a junho.
A receita total da seguradora com prêmios de seguros e arrecadação de previdência e capitalização no trimestre foi de R$ 4,2 bilhões, um avanço de 18,3% em 12 meses. Os destaques são o faturamento da carteira de saúde e odontológico, que avançou 14,4%, e de automóveis, que cresceu 13% em 12 meses.
A maior frequência de utilização dos planos de saúde impactou os resultados da companhia no segundo trimestre, como esperado por analistas. De acordo com as lideranças da Sul América, o movimento de maior utilização de serviços médicos por parte dos clientes, que já estava em curso no ano, se agravou com a Copa, pois as pessoas anteciparam a ida ao médico para antes do campeonato. Soma-se a isso a inflação dos custos médicos e hospitalares.
Isso se reflete no índice de sinistralidade do segmento, que mede a relação entre a receita e o pagamento de indenizações – e quanto menor, melhor. O indicador subiu 3 pontos percentuais em 12 meses, para 87,1%, o que consequentemente elevou o índice de sinistralidade total da seguradora, que subiu 1,6 ponto percentual, para 79%.
O balanço da companhia destacou também que a incorporação da SulaCap e o aumento da arrecadação de previdência e da gestora de recursos (SulAmérica Investimentos) melhorou o mix de receitas da companhia, concentrada em seguro saúde. Quanto à emissão de R$ 500 milhões em debêntures realizada no trimestre, a empresa afirmou que é para suportar o nível de crescimento da companhia e para eventuais oportunidades de aquisição.
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