4 de junho de 2026

Recuperação de crédito sobe 5,7% em julho

Jornal GGN – O indicador de recuperação de crédito, apurado a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplência, subiu  – obteve alta de 5,7% em julho, contra o mês anterior, de acordo com dados divulgados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Contudo, na comparação do acumulado do ano contra o mesmo período de 2013, a queda já atinge 2%.

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No resultado de longo prazo – calculado pelo valor acumulado em 12 meses (período que abrange agosto de 2013 até julho de 2014, contra agosto de 2012 até julho de 2013) – a redução apurada foi de 3,0%, menor variação desde maio de 2009. Também houve queda do indicador (3,0%) na comparação com julho de 2013.

Na comparação mensal (julho contra junho de 2014) dos dados dessazonalizados, a pesquisa aponta crescimento em todas regiões. Na região Centro-Oeste, a alta foi mais elevada (7,7%), seguida da região Norte e Nordeste, que obtiveram elevação de 7,4% e 7,3%, respectivamente. Sul e Sudeste, por sua vez, cresceram 6,1% e 4,7% no período.

Quando confrontados os valores acumulados no ano, a região Sudeste é a principal responsável pela queda no índice agregado, tendo registrado queda de 4,2%. As regiões Norte e Nordeste também apresentam queda de 2,3% e 1,3%, respectivamente. Para as demais regiões, houve alta de 3,4% na região Sul e de 3,7% na região Centro Oeste.

A recuperação de crédito no varejo caiu 15,9% no acumulado do ano. Entre as regiões, os resultados mostram que a redução mais expressiva foi vista no Nordeste (-22,2%), seguida pelo Centro-Oeste (-18,1%), Norte (-16,7%), Sul (-14,6%) e Sudeste (-13,3%).

Segundo a Boa Vista, a tendência de desaceleração no indicador de recuperação de crédito intensificou-se nos últimos meses. “Sua evolução é condizente com a conjuntura econômica: desaquecimento do mercado de trabalho, queda recente da taxa de inadimplência, menor concessão de crédito, entre outros fatores. Desta forma, esperamos observar queda no resultado fechado para o ano, de -2% a -3%”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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