Jornal GGN – Em março de 2020, quando a pandemia de coronavírus no Brasil estava em ascensão descontrolada, a Marfrig, um dos maiores frigoríficos do país, decidiu doar R$ 7,5 milhões para a compra de 100 mil testes para diagnóstico de Covid-19. O destino da verba estava pré-determina, mas depois que o dinheiro foi depositado, ele mudou de destino.
A Casa Civil da Presidência da República então entrou em contato com a empresa para informar que os recursos que deveriam ser usados com “o fim específico de aquisição e aplicação de testes de Covid-19”, agora seria destinado ao programa Pátria Voluntária, coordenado pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Na quarta (30), a Folha de S. Paulo revelou que o Pátria Voluntária repassou dinheiro para instituições evangélicas ligadas a Damares Alves. Pelos relatos da reportagem, igrejas ligadas a essas instituições missionárias receberam cestas de alimentos e pastores escolheram pessoalmente quem seriam os beneficiários.
Procurada, a Casa Civil não quis comentar. A Marfrig apenas informou que foi comunicada do desvio da finalidade e consentiu, por entender que a entrega de cestas básicas era uma forma de mitigar os efeitos da pandemia em cima das populações mais vulneráveis.
Vladimir
1 de outubro de 2020 9:49 amE daí?
Jackson da Viola
1 de outubro de 2020 10:58 amFinalmente 89 mil é coisa rastaqüera, coisa de miliciano churrasco na laje, agora o nível é outro, nível restaurante Gero, passamos da rachadinha à rachadona……….
Carlos Elisio
1 de outubro de 2020 11:39 amO milagre da multiplicação de valores.
Certamente tem mais pois apoio evangélico é caro.
Esperam-se investigações sérias que auditem os meios de repasse e a real destinação final desta grana.
Gilberto Geraldi
1 de outubro de 2020 2:46 pmJá imaginaram se o governo estadunidense doar U$ 20 bi, para preservação da Amazônia?
Elano
1 de outubro de 2020 12:05 pmUma família de larápios governa o BRAZIL de Trump.
SOCORRO! Onde estão as forças armadas brasileiras?
Estão também com as mãos na massa?
Que zona! Que putaria da porra!
peregrino
1 de outubro de 2020 12:26 pmCoisas de quem se julga dono de todo dinheiro que entra no caixa do governo…
esta de alterar o destino só depois que o dinheiro entra, mesmo com a concordância de quem dou, faz a doação perder todo o sentido
Deixa a impressão que no Brasil temos mais voluntários da prática do que da Pátria
Curto e grosso
1 de outubro de 2020 2:08 pmO fato de a empresa ter consentido posteriormente não mitiga a questão., uma vez que o dinheiro foi doado para uma finalidade e foi direcionado deliberadamente para outra. É como se o governo fosse um tipo de “laranja”.
Merece ser analisado o caso com mais detalhamento.
peregrino
1 de outubro de 2020 6:05 pmSe fazem isso, imagina o que são impedidos(?) de fazer pelas igrejas deles…
segundo foi, gravado, interpretado e noticiado, Crivella, por exemplo, garantia atendimento prioritário para evangélicos no SUS
Edivaldo Dias de Oliveira
1 de outubro de 2020 6:34 pmCalma gente, a empresa ‘consentiu’ no desvio…E não consente, prá vê.
Renato Lazzari
1 de outubro de 2020 11:28 pmComo se depois de ter feito a doação, o pessoal dessa firma, Marfrig, ainda tivesse algum direito, algum poder ou responsabilidade sobre a grana doada.
Como disse antes, foi aberta a porteira para doações à campanha dos tais pastores: a pessoa faz a doação, faz pose de humanista, cava imagem de bacana e depois é só dizer que o recebedor da doação pode destinar para o que for. Por exemplo: Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da Bolsonaro para uma coisa. Mas a moça, se quiser fazer outra coisa com a grana, tudo bem, é só perguntar ao Queiroz se pode. E é claro que o Queiroz vai dizer que sim…