11 de junho de 2026

7,5 milhões doados para testes de Covid foram desviados para programa de Michelle Bolsonaro

Somente depois que o dinheiro foi depositado, a empresa soube que ele seria destinado a um projeto que alimenta instituições evangélicas ligadas a Damares
Foto: Carolina Antunes/Presidência

Jornal GGN – Em março de 2020, quando a pandemia de coronavírus no Brasil estava em ascensão descontrolada, a Marfrig, um dos maiores frigoríficos do país, decidiu doar R$ 7,5 milhões para a compra de 100 mil testes para diagnóstico de Covid-19. O destino da verba estava pré-determina, mas depois que o dinheiro foi depositado, ele mudou de destino.

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A Casa Civil da Presidência da República então entrou em contato com a empresa para informar que os recursos que deveriam ser usados com “o fim específico de aquisição e aplicação de testes de Covid-19”, agora seria destinado ao programa Pátria Voluntária, coordenado pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Na quarta (30), a Folha de S. Paulo revelou que o Pátria Voluntária repassou dinheiro para instituições evangélicas ligadas a Damares Alves. Pelos relatos da reportagem, igrejas ligadas a essas instituições missionárias receberam cestas de alimentos e pastores escolheram pessoalmente quem seriam os beneficiários.

Procurada, a Casa Civil não quis comentar. A Marfrig apenas informou que foi comunicada do desvio da finalidade e consentiu, por entender que a entrega de cestas básicas era uma forma de mitigar os efeitos da pandemia em cima das populações mais vulneráveis.

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10 Comentários
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  1. Vladimir

    1 de outubro de 2020 9:49 am

    E daí?

  2. Jackson da Viola

    1 de outubro de 2020 10:58 am

    Finalmente 89 mil é coisa rastaqüera, coisa de miliciano churrasco na laje, agora o nível é outro, nível restaurante Gero, passamos da rachadinha à rachadona……….

    1. Carlos Elisio

      1 de outubro de 2020 11:39 am

      O milagre da multiplicação de valores.
      Certamente tem mais pois apoio evangélico é caro.
      Esperam-se investigações sérias que auditem os meios de repasse e a real destinação final desta grana.

    2. Gilberto Geraldi

      1 de outubro de 2020 2:46 pm

      Já imaginaram se o governo estadunidense doar U$ 20 bi, para preservação da Amazônia?

  3. Elano

    1 de outubro de 2020 12:05 pm

    Uma família de larápios governa o BRAZIL de Trump.

    SOCORRO! Onde estão as forças armadas brasileiras?
    Estão também com as mãos na massa?

    Que zona! Que putaria da porra!

  4. peregrino

    1 de outubro de 2020 12:26 pm

    Coisas de quem se julga dono de todo dinheiro que entra no caixa do governo…
    esta de alterar o destino só depois que o dinheiro entra, mesmo com a concordância de quem dou, faz a doação perder todo o sentido

    Deixa a impressão que no Brasil temos mais voluntários da prática do que da Pátria

  5. Curto e grosso

    1 de outubro de 2020 2:08 pm

    O fato de a empresa ter consentido posteriormente não mitiga a questão., uma vez que o dinheiro foi doado para uma finalidade e foi direcionado deliberadamente para outra. É como se o governo fosse um tipo de “laranja”.
    Merece ser analisado o caso com mais detalhamento.

  6. peregrino

    1 de outubro de 2020 6:05 pm

    Se fazem isso, imagina o que são impedidos(?) de fazer pelas igrejas deles…
    segundo foi, gravado, interpretado e noticiado, Crivella, por exemplo, garantia atendimento prioritário para evangélicos no SUS

  7. Edivaldo Dias de Oliveira

    1 de outubro de 2020 6:34 pm

    Calma gente, a empresa ‘consentiu’ no desvio…E não consente, prá vê.

    1. Renato Lazzari

      1 de outubro de 2020 11:28 pm

      Como se depois de ter feito a doação, o pessoal dessa firma, Marfrig, ainda tivesse algum direito, algum poder ou responsabilidade sobre a grana doada.

      Como disse antes, foi aberta a porteira para doações à campanha dos tais pastores: a pessoa faz a doação, faz pose de humanista, cava imagem de bacana e depois é só dizer que o recebedor da doação pode destinar para o que for. Por exemplo: Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da Bolsonaro para uma coisa. Mas a moça, se quiser fazer outra coisa com a grana, tudo bem, é só perguntar ao Queiroz se pode. E é claro que o Queiroz vai dizer que sim…

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