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Por André Araújo
Comentário ao post “O engodo de atribuir a corrupção ao desenvolvimentismo“
A CAMPANHA MUNDIAL CONTRA O CAPITALISMO DE PESSOAS – O desenvolvimento da Itália no período anterior e posterior à Segunda Guerra deveu-se fundamentalmente à ação do Estado e ao dinâmico capitalismo de pessoas que floresceu na Itália desde os tempos florentinos dos Medici e Pitti, dos banqueiros genoveses e venezianos que financiaram o navegador Américo Vespucci, descobridor das Américas. Esse modelo de capitalismo é antagônico ao capitalismo institucional anglo-americano, são dois modelos distintos, baseados em raízes diversas.
O ISTITUTO PER LA LA RICONSTRUZIONE INDUSTRIALE, criado por Mussolini, transformou-se em uma mega holding controlando 400 empresas estatais, inclusive os maiores bancos comerciais, como a Baca Commerciale Italiana, a Banca de Roma, a Banca di Napoli, a Montedison (química e eletricidade), a Italia Navegazione, os estaleiros, a siderurgia. No pós-guerra veio a ENI- Ente Nazionale Idrocarburi, a vitoriosa petrolífera e especialmente o MEDIOBANCA – um banco de negócios que era o centro do capitalismo italiano, uma associação entre o IRI e grupos privados como Fiat, Olivetti, Giardini, Breda, Asicurazioni Generali, etc. que organizava o caótico meio empresarial italiano. Seu funcador e chefe era Enrico Cuccia, siciliano, quando se aposentou no fim da década de 70 sua esposa pediu o favor de deixá-lo no banco em uma mesinha no setor de correspondência apenas para ele não ficar em casa, do dia seguinte em diante era o homem mais importante do Mediobanca e todos se dirigiam a ele, esse é o CAPITALISMO DE PESSOAS e não de instituições.
O capitalismo italiano desde a época dos Medici em Florença era um CAPITALISMO PESSOAL e não institucional, baseado em alianças não escritas, nas relações individuais e de família, em conchavos e segredos, os ingleses chamavam de capitalismo “mafioso” ou de compadres.
Isso irritava profundamente os britânicos. O establishment financeiro inglês tinha profunda irritação com esse capitalismo e a revista THE ECONOMIST e o jornal Financial Times moveram uma campanha de décadas contra esse capitalismo, que tirou a Itália da miséria da Segunda Guerra para ser um dos capitalismos mais vigorosos do mundo.
Há um livro de um jornalista inglês do Financial Times que conta essa estória do Cuccia e detona esse capitalismo dito mafioso e de compadrios, corrupto, secreto, que não dá para ser analisado por relatórios padrão americano.
Tenho esse livro mas preciso procurá-lo. Esse é o capitalismo que foi implodido pela Operação Mãos Limpas sob inspiração anglo-americana para “modernizar” o capitalismo italiano que tem raízes históricas muito diferentes do capitalismo anglo-americano e é mais antigo, o primeiro grande banqueiro da Itália é muito anterior a Revolução Industrial britânica, na realidade o capitalismo, a contabilidade, a finança bancária nasceram na Itália e não na Inglaterra, os Medici inventaram a letra de câmbio e a nota promissória quando na Inglaterra não havia banco, os italianos eram banqueiros sofisticados.
Os EUA faz um esforço mundial, através de seus ativistas de Washington, para “higienizar” os capitalismos baseados em alianças pessoais como os da Índia, do mundo árabe, da Rússia, de todo o Sudoeste Asiático, da Turquia e do Brasil.
Esses ativistas querem implantar as leis anti-corrupção, de lavagem de dinheiro, de padronização contábil iguais as que vigoram nos EUA porque isso reduz a competição desses capitalismos aventureiros com o capitalismo americano.
Operações internas com essa bandeira do Departamento de Justiça se prestam a fazer esse serviço de “limpeza” porque o “capitalismo de pessoas” e não de instituições são o maior competidor do capitalismo anglo-americano e pode ser mais dinâmico e criativo do que o capitalismo das corporações sem dono.
O preço dessas operações de “limpeza” pode ser alto para os países “alvo”. Vão perder sem próprio capitalismo que, com seus defeitos é nacional e se identifica com o País, para abrir espaço para um capitalismo de fundos de investimento que não tem nenhum compromisso algum com o País e sim com taxas de retorno e podem tirar todo o dinamismo da economia.
É um dos casos em que o MODERNO nãda mais é que um “Cavalo de Troia” de conquista de espaços geopolíticos.
WCastro
18 de novembro de 2015 12:27 pmBrilhante o texto, pena que
Brilhante o texto, pena que os coxinhas não consigam entender a verdadeira guerra do mundo atual.
Paulo F.
18 de novembro de 2015 12:38 pmMemoria seletiva
Os EUA hoje é o que os Robber barons imaginaram lá no século XIX!
Existiu negócio mais mafioso que a ferrovia?
http://www.theatlantic.com/magazine/archive/2007/06/the-dark-side-of-the-gilded-age/306012/
Pedro Mundim
18 de novembro de 2015 12:42 pmTanto palavreado só para dizer…
Tanto palavreado só para dizer que roubar é bom para o país. Então, se o Brasil quiser progredir, tem que deixar o PT roubar, né?
Quer dizer que a Operação Mãos Limpas na Itália foi articulada pela CIA para acabar com o progresso italiano, e que os americanos também mandam na Índia, na Rússia, no mundo árabe, no sudeste asiático, além de, é claro, no Brasil, né?
Orra meu…
Mas em um texto tão extenso forçosamente uma ou duas afirmações são pertinentes. O capitalismo nascido na Itália do renascimento é de fato bem anterior ao capitalismo anglo-americano nascido da revolução industrial. Mas foi uma fase inicial. Revendo o sucesso econômico dos países desde o tempo de Da Vinci, vê-se que os que seguiram o modelo anglo-americano foram muito melhor sucedidos. A Itália entrou tardiamente na revolução industrial. As mega holding´s estatais criadas por Mussolini não fizeram a Itália fascista derrotar a Inglaterra na 2a guerra.
É também pertinente a definição que o autor dá ao Capitalismo de Pessoas, baseado em relações pessoais e não comerciais. Francis Fukuyama disseca esse tema em seu livro Confiança, que eu tenho rezenhado em meu site. Mas a história mostra que o capitalismo das pessoas foi muito menos eficiente que o capitalismo das corporações.
Andre Araujo
18 de novembro de 2015 3:49 pmNInguem disse que a CIA
NInguem disse que a CIA articulou as Mãos Limpas, o lastro dessa operação como outros similares é um modelo cultural
de origem anglo-americana que pretende ser mais puro e ético do que os que eles taxam como corruptos mas esse modelo é
um nova forma de corrupção moral, não é superior, é diferente. Os bonus aberrantes pagos em Wall Street sobre operações
“”sub prime”” não são uma forma de corrupção? Roubaram dinheiro dos investidores a rodo na crise de 2008, quer algo mais imoral que a Goldman Sachs VENDER a fundos asiaticos papeis subprime que ela mesmo emitiu em cima de pacotes de emprestimos a casas populares cujo perfil de devedor indicava um inadimplencia de 80%, depois que ela desovou toda sua carteira passou a apostar CONTRA os subprimes, quer dizer, contra o produto que ela propria vendeu. Isso não é ULTRA IMORAL, É CORRUPÇÃO ABJETA, e vem da mesma terra onde agora se diz que brasileiro é ladrão, até a La va Jato, BRASILEIRo NÃO TINHA MÁ REPUTAÇÃO nos EUA e hoje tem a pior possivel, nós mesmos nos pichamos, aqui de dentro.
A corrupção politica nos EUA é gigantesca mas sob a capa de legalizada através dos Political Actions Committees, todo nundo finge que acredita que o dinheiro doado sem limite e com dedução no IR vai para “causas” e não para campanhas, como tudo e registrado, tudo é ético, não é mesmo?
NInguem aqui está aprovando corrupção no Brasil mas cabe EXCLUSIVAMENTE a nós combate-la e não a gringos.
Pedro Mundim
19 de novembro de 2015 10:14 amJustificando a corrupção própria com a alheia
É claro que existe corrupção nos EUA, mas isso não é desculpa para nossa própria corrupção. Por questões históricas e culturais, a promiscuidade entre poder econômico e poder polítco segue um rito diferente nos EUA e na América Latina.
Nos EUA, as pessoas procuram ganhar dinheiro a fim de, por intermédio deste, ganhar poder.
Aqui, as pessoas procuram ganhar poder a fim de, por intermédio deste, ganhar dinheiro.
É claro que o segundo método é muito mais danoso para o país do que o primeiro método, pois desvirtua toda a cadeia produtiva – os donos do dinheiro não se sentem obrigados a ser empresários eficientes, desde que tenham o apoio dos donos do poder. Os “robber barons” dos EUA no século 19 eram notórios corruptos, mas também eram grandes empreendedores e criadores de riqueza. Nada a ver com nossos empreiteiros ladrões.
Photios Andreas Assimakopoulos
18 de novembro de 2015 4:27 pmNão acredito…
…que lendo esse texto seja possível extrair tamanha simplificação do raciocínio de André Araújo. Parece-me que a intenção é obviamente não se deixar ser roubado por outros que pretendem de forma até mais elaborada (veja antes e depois da palavra “geopolitica”). Para entendimento mais amplo recomendo a leitura do livro do autor do texto “Moeda & Prosperidade”. Prefira a edição de 2005 e verá que parece uma edição de 2015. Os diabos que tentam arruinar o país ainda continuam por aqui e fazendo as mesmas coisas.
maulftal
18 de novembro de 2015 5:46 pmMundim
Acho que o sobrenome exime de maiores consideraçoes né? O mundo é realmente pequeno.
Pedro Mundim
19 de novembro de 2015 9:55 amDa próxima vez…
Da próxima vez tente responder a meus argumentos.
Rafael Ramos
18 de novembro de 2015 1:08 pmGrande análise!
Antes, eramos
Grande análise!
Antes, eramos corruptos porque somos brasileiros. Só esse escândalo das montadoras alemãs fez esse mito, além da eficiência genética dos alemães, ir por terra. Depois, somos corruptos porque temos muita intervenção estatal na economia. Só essa história das manipulações da taxa de câmbio dos grandes bancos mundiais fez esse mito cair por terra.
A metáfora do cavalo de Tróia é muito boa. Estão nos vendendo uma história para boi dormir, essa de que estão limpando o Brasil da corrupção. Na verdade, há corrupção onde há dinheiro, por isso que meios de controle das atividades econômicas isentos é que são o X da questão, não essas CVM, CARF, BC… esses estão dominados, há uma hegemonia cultural nesses orgãos que impede a honestidade de suas ações.
Além do mais, os EUA são em parte liberais, no que interessa às nega deles. No setor militar, responsável por volta de 30% do PIB daquele país, impera o chamado keynesianismo militar. Imagina o Estado americano sair desse setor da economia, abrindo a competição para o tal mercado?
Cavalo de Tróia ou o diversionismo do mágico para distrair a platéia, não importa o nome nem o quão antigo é o golpe, mas temos uma tendência a cair feitos patos.
Ugo
18 de novembro de 2015 1:18 pmmiriam sardenberg e outros, leiam AA e aprendam!
Parabéns como sempre AA.
jasantos
18 de novembro de 2015 1:19 pmbom post
Mais uma vez voce escreve sobre coisas importante que não se lê nos demais veiculos (com exceções).
Concordo que o que se quer éum capitalismos sem rosto, sem rastros, sem nacionalidade, sem cobranças se possivel. Qual a nacionalidade da Ambev? Alguem sabe?
Andre Araujo
19 de novembro de 2015 2:12 amA Ambev (Companhia de
A Ambev (Companhia de Bebeidas das Americas) nasceu no Brasil e hoje é apátrida, tem um pé na Belgica, outro na Suiça (onde moram os controladores) outros nos EUA (onde está seu maior investimento, a Budweiser, agora na Africa com a compra da SAB Miller. É uma companhia sem patria, sem alma, sem bandeira, é o capitalismo puro desligado da civilização e da humanidade, não serve para nada a não ser dar taxa de retorno, seus executivos são robotizados, inodoros, incolores, inumanos, sem raizes em qualquer lugar, a Ambev é o exmplo de capitalismo que a humanidade deve repudiar porque não serve para nada.
Pedro Mundim
19 de novembro de 2015 9:52 amServe para
Serve para dar empregos, pagar impostos e abastecer o mercado com seus produtos. Precisa mais?
jasantos
19 de novembro de 2015 11:24 amobrigado pela resposta
A sua resposta bate com o que penso.
So quis fazer um desafio.
Não tenho nada mais a acrescentar.
Vini
18 de novembro de 2015 1:50 pmGostei do Texto
Atualmente tenho ido com frequência à Bolonha (capital da Emília Romana) e ao visitar algumas cidades próximas como Florença e Verona pude constatar o quanto a Itália está decadente, prédios mal cuidados, cidades sujas, muita gente morando nas ruas. Em Bolonha, por exemplo, para chegar em casa, temos que pular os sem-teto que dormem nas calçadas cobertas da cidade. Na Itália, todas Universidades, incliseive as seculares (como a Universidade de Bolonha, a mais antiga do ocidente) estão à mingua, sem investimento e com sérias dificuldades de renovação de pessoal. Os professores permanentes são pouquíssimos, “e o salário ó…”. Uma bolsa de pós-doutorado lá, quando existe, paga 1400 euros por mês, enquanto que na Áustria é de 3000 euros (valor bruto, 2000 líquido). Acho que esse pessoal da lava-jato deveria fazer um passeio na Itália com calma, evitando as zonas turísticas e conversando com pessoas consciented do que a Itália perdeu, para ter uma ideia do tamanho da besteira que estão fazendo…
P.S.: como pode o PIG dar tanto apoio a esse pessoal se eles mesmos são fruto do “capitalismo de pessoas” do “Seu Frias” e do “Dr. Robberto”?
Murilo M.C.
18 de novembro de 2015 6:55 pmé a moeda!
O problema da Itália (e o sucesso da Áustria) pode ser resumido em uma palavra: Euro.
Quando haviam diferentes moedas na UE, a Itália conseguia compensar sua diferença de competitividade com os países do Norte (Alemanha( desvalorizando a Lira. Agora, lascou.
O atual governo tem tentado dinamizar a economia com uma série de reformas, principalmente a trabalhista, porém parece pouco.
IA2
18 de novembro de 2015 1:58 pmNossos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS
Nossos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS juiz Moro, procuradores e policiais federais não passam de marionetes pró USA, e acham que dão as cartas. Nojentos.
Maria Luisa
18 de novembro de 2015 2:19 pmHistorico
Muito bem exemplificado, André. Uma coisa que me incomoda deveras é a imprensa, de modo geral, simplificar tanto os acontecimentos econômicos e politicos, ao ponto de :
1) idiotizar o cidadão;
2) de tornar toda a questão geo-politica de hoje numa questão do “nos contra eles, preto e branco, herois e barbaros”.
jc.pompeu
18 de novembro de 2015 3:09 pm“A campanha mundial contra o
“A campanha mundial contra o capitalismo de pessoas, por André Araújo“
PARABÉNS!
AA, como sempre antenado articulista realpolitik, just time na notícia, bota o dedo na ferida mundial ao defender uma campanha humanitária internacional contra o tráfico de pessoas.
aliancaliberal
18 de novembro de 2015 3:24 pmAndré como define o
André como define o capitalismo Chinês, o Japonês,o Sul Coreano, o de Singapura, e o de Hong Kong ?
Andre Araujo
19 de novembro de 2015 12:14 amO capitalismo chinês é antigo
O capitalismo chinês é antigo e tradicional, dominante na Tailandia, na Malasia, em Singapura, na Indonesia, é fortissimo em Taiwan, o capitalismo privado chinês cresce a cada ano na China Continental, por causa do processo continuado de privatização de estatais chinesas, o capitalismo japonês é um dos mais forte do planeta, estruturado em torno de conglomerados com liderança de respeitados veteranos obedecendo a um sistema piramidal baseado na idade, o que sobre em solidez falta em criatividade, é um capitalismo de processos e não de invenções, o coreano é baseado em um modelo parecido com as nossas empreiteiras, antes da lava jato, que a partir de um nucelo criaram em volta um cordão de empresas,
os “chaebol” Posco, Hyundai, Samsung, Daewoo, em estreita colaboração com o Estado.
Singapura é um solido capitalismo financeiro do qual derivam companhias industriais, portuarias, de navegação, em boa parte formada pela diaspora chinesa que está lá ha 150 anos, o capitalismo de Hong Kong é mais financeiro, de raizes anglo-chinesas, fortemente baseado no setor de “realty” (imobiliario) e navegação, Hong Kong é o ninho dos bilionarios chineses de antes e depois do comunismo.
Todos esses capitalismo são DE PESSOAS, de familias, de clans, não há em nenhum desses paises um capitalismo institucional do modelo anglo-americano, ao contrario, os laços de familia são IMPORTANTISSIMOS, mais ainda que no Brasil,
o capitalismo asiatico é o apageu do CAPITALISMO DE COMPADRES baseado na confiança pessoal, nos laços de familia,
na palavra, na historia de cada pessoa, nas alianças politicas e dinasticas dos grupos.
Pedro Mundim
19 de novembro de 2015 9:48 amPara entender melhor
Pare entender melhor eu recomendo uma leitura do livro Confiança, de Francis Fukuyama, que faz uma análise detalhada de cada um desses capitalismos e desce fundo para explicar a aparente analogia entre os “capitalismos de compadre” dos países asiáticos e aquele do sul da Europa que foi herdado pela América Latina.
Em tempo: se o capitalismo coreano é baseado em um modelo parecido com o de nossas empreiteiras antes do lava jato, então por que antes do lava jato – apenas alguns anos atrás – nós não tínhamos a mesma prosperidade da Coréia do Sul?
A impressão que eu tenho é que você quer provar a todo custo que foi o combate à corrupção a causa da crise porque passamos hoje. Até a pouco a culpada era a crise de 2008, agora a desculpa é essa.
Conde de Rochester
18 de novembro de 2015 4:35 pm?
Deixa ver se entendi.
O capitalismo pessoal é mafioso e corrupto. Porem, é o capitalismo natural dos paises perifericos.
É preferivel manter o capitalismo corrupto e mafioso porque é nosso, do que higieniza-lo, porque é americano.
azzisem
19 de novembro de 2015 1:52 amDeixa eu ver se entendi, o
Deixa eu ver se entendi, o capitalismo anglo-americano é higienizado? Não. Ele é perfumado. Há pouco gastou-se 700 bi para perfumá-lo.
Pedro Mundim
19 de novembro de 2015 9:31 amMas funciona bem melhor
Higienizado ou perfumado, é apenas jogo de palavras. O capitalismo anglo-americano funciona bem melhor que o nosso, e é muito menos corrupto, conforme mostram todas as pesquisas de corrupção perceptível. Não precisa nem comparar os EUA com a América Latina, basta comparar os países do norte da Europa com os países do sul. Será que é apenas coincidência que os países menos corruptos sejam também os mais prósperos? Ou é tudo conspiração da CIA?
Você acredita mesmo que a corrupção é necessária para o desenvolvimento?
Andre Araujo
19 de novembro de 2015 4:08 pmA crise financeira de 2008
A crise financeira de 2008 foi causada por mega CORRUPÇÃO E GANANCIA mas foi tudo contabilizado e portanto ficou limpinho. Os bancos de investimento que ARMARAM o golpe do “subprime” são ou não imorais? Os executivos do Lehman Brothers levantam US$108 milhões de bonus dois dias antes da quebra do banco, foi legal mas é moral?
Sem essa de achar que eles são BACANAS e nós brasileiros somo picaretas. É só uma questão de angulo de visão.
azzisem
20 de novembro de 2015 12:08 amO que não há é o instinto de
O que não há é o instinto de autodestruição, é pragmatismo político e econômico na veia. Se comparado com o da Enron e com o recente da Volkswagen , é o coisa de pivete . Além disso, nem partiu da empresa.
E a eleição fraudada do Bush, Al Gore foi até aonde deu, se fosse um pouco mais, desmoralizaria todo sistema político dos EUA.
Athos
19 de novembro de 2015 2:25 pmOu muito me engano mas o
Ou muito me engano mas o articulista não fez juízo de valor.
Conde de Rochester
20 de novembro de 2015 11:55 amBrasil social
Sem essa de achar que eles são BACANAS e nós brasileiros somo picaretas. É só uma questão de angulo de visão.
O criador do texto prefere o capitalismo oriental de cultura milenar do que o americano por quem demonstra ojeriza explicita.
Ja frizaram por ai cada região tem suas caracteristicas proprias, aqui no Brasil ta na cara que o capitalismo tem que ser social aproveitar a experiencia de Bangladesh do economista Mohammad Yunus, ganahdor do premio Nobel.
J
18 de novembro de 2015 8:05 pmFla x Flu
A análise inteligente de André Araújo sai do preto ou branco, maniqueísmo tosco de torcidas fanáticas, e embaralha a cabeça dos crentes.Atrás de toda acão geopolítica de EUA, Rússia, China, França, Alemanha, Japão, Inglaterra, está o interesse deles de levar vantagem, às vezes com anestesia, às vezes sem, e quem tem as corporações do Estado, a mídia, trabalhando contra o país, já larga de quatro. É claro que algumas vezes os interesses nacionais podem coincidir, mas não acho que seja tão frequente assim.
alexandre borges
18 de novembro de 2015 9:50 pmPutz!!! Tá cada vez mais
Putz!!! Tá cada vez mais difícil debater. Os argumentos… Nunca ouviu a respeito do “império da lei”? Agora interpreta como “higienização imperialista”? Que queimação de filme!!! Não está sendo fácil. Apesar de não concordar com a maioria das análises, o nível era melhor. Não está sendo fácil…
Athos
19 de novembro de 2015 2:23 pmExcelente artigo e não
Excelente artigo e não esqueça no futuro de citar o livro, quando o achar.