5 de junho de 2026

A esperança da oposição: manifestações de rua contra o governo federal.

Políticos da oposição, jornais, tvs, rádios, revistas, classe conservadora e reacionária em geral encontra-se em situação de desespero quando pensam, refletem e fazem prognósticos sobre as eleições de 2014. Não há saída dentro da normalidade: a derrota é inevitável.

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Por quê? Apesar de todos os pareceres ao contrário o Brasil vai bem. A menos pessoas vivendo na miséria absoluta, há mais oportunidades de estudos, programas sociais de inclusão. Sócios dessa sociedade, que há anos esperam o país melhorar para aí então ter uma fatia do bolo da riqueza, totalmente desassistidos voltam a participar como atores de mudanças.

Quem nega estas conquistas ou não quer ver (o pior cego é este), ou incrédulo, ou ingênuo ou se escondem atrás da própria fraqueza para falar mal, pro falar simplesmente. E sentados aguardam a “bolha” estourar, como preveem articulista da mídia partidária do quanto pior melhor, para dentro de sua enorme sapiência reafirmar: eu não disse. E o país voltar à madorra.

O jornal o Globo traz na primeira página a seguinte manchete: Dilma vai bem na área social e mal na economia.

O título procura tapar o sol com a peneira. Ou não dar o braço a torcer. Diante do pleno emprego, indústria crescendo, finanças em ordem, inflação controlada e meta atingida, PIB cresceu eles afirmam que a economia vai mal. O que é então ir bem? Concentração de renda maior talvez seja uma das definições do “ir bem”. Sobre o social a jornal dos marinhos admitiram: vai bem. Não há como negar os avanços: bolsa-família, mais médicos, minha casa minha vida.

Mas como a Dilma mesmo reconhece tem muito que fazer.

Desejamos cada vez mais. Mais saúde, educação, segurança, acesso à informação, fim da corrupção e punição aos transgressores.

Queremos enfim, mais democracia, pois, ela traz no seu bojo a justiça social.

As recentes manifestações deixaram isso claro. Num primeiro momento com o pessoal do MPL foi de uma demonstração cívica emocionante. Escancarou a cara do governo paulista: democrático? Não isso está longe dos senhores do PSDB. A polícia agiu com truculência que deixaria os generais da ditadura com lágrimas nos olhos de saudade. A mídia tentou descaracterizar rapidamente o movimento, ranço conservador à luz da inteligência. Arnaldo Jabor e trupe saíram com seus artigos: moleques, filhinhos de papai, baderneiros. Levaram um pito: não é assim, mudem o discurso. Então como bons cães amestrados mudaram o discurso. E com isso infelizmente os protestos ficaram nas mãos dos donos de sempre. Pautaram quase todas as exigências: PEC 37, fim do voto secreto se destacaram. Ficaram com cara do fascismo, característicos dos nossos barões.

Apenas não contavam com a rapidez da presidenta, apesar de também ter sido pega de surpresa, em entender os clamores e aproveitar da situação para por em prática projetos parados há muito no congresso. Mais médicos foi um deles. Tentou emplacar outros, no entanto os adversários já dominavam as manifestações. E deu no que deu. Voltou tudo à estaca zero. Professores apanhando, quebra-quebra, aparecimento do grupo de proteção aos manifestantes.

A Globo assustada começou sua campanha democrática, sem violência. Óbvio que eles iriam ser contra o vandalismo. Manifestantes jogaram bosta nos prédios da emissora. Fora rede Globo, o povo não é bobo. Mas não custa nada tentar fazê-lo de bobo. E a mídia fez, são os chamados “coxinhas”. Aqueles que compram rapidamente o que os meios de telecomunicações noticiam como verdade absoluta. Os médicos cubanos que o digam.

Bem, a absoluta falta de adversários competentes, carismáticos e com propostas capazes de fazer frente à Dilma Rousseff fez com que essa gente se voltasse novamente para as ruas. Única novidade no cenário eleitoral. Visto que as outras armas: mentir, inventar, caluniar, alarmar, manipular, esconder e desinformar já são eventos comuns para a imprensa hegemônica.

É o que estão urdindo agora. Marina Silva, presidenciável com cara de vice, conclamou novas manifestações em artigo. Articulistas arguidos são a favor, desde que sem vandalismos. O povo consultado, editados, em reportagens sem eira-nem-beira também apoiam desde que blá-blá-blá.

Ou seja, eles querem explodir com PT, sem destruir as cidades as fazendas, as indústrias. E, para a eco-rancorosa-candidata sem arrebentar as florestas, os rios, os campos, os passarinhos, a borboleta.

A bomba de nêutron reeditada dos tempos da guerra fira. Mata apenas gente e preserva as construções. O sonho do militar numa guerra. Dominar e saquear.

Então, manifestantes quando saírem às ruas joguem o lixo-no-lixo, não pichem, nem destruam nada. Não cuspam também. Afinal essas pessoas penduradas nas suas costas têm que ter o que governar, não é mesmo?

E a pauta dos protestos? Calma o ano só iniciou. E os telejornais estão metendo-o-pau em tudo que não seja domínio do PSDB. O SPTV andou falando mal das praças da capital paulista. E num lapso de preconceito desceram a lenha nos moradores de ruas. Sujos, malcheirosos, porcalhões, bandidos e infestam os bucólicos locais. E a prefeitura não faz nada, segundo as repórteres. A polícia, do governador tucano, tenta, porém sem apoio nada pode fazer. Portanto a culpa é do PT. Apesar de não terem dado voz ao Haddad, prefeito da capital paulistana e por acaso do Partido dos Trabalhadores.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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