4 de junho de 2026

A “justiça social” do Estadão e da Foreign Affairs

 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

No editorial do último dia 18, o jornal paulista afirma que os que foram às ruas contra o golpe, no dia 16, formavam uma “tropa” em busca “de sanduíches de mortadela” e “caraminguás”. Isso mostra a simpatia, a cordialidade e a sensibilidade do jornal em relação às classes populares e movimentos sociais. E a educação com que encara o debate público. Até fiquei tocado com os argumentos! Quase deixei de apoiar as medidas contra a redução da miséria.

Mas aí veio a revista científica Foreign Affairs, que não é propriamente um veículo progressista, e traz o artigo abaixo, para a primeira edição de 2016. Nele, o editor Jonathan Tepperman afirma que o Brasil tem, surpreendentemente, algo a ensinar ao mundo em relação à desigualdade.

O editorial agressivo e descortês termina assim “Dilma … parece …inclinada a permitir que estes grupelhos interessados em arruinar de vez a economia do país, em nome de uma ideia de justiça social que pereniza a pobreza em vez de erradicá-la, ditem a agenda da Presidência”

A propósito: não vamos olhar para O Estadão, comparativamente ao prestígio do veiculo americano, como o caderno da família Mesquita olha para os mais pobres. Talvez fosse humilhante demais. Até pela sua irrelevância. Afinal, precisamos sempre manter a cordialidade nas relações divergentes.

***

(É preciso se registrar para ter acesso à integra. Mas vai aqui uma palhinha)

1. Nos anos recentes, a expectativa com relação a questões de desigualdade tem se intensificado no mundo inteiro. O que explica, por exemplo, o sucesso do trabalho de Thomas Piketty, economista francês.

2. Programas como os da Índia (uma nota: lembram do festejado “banco dos pobres?”) são burocráticos demais para dar certo, e propostas de taxação de riquezas, como a do autor francês, encontram resistência entre os mais ricos.

3. A boa notícia é que soluções radicais podem ser evitadas, e nos últimos anos foi o Brasil que apresentou uma ideia relativamente simples e amigável ao mercado: o Bolsa Família.

4. Não muito tempo atrás, até o Haiti era mais igual que o Brasil. Por isso, há alguns anos a ideia de que o Brasil poderia vir a ensinar ao mundo alguma coisa sobre redução da desigualdade soaria como uma piada.

5. Mas ensinou.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados