A universidade federal na visão de uma professora

Veja a balbúrdia que uma instituição federal de ensino superior no interior de Pernambuco pode trazer para uma sociedade

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Jornal GGN – Aquele que nunca colocou os pés dentro de uma universidade pública já deve saber muito bem como ela funciona: um lugar de balbúrdia, nas palavras do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub.

E realmente, muita gente desocupada realiza pesquisas sem nexo, e algumas dessas histórias foram relatadas pela professora Fabiana Moraes, que atua há quase cinco anos no Centro Acadêmico do Agreste na Universidade Federal de Pernambuco (CAA/UFPE), Caruaru, em seu artigo no UOL.

Um desses casos absurdos expostos por Fabiana é de um estudante que terminou recentemente o mestrado na área de Educação. Filho de um ex-sapateiro e ex-PM, a mãe tem o ensino médio e, depois de trabalhar durante a infância, decidiu que queria entrar na universidade. E encontrou um prédio com ensino superior gratuito na caatinga pernambucana. Hoje, ostenta título de mestre.

Histórias semelhantes podem ser vistas, como a do filho do casal de agricultores que decidiu entrar na universidade e hoje está próximo de terminar o curso de jornalismo, a garota preta da área rural que chegou a fazer cursinho gratuito oferecido por voluntários e que está no oitavo período do curso de Medicina.

“Ensino superior gratuito no interior ainda vai inverter a lógica de nossos passaportes e terminar com filha de empregada doméstica e agricultor querendo viajar para fazer turismo ou estudar no exterior. Filho de pobre virando doutora e doutor pode mudar a estrutura desse país. Tem que ver isso aí”.

 

 

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