“Abuso de poder”, diz Glenn Greenwald sobre a PF, sob Moro, investigar suas finanças

O ex-deputado federal Wadih Damous (PT) também se manifestou pela rede social: "Se isso for verdade, vai se configurar ato de improbidade da autoridade que determinar a medida"

Foto: Agência Senado

Atualizada às 15h50

Jornal GGN – O jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, reagiu pelo Twitter ao saber que a Polícia Federal encomendou ao Coaf um “relatório” sobre suas movimentações financeiras, com o “objetivo” de descobrir qualquer indício de que conexão com os vazamentos de mensagens de procuradores da Lava Jato. Para Glenn, Moro sequer se esforça mais para “esconder seu abuso de poder para retaliar jornalistas”.

Na rede social, Glenn ainda acrescentou que o “irônico” é que Jair Bolsonaro sempre acusou o PT de perseguir e censurar a imprensa, algo que o partido nunca fez enquanto esteve no poder com Lula e Dilma Rousseff. Quem, como “tirano”, usa o aparato do Estado para “investigar” e “perseguir” um jornalista por causa das reportagens é Sergio Moro, que manda na Polícia Federal.

“Você, @SF_Moro, vai e ‘investiga’ tudo o que quiser. Grupos de liberdade de imprensa em todo o mundo terão muito a dizer sobre isso. Enquanto você usa táticas tirânicas, eu continuarei reportando junto com muitos outros jornalistas de muitos outros jornais e revistas”, disparou Glenn.

“Como eu disse desde o início – tanto no caso Snowden quanto no caso Moro LJ [Lava Jato] -, nenhuma intimidação ou ameaça interromperá as reportagens. Ameaças do estado só servem para expor seu verdadeiro rosto: abuso do poder – e por que eles precisam de transparência de uma imprensa livre”, acrescentou.

O ex-deputado federal Wadih Damous (PT) também se manifestou pela rede social: “Se isso for verdade, vai se configurar ato de improbidade da autoridade que determinar a medida.”

O site Antagonista divulgou na tarde desta terça (2) a informação de que a PF teria acionado o Coaf contra Glenn. Leia aqui.

GGN já havia antecipado que Moro dava sinais de que pretendia promover uma ofensiva contra os profissionais do Intercept. Desde que o assunto veio à tona, o ministro insiste que há um crime de hacking em andamento, mesmo que não tenha evidências de que os relatos mais recentes de invasão estejam conectados ao dossiê do Intercept. VEJA AQUI.

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