4 de junho de 2026

Ação promocional de rover chinês gera preocupação no Ocidente

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Jornal GGN – Uma ação do governo chinês para promover a chegada da sonda Yutu (“Coelho de Jade”, nome do coelho de estimação da deusa da Lua chinesa Chang’e ) à superfície lunar gerou críticas e preocupação em especialistas e autoridades de programas espaciais ocidentais. Tudo por conta da foto usada como pano de fundo para a exibição de uma réplica do rover: uma foto da Terra, com o que parece ser uma explosão nuclear sobre o Leste europeu. As críticas se dão porque a provocação pode ser um indício de um plano de Pequim para militarizar o espaço.

Alguns críticos afirmam que a explosão estranhamente parece estar posicionada em uma área da Romênia onde há um sistema de defesa antimísseis dos EUA. A fotografia, no entanto, não foi projetada deliberadamente para a exibição da sonda, mas foi retirada de um banco de imagens. Por conta disso, há quem afirme que tudo não passa apenas de um descuido dos chineses na hora de escolher a imagem para a propaganda. 

Primeira sonda chinesa está a caminho da Lua

O ato, contudo, pode não passar de provocação, já que o programa espacial chinês tem obtido importantes resultados de forma autônoma, sem cooperação internacional. O país chegou a ter negado filiação na parceria multinacional que opera a ISS (Estação Espacial Internacional). O Congresso dos EUA (Estados Unidos) não permite que a Nasa (Agência Espacial Norte-americana) faça qualquer contato, colaboração ou parcerias com China, principalmente devido a preocupações sobre transferência de tecnologia.

O fato é que a imagem foi utilizada pelo governo chinês sem qualquer menção ao nome do autor da imagem. Em um post publicado na plataforma Deviantart, o autor da imagem, um artista da África do Sul, criticou o governo chinês, chamando-o de “bastardos comunistas”, e chegou a desejar que o rover Yutu caísse em uma vala na Lua e deixasse de funcionar.

De acordo com o site InfoWars, a mídia estatal chinesa tem alardeado que o programa de pouso na Lua é apenas o primeiro passo para uma “Estrela da Morte”, um tipo de base lunar a partir do qual o governo chinês poderia lançar mísseis contra qualquer alvo na Terra. Já no mês passado, a mídia estatal do país divulgou um mapa que mostra a localização de grandes cidades dos EUA e como elas seriam afetadas por um ataque nuclear lançado das forças submarinas do país.

Em resposta às movimentações militares dos EUA no mar da China Oriental, o governo de Pequim também enviou um navio de vigilância em águas havaianas em outubro, um movimento classificado por analistas como algo sem precedentes.

Veja a foto original:

Com informações do InfoWars.com

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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17 Comentários
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  1. Helio J. Rocha-Pinto

    18 de dezembro de 2013 10:53 pm

    Pura paranoia…
    Se não

    Pura paranoia…

    Se não estivessem quebrados, os EUA seriam o primeiro país a militarizar o Espaço sem qualquer deferência aos demais países.

    1. Jorge Nogueira Rebolla

      18 de dezembro de 2013 11:58 pm

      Já se esqueceu… coma mais peixes!

      Nos anos 1980 o projeto Guerra nas Estrelas, lançado pela administração Reagan, pretendia militarizar o espaço. O alto custo para implantação o deixou inativo após o falecimento da URSS. Aliás foi um dos fatores que aceleraram o óbito do império comunista. A sua principal função seria servir como escudo contra os ICBMs soviéticos, com a possibilidade de perder a paridade militar com os EUA, assegurada pela destruição mútua, o regime comunista raspou o tacho para investir em pesquisa e desenvolvimento de um antídoto… agravando a situação econômica do país e piorando a qualidade de vida da população. Com isto a glasnost e a perestroika tiveram que ser alteradas para pelo menos propiciarem um válvula de escape para o descontentamento popular, apesar do Gorba chove não molhava, mantendo na total aridez os russos, os ucranianos, os cazaques e todos os demais inos, enos, aques e iques.

      1. Mariano S Silva

        19 de dezembro de 2013 2:15 am

        Esse projeto obrigou os

        Esse projeto obrigou os russos a automatizarem ao extremo seu arsenal nuclear e num fatídico dia um alarme falso de radar quase dispara automaticamente uma salva de mísseis nucleares…

      2. Helio J. Rocha-Pinto

        19 de dezembro de 2013 2:46 am

        Eu não me esqueci disto. Como

        Eu não me esqueci disto. Como poderia, se sou astrônomo? Justamente por isso afirmei que os EUA militarizariam o Espaço se tivessem mais recursos financeiros. Essa ideia nunca foi deixada de lado totalmente pela administração americana, apenas foi adiada pela inexistência de competidores viáveis.

  2. Ivan de Union

    18 de dezembro de 2013 11:14 pm

    “Tudo por conta da foto usada

    “Tudo por conta da foto usada como pano de fundo para a exibição de uma réplica do rover: uma foto da Terra, com o que parece ser uma explosão nuclear sobre o Leste europeu. As críticas se dão porque a provocação pode ser um indício de um plano de Pequim para militarizar o espaço”:

    Mentira.  As “criticas” se dao porque a “provocacao” eh evidentemente indicio diki ja existem planos pra essa explosao nuclear no Leste europeu e ela nao tem nem teria nada a ver com a China.

    Algum plano vazou!

  3. urbano

    18 de dezembro de 2013 11:52 pm

    Dificil escolher o adjetivo:

    Dificil escolher o adjetivo: Materia ridícula? Inveja do avanço tecnologico chinês? ou sera que os jornalistas estão aprendendo essas mumunhas de desviar o assunto com a colunista chefe da Folha?

  4. ed. não logado

    19 de dezembro de 2013 12:33 am

    Guaraná no Oriente Médio

    Um caso (verídico) de despercepção com maiores consequências foi a introdução do guaraná Antárctica (hoje Inbev) no mercado árabe.

    Convidados, vieram, degustaram, negociaram, fecharam, definiram campanhas, logística, etc. e lá se foi o primeiro lote.

    Devolvido de imediato, com precancelamento do negócio.

    Depois de tudo, nenhum envolvido se deu conta do pequeno símbolo* da Antárctica nos rótulos.

    Devidamente ajustados e substituidos.

    Detalhes…

     

     

    (*) para aquele que não se lembra ou não conhece, é uma estrela de seis pontas, também conhecida como estrela de Davi, aquele de Judá.

    1. Gerinho da Terra

      19 de dezembro de 2013 3:28 am

      Onde fica esta estrela?

      Não achei este simbolo do qual vc fala.

      O símbolo do guaraná Antártica são folhas e frutos do guaraná.

       

  5. Osvaldo Ferreira

    19 de dezembro de 2013 1:10 am

    Quanta bobagem sobre a China.

    Quanta bobagem sobre a China. Se fossem os EUA ficariam caladinhos. O fato é que o mundo mudou e quem quiser entendê-lo terá que mudar o foco. A propósito, quantos países a China agrediu, invadiu ou manietou o governo eleito nos últimos 100 anos? Nenhum. A China sempre foi vítima do ocidente.

    1. Jorge Nogueira Rebolla

      19 de dezembro de 2013 1:54 am

      Em relação ao ocidente…

      … a China sofreu um processo de exploração de quase cem anos, até o final da guerra civil em 1949. Iniciado após a segunda guerra do ópio, quando o cartel comandado pela traficante vitória regina colocou o país de quatro. Os efeitos na população chinesa da derrota para a gang inglesa deveria ser analisado pelos defensores da descriminalização ou legalização da drogas.

      A coisa mais ridícula é ver a China como vítima. Durante 2.000 anos a china teve no oeste apenas três impérios que rivalizaram com ela em poderio: Roma, Inglaterra e EUA, mas lembre-se que entre a decadência e queda do primeiro e a ascensão dos outros passaram-se quinze séculos. A China existe há mais tempo do que o chamado ocidente, embora neste período tenha sido dominada também por mongóis e manchus. Ela apenas está retornando ao posto que sempre ocupou, o maior, o mais rico e o mais poderoso país do planeta.

      1. Osvaldo Ferreira

        19 de dezembro de 2013 2:12 am

        Como assim, você tá dizendo

        Como assim, você tá dizendo que a China não foi vítima do imperialismo ocidental, é isso mesmo? 

        Quanto ao fato de estar retornando àquilo que  já foi, isso é inexorável. Queiramos ou não. 

        1. Jorge Nogueira Rebolla

          19 de dezembro de 2013 2:31 am

          Você esqueceu de ler…

          Em relação ao ocidente…

          … a China sofreu um processo de exploração de quase cem anos

           

    2. José Nivaldo

      19 de dezembro de 2013 12:12 pm

      Esse é o problema. Quem

      Esse é o problema. Quem apanha quer revidar.

  6. maria utt

    19 de dezembro de 2013 1:45 am

    nova corrida espacial?

    Olha só, por caminhos tortos mas uma nova corrida espacial pode ser benéfica pra refrear a sanha beligerante dos EUA. Mesmo que os propósitos, no fim das contas, não sejam nem um pouco nobres.

  7. MarFig

    19 de dezembro de 2013 8:59 am

    Engraçado, se fosse uma foto

    Engraçado, se fosse uma foto promocional da NASA todo mundo estaria falando que era bobagem, teoria da conspiração, antiamericanismo idiota.

  8. Leandro Ferrari

    19 de dezembro de 2013 10:11 am

    “De acordo com o site

    “De acordo com o site InfoWars, a mídia estatal chinesa tem alardeado que o programa de pouso na Lua é apenas o primeiro passo para uma “Estrela da Morte”, um tipo de base lunar a partir do qual o governo chinês poderia lançar mísseis contra qualquer alvo na Terra.”

     

    Puxa, até que enfim encontraram um substituto para o Bin Laden. Agora os EUA já tem um foco para continuar na sua política de implantação do medo e terrorismo.

    Já até imagino, iriam produzir um Star Wars  (claro que não pelo George Lucas), com um Darth Vader oriental, ou ressucitar o Flash Gordon – já que Hollywood não cria mais nada mesmo.

     

    1. Leandro_O

      19 de dezembro de 2013 4:06 pm

      Sobre Flash Gordon e Ming, “o Impiedoso”

      Sobre Flash Gordon e Ming, “o Impiedoso” (Ming the Merciless):

      “[…]

      Flash Gordon vai na mesma linha. Criado por Alex Raymond em 1934 na forma de HQs, Flash Gordon, o Dr. Zarkov e a heroína Dale Arden viajam num foguete para o planeta Mongo. Mongo é habitado por várias culturas diferentes, algumas tecnologicamente avançadas e outras primitivas, como o reino florestal de Arboria. Flash Gordon e seus amigos lutam ao lado do Príncipe Barin contra o cruel tirano Ming, que usurpara o trono do príncipe e dominava a parte avançada do planeta. No planeta Mongo, misturavam-se o universo premonitório de Verne (subterrâneos, espigões, naves) e a arquitetura art deco. Nesse mundo racional, equilibrado, high-tech, Ming, o Impiedoso, era o único problema ameaçador. Não por acaso, o tirano possuía feições e trajes de líder guerreiro asiático, enquanto seu adversário era alto, louro, atlético, herói perfeito que atuava sob os signos da liberdade e da justiça.

      […]”

      <http://portalcienciaevida.uol.com.br/ESLH/Edicoes/6/artigo74826-3.asp>

       

      Aliás, esteotipagem é prática comum nos EUA, já teve tópico aqui sobre isso:

      Hollywood e a criação de imagem negativa do povo árabe

      <https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/hollywood-e-a-criacao-de-imagem-negativa-do-povo-arabe&gt;

       

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