O programa Fantástico revelou na noite de domingo (8) que agentes da Polícia Federal de Minas Gerais levaram 10 minutos para socorrer o braço-direito do dono do Banco Master, Luiz Phillipi Mourão, mais conhecido como Felipe Mourão ou “Sicário”. Ele estava preso na Superintendência da PF em Minas e tirou a própria vida sob custódia dos policiais.
Segundo o Fantástico, oficialmente, a PF considera que houve socorro no local e que Sicário foi entregue, ainda com vida, para o Samu de Minas Gerais levá-lo até o hospital onde, dois dias depois, foi confirmada a morte encefálica.
Fantástico: Entre o horário do enforcamento e o horário em que os agentes da Polícia Federal foram socorrê-lo, decorreu quanto tempo aproximadamente:
Superintendente da PF de Minas: “Decorreu aproximadamente 10 minutos, no máximo. A equipe, assim que constatou a anomalia da situação, se deslocou imediatamente. Ele foi retirado da posição de enforcamento e acionados tanto o Samu quanto uma equipe de socorristas da própria PF, que imediatamente iniciou o processo de animação do preso. Conseguimos estabiliza-lo até a chegada do Samu, e a partir daí ficou aos cuidados da equipe do Samu de Minas Gerais.”
De acordo com a entrevista do superintendente da PF-MG ao Fantástico, as imagens das câmeras de segurança ficam acessíveis aos plantonistas. Porém, eles acumulam outras funções além de monitorar as imagens do circuito interno. “Mas garanto que este caso, especificamente, nossa equipe de plantão foi extremamente diligente”, declarou. Veja a reportagem completa aqui.
Quem era “Sicário” e qual era sua atuação para Daniel Vorcaro
O termo “Sicário” refere-se a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pelas investigações da Polícia Federal (PF) como o braço-direito e coordenador operacional de uma “milícia privada” a serviço de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Recentemente, o caso ganhou grande repercussão devido à morte de Mourão sob custódia policial. Abaixo, os pontos principais sobre quem ele era e seu papel no esquema:
- Papel na Organização: Segundo a Operação Compliance Zero, Mourão liderava um grupo chamado “A Turma”. Ele era responsável por monitorar adversários de Vorcaro, obter informações sigilosas de forma ilegal e coordenar campanhas de intimidação.
- Operações Ilícitas: As investigações indicam que ele tinha acesso indevido a sistemas de órgãos como a própria PF, o MPF e até a Interpol.
- Ameaças a Jornalistas: Mensagens interceptadas mostraram planos agressivos, incluindo uma ordem de Vorcaro para que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, fosse agredido em um “assalto forjado” para “quebrar todos os dentes”.
- Pagamentos: Relatórios da PF apontam que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para administrar essas atividades e distribuir o valor entre os outros membros do grupo.
“Sicário” foi preso preventivamente em Belo Horizonte no início de março de 2026. Pouco após a prisão, ele atentou contra a própria vida dentro da cela na Superintendência da PF em Minas Gerais.
Houve uma confusão inicial sobre o seu estado de saúde. Após alguns dias em estado grave e a abertura de protocolos de morte encefálica, sua morte foi confirmada pela defesa e por unidades hospitalares na noite de 6 de março de 2026.
Rui Ribeiro
10 de março de 2026 9:27 amArquivo bom, é arquivo morto. Adriano da Nobrega e Bebianno. O Queiroz ainda resiste porque calou o bico e parou de comprar e reformar carros velhos e revendê-los. O mercado é cativo para os chocolates do Flávio Bostonaro e ele não aceita concorrentes.