Polícia Civil prende cerca de 30 na Cracolândia
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Bruno Bocchini – Agência Brasil23.01.2014 – 22h05 | Atualizado em 23.01.2014 – 22h29
São Paulo – Em uma ação isolada, a Polícia Civil de São Paulo deteve cerca de 30 pessoas hoje (23) na região conhecida como Cracolândia no centro da capital paulista. Desses, quatro são acusados de tráfico de drogas. Os demais foram detidos “para averiguação”, segundo a diretora do Departamento de Investigação e Repressão contra o Narcotráfico (Denarc), Elaine Biasoli, que determinou a ação dos policiais.
Confira também: Prefeitura de SP repudia operação polícial feita na Cracolândia
De acordo com Elaine, a investida da polícia não foi comunicada à prefeitura – que faz um programa que acolhe dependentes químicos na região – e nem à Polícia Militar – que tem um posto policial na área – por se tratar de uma “ação penal pública incondicional”. Ela também disse que não conversou com o secretário de Segurança Pública do estado, Fernando Grella.
“É uma ação penal pública incondicional. Onde tem tráfico, às vezes, não dá tempo de avisar ninguém. Então não é uma operação orquestrada, é uma ação de área do Denarc. E vai continuar [acontecendo], onde tiver tráfico o Denarc vai. Foi uma ação dentro da legalidade”, disse Elaine, que não soube informar a quantidade de droga apreendida. Ela não soube precisar, também, o número exato de presos e detidos. Disse apenas, que foi “cerca de 30”.
Segundo a diretora, os policiais, com viatura descaracterizada e à paisana, foram à Cracolândia para prender um traficante. No entanto, foram recebidos com agressão. “Os policiais foram recebidos a pauladas, quebraram a viatura, feriram o policial, e aí foi pedido reforço. E nós mandamos o reforço para poder concretizar a prisão”, disse.
O reforço teve oito viaturas da Polícia Civil e 24 policiais. Eles portavam armamentos antimotim, como bombas de efeito moral, e não tinham munição letal. Quando chegaram, efetuaram as prisões e as detenções.
A diretora disse que o procedimento adotado hoje é corriqueiro e não será revisto. Ela informou que que já prendeu 65 suspeitos de tráfico de drogas na Cracolândia em ações similares. “O programa da prefeitura eu não conheço a fundo, deve ser mais social. O meu problema é policial”, disse.
Alana Novais compareceu à delegacia à procura do marido, José Américo Gomes de Novais, um dos detidos na ação. Segundo ela, Américo estava na Cracolândia fazendo compras e foi preso porque filmou a ação da polícia. “Ele começou a filmar a polícia batendo em ‘nóia’ [viciado em crack] e foi detido”, disse. A prisão, segundo ela, ocorreu no Largo Coração de Jesus.
Editor Fábio Massalli
Direitos autorais: Creative Commons – CC BY 3.0
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Harley
24 de janeiro de 2014 1:34 amOnde está a inteligência da polícia Civil?
Esta acão mostra o despreparo e a precariedade do serviço de inteligência da polícia civil. Justificar que usou 10 viaturas e 24 políciais para prender um traficante, que não estava em uma fortalega e nem protegido por seguranças fortemente armado, é patético.
Ou será que o objetivo da acão era outro??
Thiago Luiz
24 de janeiro de 2014 1:43 amDe fato…
Deve ser algo bastante corriqueiro bater em inocentes, usar gás lacrimogênio, balas de borracha tudo para procurar traficantes.
É de uma competência fantástica o Denarc. Tão competente que até as filmagens são retidas para averiguações. Sabe-lá que a filmagem é de algum traficante enfiltrado na multidão justamente para ser enviada ao chefão do PCC.
Eles pensam em tudo!
O FBI deu treinamento para o Denarc ser tão eficiente ou será que eles andaram assistindo filmes e séries demais?
Marco St.
24 de janeiro de 2014 1:49 amBravura
Aqui 2 bravos e corajosos policiais exercem o seu poder de polícia sobre o perigosíssimo meliante que ameaçava a vida dos agentes do estado. Não antes de disparar balas de borracha (infelizmente ainda era dia e havia muitas testemunhas…) e bombas de gás lacrimogênio contra uma horda de homens fortes e bem nutridos vitaminados com o crack.
Como todos sabemos, viciados em crack ficam muito fortes, e se ainda estiverem bem alimentados, podem agredir vários homens, (mesmo armados), ao mesmo tempo.
Uma cena de heroísmo e coragem incontestáveis deste policiais. Alckmin deve lhes outorgar uma medalha.
É por atitudes como esta que a Segurança Pública do Estado de São Paulo exibe números tão bons.
Todo paulista deve ir dormir tranquilo hoje. Estamos seguros!
Sergio Saraiva
24 de janeiro de 2014 1:56 amEstão querendo emparedar o
Estão querendo emparedar o Grella.
Filipe Rodrigues
24 de janeiro de 2014 2:09 amHaddad ainda não aprendeu que
Haddad ainda não aprendeu que não pode confiar no Alckmin.
Já basta o estopim dos protestos de Junho quando a PM “jogou gasolina no MPL”.
José Carlos Lima
24 de janeiro de 2014 2:12 amPolícia bandida tem horror a fotografia
Segundo ela, Américo estava na Cracolândia fazendo compras e foi preso porque filmou a ação da polícia.
Marginal não gosta de ser filmado, fogem das câmeras como o diabo foge da cruz e, claro, prendem e arrebentam quando suas ações são flmadas.
leonidas
24 de janeiro de 2014 2:29 amBem a versao apresentada pela
Bem a versao apresentada pela Policia Civil da conta que nunca houve uma ” operação ” e sim uma prisao que seria ” isolada ” mas que devido a reação dos dependentes teria evoluido para um confronto
De fato a priori a explicaçao da Policia Civil de que é rotina prender traficante é procedente
O problema é que se existe algo na cracolandia é TRAFICANTE…rs
Basicamente em tudo quando é lugar, e nao vejo muito sentido ( expertise, ou minimante funcionalidade ) que a prisao de um entre MILHARES de noias e outros traficantes possa representar algo tao importante para a policia civil a ponto de se ignorar a reaçao que iria (e causou ) entre os usuarios
Entao de uma forma ou de outra nao da para ” aliviar ” as criticas sobre a policia civil e muita INCOPETENCIA junta
E falando sinceramente, todos sabemos que o traficante de verdade, esse nao ta na cracolandia né? rs
Jair Fonseca
24 de janeiro de 2014 3:45 amAlém da eleição, não querem (policiais corruptos) perder a grana
que rola do tráfico. A eleição seria dos tucanos de SP, assombrados com modos civilizados e não corruptos de se diminuir o sofrimento de muita gente devido ao crack.
Antonio C.
24 de janeiro de 2014 4:16 amDedo na ferida.
De fato, o grande traficante não está na Cracolândia. O grande lava dinheiro em bancos. A CPMF era uma enorme fonte de dados sobre movimentações financeiras e quem pediu para colocar o imposto fez de tudo para tirar. E está no poder paulista, inclusive.
Imagino – não tenho certeza – que alguém não recebeu a sua “semanada”. É o “semanão” que deve ser investigado. Mais um capítulo a ser escrito sobre a “economia política do crime”.
Em 2013, um atleta contratado pelo Atlético Paranaense comemorava o seu feito em uma noite em um bar de Guarulhos quando foi alvejado por “desconhecidos”. Ele, que ajudaria a sua mãe faxineira e seu irmão aposentado por invalidez por exploração no trabalho e pelo alcoolismo, foi vítima, na verdade, por um acerto de contas no ano passado, quando das “ameaças do PCC”. Ele estava no lugar errado na hora errada. Em todo o estado, policiais estão acharcando nas bocas de fumo cada vez mais; os próprios donos das bocas estão mandando executar esses policiais. E repetirei essa história diversas vezes, em posts diferentes. Para que EU não esqueça.
Se vc acha que estou blefando, investigue o caso lá em Guarulhos. Ou me responda: o que é que policiais estavam fazendo de moto, à paisana, de madrugada, na favela do Heliópolis, quando foram alvejados e mortos? Foram buscar pão na birosca? Expliquem aí!
nosde
24 de janeiro de 2014 4:24 amCAMBADA DE SAFADOS
CAMBADA DE SAFADOS
Neideg
24 de janeiro de 2014 2:38 pmSafado eh um elogio para esse
Safado eh um elogio para esse cancro cultivado pelo PSDB de São Paulo. Eles são bandidos, apure bem e o PCC eh só uma facção dessa turma.
Mauro Segundo 2
24 de janeiro de 2014 9:07 amPadilha, anota o nome da
Padilha, anota o nome da Delegada aí…e já começa a estudar o lugar de SP onde tem mais violência ligada ao tráfico, onde manda o PCC, etc, que é para onde a corajosa mulher que gosta de briga deve ir.
Paulo S
24 de janeiro de 2014 9:37 amCom a palavra os senhores
Com a palavra os senhores Grella e Alckmin. Se assumirem e justificarem a ação policial fica claro o caráter mesqui nho e eleitoreiro da ação e devem premiar a delegada pau mandado. De outra forma, não resta senão punir adelegada que lhes criou a saia justa.
hilson mergulhão breckenfeld filho
24 de janeiro de 2014 9:43 aminacreditável que ela tente
inacreditável que ela tente justificar e associar a tráfico um ambiente preparado para lidar com depedentes quimicos
Ivan de Union
24 de janeiro de 2014 9:55 am“É uma ação penal pública
“É uma ação penal pública incondicional. Onde tem tráfico, às vezes, não dá tempo de avisar ninguém”:
Otimo, entao eh so mostra a documentacao dessa “acao penal publica incondicional”. Quem era o procurado? E porque eh que depois da acao a policia nao sabia nem quanta droga tinha sido aprehendida nem quantos “traficantes” foram presos?
Marcos Ribeiro I
24 de janeiro de 2014 11:17 amSP é um Estado dentro do Estado.
SP é um Estado dentro do Estado. Suas ditas “autoridades” agem à margem da lei indiscriminadamente, sem preocupação, sem fiscalização, sem imprensa, com o apoio da população alienada, fascista, hipócrita e burra e com a conivência da covardia do governo federal e do PT. Ações como essa, do Pinheirinho, da negação dos escândalos do Metrô que batem à sua porta, da conivência com o crime organizado e com a corrupção institucionalizada são uma afronta, uma cuspida na cara da população brasileira, da democracia e da legalidade dessa ditadurazinha de meia pataca que é o estado de São Paulo. Fico me perguntando até quando a população deste estado falido e sem convicções éticas e morais vai tolerar e apoiar esse tipo de coisa. Hoje em dia, sem medo de errar, posso afirmar que se um político tucano estuprar um parente de qualquer cidadão paulista sai com o voto dele do mesmo jeito. É simplemente impossível um governo do PT ter êxito por aqui. A gestão é sabotada do primeiro ao último dia de governo, incessantemente, dioturnamente, sem trégua. Tentar se portar de forma republicana e colaboracionista é entregar o outro lado da face ao tapa. Lamento, lamento profundamente ter que conviver com esse tipo de coisa. Considero fortemente a idéia de me mudar daqui, pois não vejo luz no fim do túnel, infelizmente.
JoselitoSN
24 de janeiro de 2014 12:42 pmEngraçado, que o “pau come”
Engraçado, que o “pau come” com os “megatraficantes” de 5gramas de crack.
Quando o negócio é 500kg de cocaína, ai sei não, temos que “ter muita cautela”.
Blza.
Ricardo,.,.,
25 de janeiro de 2014 1:19 amBem lembrado. Hoje mesmo a
Bem lembrado. Hoje mesmo a noticia era que o MPF do Espirito Santo apresentou ação penal contra o pessoal do helicóptero do pó. Contra o piloto, o copiloto, e o dono do lugar em que o negócio pousou. O dono do aparelho que transportava, um aparelho econômico e discreto, com certeza não notou seu uso. Ele chegou a senador exatamente porque é muito distraído.
Ricardo,.,.,
25 de janeiro de 2014 1:14 amSe bem me recordo, o
Se bem me recordo, o Guilherme Nucci, que é um dos poucos 3 ou 4 autores citados ostensivamente pelas pessoas sérias em Direito Penal, considera a “detenção para averiguações” uma das causas para prisão do agente público que praticou este ato depois da Constituição Federal de 1988. E olha que não parece ser nem um pouco de esquerda. Inclusive, acredito que vi no seu Twitter o anuncio de que havia condenado policiais por esta prática.
Depois da Constituição Democrática, a prisão é em flagrante delito, ou por ordem judicial. Ou seja, o agente não pratica o crime de abuso de autoridade somente se prender alguém praticando um crime, ou se tiver um mandado que autorize a prisão, e que deve ser emitido pelo juiz. Em qualquer outra hipótese o criminoso é o policial, que está praticando abuso de autoridade.
Sugiro um Brasilianas com o Nucci, um Defensor Público, e um Delegado. Resumido à seguinte pergunta: prisão para averiguação depois da CF/88, pode? E se não pode, então a Defensória Pública serve para quê, se não está presente nesses lugares em que pessoas sem meios de se defender juridicamente são sujeitas a essas privações de liberdade e à indevida coação estatal?