4 de junho de 2026

Agroglobo amplia poder do setor e dita pauta da mídia em ano eleitoral

Eliara Santana analisa a fusão "Agroglobo" e como verbas publicitárias do governo moldam a narrativa do setor em 2026

Programa “Desinformação & Política” destaca influência do agronegócio na Globo e aumento da pauta agro em programas e novela.
Senadora Damares Alves denuncia corrupção em igrejas evangélicas, envolvendo pastores e financiamento da extrema-direita.
Eliara Santana alerta sobre estratégias da extrema-direita e ações de Trump que desviam atenção de crises internas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

No programa “Desinformação & Política” desta terça-feira (20), a jornalista e doutora em Linguística Eliara Santana abordou temas cruciais para o cenário político brasileiro, destacando a crescente influência do agronegócio na mídia, as investigações envolvendo igrejas evangélicas e o financiamento da extrema-direita e seu modus operandi em anos eleitorais. Além disso, ela analisou o impacto das ações de Donald Trump no cenário global e a preocupante situação da formação médica no Brasil, revelada pelos resultados do ENAMED.

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Um dos pontos centrais da análise transmitida ao vivo no canal TV GGN, no Youtube, foi o “Agroglobo”, um movimento que ela descreve como a fusão da Rede Globo com o agronegócio, ampliando a percepção sobre o setor. Ela ressaltou que, embora a parceria entre a Globo e o agronegócio não seja nova, com campanhas como “O Agro é Pop” criadas pelo marketing da emissora, essa relação tem ganhado contornos mais amplos e diversificados. A pauta do agronegócio, antes restrita a reportagens no Jornal Nacional, agora se estende a programas como o Fantástico e até mesmo a uma novela especial com temática “agronejo”, ambientada em Goiânia, capital de Goiás, um dos grandes polos do agronegócio. Eliara Santana observa que essa reconstrução do discurso em relação ao agro é interessante, especialmente em um ano eleitoral, e que a Globo tem recebido “fatias muito polpudas” de verba publicitária do governo, o que pode influenciar essa postura.

Outro tema de destaque foi a cobertura midiática da briga entre a senadora Damares Alves e o pastor Silas Malafaia, que expôs as “entranhas do mundo evangélico”. Damares denunciou o envolvimento de grandes igrejas e pastores em falcatruas do INSS, divulgando uma lista de investigados que inclui a Igreja Adoração, a Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel e a Igreja Evangélica Campo de Anatote. Entre os pastores investigados estão César Belucci, André Valadão (da Igreja Batista da Lagoinha), Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Etel e André Fernandes. A jornalista enfatiza que essa investigação é crucial para entender a ligação entre igrejas evangélicas, corrupção, dinheiro ilegal e o financiamento da extrema direita, além de sua contribuição para a disseminação de desinformação e fake news em larga escala.

Por fim, Eliara Santana alertou sobre o “modus operandi da extrema direita”, que utiliza a provocação e o espetáculo para mobilizar e desviar o foco de questões importantes. Ela citou o exemplo de um deputado federal por Minas Gerais, que, segundo ela, promove um espetáculo para desviar a atenção do escândalo do INSS, que “bate à porta” dele devido à sua proximidade com o pastor André Valadão.

Santana aconselha a ignorar essas provocações e espetáculos, como a “caminhada pela liberdade” promovida pelo deputado, para não dar audiência e evitar que temas relevantes sejam esquecidos. Ela também mencionou as ações de Donald Trump, que, ao criar espetáculos com suas falas e ações, desvia o olhar do mundo das questões internas dos Estados Unidos, como a crise econômica e de saúde pública, e que suas investidas contra países como a Groenlândia expõem interesses em terras raras, desmantelando narrativas da extrema direita brasileira.

Assista ao programa abaixo:

Nota da Redação: O Jornal GGN utiliza ferramentas de inteligência artificial para transcrever e editar conteúdo original gerado pelo canal TV GGN. O uso de I.A. não dispensa, em hipótese alguma, a revisão, edição e apuração por parte do time de jornalistas do GGN antes da publicação.

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