Após censura, Glenn Greenwald deixa The Intercept

Jornalista informou a decisão nesta sexta-feira, 29. O estopim teria sido a recusa de editores de Nova York em publicar um de seus artigos em que critica o democrata Joe Biden

Foto: Suamy Beydoun/AGIF via AP

Jornal GGN – O jornalista americano e co-fundador do site The Intercept, Glenn Greenwald, informou nesta sexta-feira, 29, que irá deixar o veículo de comunicação após sofrer repetidas censuras sobre seus artigos pelos editores de Nova York.

O estopim teria sido a recusa de editores em publicar uma coluna de opinião em que o jornalista critica o democrata Joe Biden, candidato à presidência dos Estados Unidos.

“O exemplo mais recente e talvez mais flagrante é uma coluna de opinião que escrevi esta semana que, cinco dias antes da eleição presidencial, critica Joe Biden, o candidato que passa a ser fortemente apoiado por todos os editores do Intercept em Nova York que estão impondo a censura e a recusa em publicar o artigo, a menos que eu concorde em remover todas as seções críticas ao candidato que desejam ver ganhar”, explicou Greenwald em sua carta de renuncia, enviada ao presidente da First Look Media, Michael Bloom.

Em nota sobre o assunto, publicada na plataforma Substack, o jornalista conhecido no Brasil com a série de reportagens Vaza Jato, desabafou: “As mesmas tendências de repressão, censura e homogeneidade ideológica que assolam a imprensa nacional geralmente engolfaram o meio de comunicação que eu co-fundei, culminando na censura de meus próprios artigos”, disse.

Greenwald ainda avisa que o tal artigo censurado sobre Joe Buden será publicado em breve no Substack.

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8 comentários

  1. A questão que se coloca, nesse imbroglio do Greenwald com o Intercept é: se um veículo de imprensa está fechado com um candidato, em véspera de eleição, e toma conhecimento de uma informação que pode trazer danos a esse candidato, deve ocultar essa informação?
    Ainda não tomei conhecimento do conteúdo da matéria alegadamente censurada, mas o episódio já rende frutos ao outro candidato:
    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/filho-de-trump-denuncia-censura-de-greenwald-no-intercept/
    Seria, portanto, uma atitude inócua, já que a munição ao adversário está dada.
    Confesso que fiquei com um pé atrás, em relação ao Greenwald, no caso de possíveis conversas, na Vazajato, sobre o envolvimento da República de Curitiba com agentes americanos; nenhuma palavrinhas os procuradores da lavajato trocaram entre si, sobre o assunto?
    Aquilo foi muito decepcionante.
    Mas censura, de qualquer forma, é condenável.

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  2. Não tem time político e age como se houvesse neutralidade. O The Intercept não é nenhuma flor que se cheire, com seus financiamentos bem suspeitos, mas a questão é derrotar Trump.

    Taí o exemplo de jornalismo investigativo que se volta para si mesmo.
    E viva a democracia liberal!

  3. Meus caros, já enviei artigos para o GGN que foram simplesmente eliminados, posso dizer que 50% deles o tempo mostrou que a eliminação estava correta, nos restantes 50% continuo achando que não deviam ser eliminados, mas como gosto de médias acho que ficou correto.

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