6 de junho de 2026

Aras dá último golpe na Lava Jato em Curitiba, retirando exclusividade dos procuradores

PGR estendeu a força-tarefa até outubro de 2021. Mas determinou retorno dos procuradores aos seus domicílios de origem e acúmulo de investigações
Geraldo Bubniak/AGB

Jornal GGN – A Lava Jato em Curitiba caminha cada vez mais rápido para viver seu ocaso, depois da saída de Sergio Moro, da aposentadoria de Carlos Fernando dos Santos Lima e da saída de Deltan Dallagnol. O último golpe sofrido pela operação é o fim da exclusividade dos procuradores que ainda sobraram na força-tarefa.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Nesta semana, o procurador-geral da República, Augusto Aras, assinou uma portaria estendendo a força-tarefa em Curitiba até outubro de 2021. Mas com o fim da exclusividade, os procuradores podem ter de retornar aos seus locais de origem e acumular outras investigações.

Além disso, com a decisão de Aras, a equipe no Paraná receberá membros do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que já acumulam outras funções.

Dessa forma, apenas 3 dos 13 procuradores da força-tarefa vão continuar se dedicando integralmente à Lava Jato. Os 3 procuradores são o coordenador da força-tarefa, Alessandro Oliveira; Roberson Pozzobon e Luciana de Miguel Bogo.

“Mesmo assim, a portaria abre espaço para que Pozzobon e Bogo também tenham que retornar às suas cidades: respectivamente, para Guarapuava e Umuarama, ambas no interior do Paraná”, anotou a Folha.

Com a medida, a Lava Jato entende que, “na prática”, “as limitações impostas pesam mais na balança, prejudicando o andamento dos trabalhos.”

A Lava Jato em Curitiba ainda tem 50 ações em curso e outras 400 apurações em aberto.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. +almeida

    10 de dezembro de 2020 7:15 pm

    Imagino que pela imoral tradição corporativista, os acusados de envolvimento em diversas delinquências representando a justiça através da Lava Jato poderão ter como castigo as premiadas gratificações e alguns convites parecido como do o não menos privilegiado Sérgio Moro.

  2. Bruno Cabral

    10 de dezembro de 2020 7:42 pm

    Imagina se JEC tivesse usado o poder da caneta… o mundo caia!

  3. Edson J

    10 de dezembro de 2020 8:35 pm

    Excelente notícia. Melhor ainda seria se a PGR determinasse uma SÉRIA devassa nos desmandos da Força Tarefa, em especial nas “colaborações informais” porque ilegais com agentes estrangeiros. Quem não deve não teme.

Recomendados para você

Recomendados