Argumentação de Raquel Dodge prejudicou caso Marielle, diz MPRJ

Documento diz que ex-procuradora fez “alegações desarrazoadas” em ação e trouxe “prejuízos incomensuráveis” à investigação

A ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – A ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge foi alvo de severas críticas pela promotora-chefe da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

De acordo com informações do portal G1, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) chegou a declarar em documento de acesso restrito que a atuação da PGR pode municiar a defesa de acusados.

As críticas constam das alegações finais do MPRJ no Incidente de Deslocamento de Competência (IDC) de número 24, aberto pela ministra Laurita Vaz após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), em 17 de setembro do ano passado – perto da saída de Dodge do posto.

A coordenadora do Grupo de Ação e Repressão contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, Simone Sibilio, afirma no documento que a ex-PGR atuou por “capricho pessoal”, usou “argumentação falaciosa”, provoca “balburdia processual”, baseou-se em “disse me disse” e traz “prejuízos incomensuráveis” ao caso, “sem conseguir enxergar o malefício que produziu”.

Na visão da PGR, “manter a investigação no âmbito estadual, no contexto já provado, pode consagrar o desrespeito às obrigações internas de garantia aos Direitos Humanos”. Já o Ministério Público do Rio de Janeiro diz que tudo não passa de “um interminável disse me disse” ou “fofocadas de corredores penitenciários” que “materializam um capricho pessoal da ex-PGR”.

3 Comentários

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José Ribeiro Jr

- 2020-01-16 10:38:12

“... sem conseguir enxergar o malefício que produziu”. Coisa nenhuma, ela sabe bem o que fez e o porquê de tê-lo feito. Me faz lembrar o romance Agosto, de Rubem Fonseca, quando relata combinação entre policial e um corrupto para incluir tanta besteira num inquérito de investigação de um assassinato, cujo objetivo era tornar a peça tão confusa que não daria em nada. Enquanto Conselhos de Magistratura e de Ministérios Públicos acobertarem a corrupção de seus membros nada será diferente. Por ora, resta apenas a Lei do Retorno, da qual esses fi duma égua não escapam (depois ficam se perguntando "por que comigo?")

Gesiel

- 2020-01-15 19:40:06

Dona Raquel Dodge, assim como dona Carmem Lúcia, PERDEU A CHANCE DE DAR ORGULHO PARA SUA FAMILIA, e contribuir para enaltecer a mulher, se juntando a mulheres como a Dilma, que ocupou por duas vezes, e por escolha do povo; o cargo mais Importante da AMERICA LATINA. Mas a invés disso preferiram se juntar ao grupo vergonhoso do senhor Rodrigo Janot, que TAMBÉM só resolveu POR EM PRÁTICA A JUSTIÇA depois que souber que NÃO SERIA MAIS UTIL PROS GOLPISTAS.

jcordeiro

- 2020-01-15 19:05:36

Nassif: nessa eu defendo dona Barbie. É sabido por todos que ela não passou de mero enfeite do MordomoDeFilmeDeTerror (segundo ToninhoMalvadeza), indicada pela QuerênciaDeCruzAlta (que já conspirava há tempo) para limpar a eira, qualquer que fosse as maracutaias em que o MessiasDoBras e seus rebentos (incluindo o entorno) estivessem metidos. Lembra daquele paponoturno da "Charged", no Palácio, logo que assumiu? Saiu de lá (altas horas) com reteiro traçado. Inclusive do caso da vereadora, onde, segundo o governador do Rio, o pessoal do CondomínioDaBarra tava atolado até a cabeça, com possível extensão aos VerdeSauvas. Portanto (digo a você de há muito) tratava-se de uma "serviçal", paumandado, de dedicação integral. Que nem apita, nem cheira. Insonsa. Até os GogoboysAvivados sabiam disso. Tanto, dizem, buscaram atrapallhar algumas de suas ordens, dadas por palacioanos e caserneiros, de quem era portavoz. Ela só deve ter cumprido o script à risca. Que mal tem?

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