1 de julho de 2026

As “provas” da Lava Jato contra o filho de Lula

Na nota divulgada para a imprensa, a turma de Deltan Dallagnol questiona a regularidade de pagamentos feitos pela Oi/Telemar, entre 2004 a 2016

Jornal GGN – A Lava Jato em Curitiba deflagrou nesta terça (10) a operação “Mapa da Mina”, que investiga repasses supostamente suspeitos da Oi/Telemar para o grupo Gamecorp/Gol, que pertence ao filho do ex-presidente Lula, Fábio Luis, e outros sócios.

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Na nota divulgada para a imprensa, a turma de Deltan Dallagnol questiona a regularidade de pagamentos feitos pela Oi/Telemar, entre 2004 a 2016, totalizando mais de R$ 130 milhões.

Na visão dos procuradores, o grupo Gamecorp não aparenta ter estrutura para prestar serviços com esse nível de remuneração. Eles não explicam como chegaram nessa constatação.

A força-tarefa também afirma que há indícios de que os pagamentos têm um vínculo com decisões tomadas pelo governo Lula, como o decreto 6.654/2008, que permitiu a operação de aquisição da Brasil Telecom pelo grupo Oi/Telemar.

Como prova contra Lulinha e os sócios, a Lava Jato destacou duas mensagens de e-mail.

Um foi recebido por Fábio Luis, Fernando Bittar e Jonas Suassuna do Diretor de Publicidade da Gamecorp, no qual é apresentado o resultado da empresa “nos últimos 12 meses” com a ressalva de que teriam sido “expurgados os números da Brasil Telecom [grupo Oi] que por ser uma verba política poderia distorcer os resultados”.

Entre 2005 e 2016 o grupo Oi/Telemar foi responsável por 74% dos recebimentos da Gamecorp, diz a força-tarefa.

Também foi apreendida mensagem eletrônica encaminhada para Diretor e Conselheiro do grupo Oi/Telemar na qual consta uma planilha com a informação de que um repasse, realizado em abril de 2009 para a Gamecorp, no valor de R$ 900 mil, fora deduzido da conta corporativa da Presidência do grupo Oi/Telemar e classificado como custo de “assessoria jurídica”.

Para a Lava Jato, trata-se de “justificativa aparentemente incompatível” com o objeto social da Gamecorp: “desenvolvimento e gestão de canais para distribuição em TV por assinatura; produção de programas de televisão, cinematográficos e audiovisuais; e outras atividades relacionadas”.

A operação Mapa da Mina cumpre 47 mandados de busca e apreensão.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. Anônimo

    10 de dezembro de 2019 11:05 am

    Chama-se litigância de má fé. Crime previsto no codigo penal

  2. Edson J

    10 de dezembro de 2019 11:38 am

    Prevaricação é crime grave. Mas, no Brasil atual, depende dos fins…

  3. jcordeiro

    10 de dezembro de 2019 11:54 am

    Nassif: como tudo indica a empresa de telefonia investigada tá numa pior. Então, foram deflagradas as senhas para as delações deste caso. “Lulinha” e “SapinhoSemBarba”. Na mesma tática dantes, prendem os figurões da empresa telefônica. Daí, é só falar um dos nomes que os Sabujos vão lhes dizer e ficam livres-leves-soltos, com grana em ParaísoFiscal. Evidentemente, o depoimente do meliante LinguinhaPresa (ex-PT de Ribeirão) não será importante, mas dará um sabor a mais, que a grande mídia já está instruida a propagar. Este deve dizer que levou dinheirovivo pró SitioDeAtibaia (em malas) e entregou em mãos ao filho do MelianteOperárioNordestino. Infame como tal, é capaz até de dizer que dona Letícia viu. Acho que o pessoal levantou acampamento à toa. Depois do filho virá a filha, o irmão, o primo e daí prá frente. Até reencanerem o pai…

    Pra prender esse pessoal só preciso de ordens do minstro responsável. Provas? “Não vêm ao caso”!

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