5 de junho de 2026

Ativista brasileiro sequestrado por Israel retorna ao país na sexta-feira

Thiago Ávila, do grupo Frotilha da Liberdade, desembarca no Aeroporto de Guarulhos, em SP; antes do retorno, foi preso e colocado na solitária pelo governo israelense
Crédito: Instagram/ Freedom Flotilha Coalition

O ativista Thiago Ávila, integrante do grupo Frotilha da Liberdade, desembarca no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nesta sexta-feira (13), às 5h25. 

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Ávila foi deportado de Israel, depois de ser interceptado pela marinha israelense ao tentar entregar ajuda humanitária aos palestinos da Faixa de Gaza, junto com outros 11 ativistas, entre elas a sueca Greta Thunberg.

De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores, após três dias detido em Israel, o brasileiro embarcou nesta quinta-feira (12), às 16h05, hora local, em voo comercial com destino a Madri, de onde deverá embarcar em voo de conexão para o Brasil.

Antes do retorno, o ativista foi levado para a solitária na quarta-feira (11), por se recusar a assinar uma ordem de deportação, documento que incluía a admissão de que o grupo entrou ilegalmente em território israelense. 

No entanto, o grupo sequer chegou a entrar em Israel, tendo em vista que a embarcação ainda estava em águas internacionais quando foi interceptada pelo governo israelita. 

Entenda o caso

A embarcação Madleen com 12 ativistas deixou a Itália no dia 1º, em direção a Gaza, a fim de entregar ajuda humanitária aos palestinos e dar visibilidade aos crimes cometidos por Israel na região, que sofre com o bloqueio territorial e naval imposto pelo governo israelense. 

A previsão inicial era de que os palestinos chegassem em Gaza no último domingo (8), mas a embarcação foi interceptada pela marinha de Israel a cerca de 200 quilômetros de Gaza, o que configura território internacional. 

Perfil

Irmã de Thiago, Luana Ávila participou do programa TVGGN 20H da última quarta-feira (11), para falar sobre as informações recebidas pela família e como parentes e amigos de Thiago estão lidando com a repercussão mundial do caso.

Luana ressaltou que o intuito da Flotilha era pedir um corredor humanitário e que o grupo não estava defendendo A ou B. 

“Temos observado na internet uma tentativa de construção de narrativa absurda em relação a quem seja o Thiago. Ficam tentando colocar, porque o Thiago é jornalista e acompanha esse conflito há muito tempo, a presença dele em momentos importantes do conflito, como se ele fosse parte de uma organização X ou Y. E isso absolutamente não é verdade. Faz parte de uma imensa confusão que as pessoas no tribunal da internet estão fazendo, de juntar tudo no mesmo lugar, de colocar as pessoas que estão envolvidas diretamente em conflito confundidas com a população civil que está sendo oprimida pelo conflito em si, independente de lado.” 

A entrevistada lembrou ainda que o grupo queria denunciar o que está sendo feito em Gaza, a fim de defender o último resquício de humanidade que temos. 

Ela também apontou que a missão da Flotilha está trazendo pessoas cada vez mais qualificadas para a discussão sobre o conflito que trouxe a fome para a maioria da população de Gaza.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. Carlos

    13 de junho de 2025 12:27 am

    Pois é, bom retorno chefe.
    Parece que saiu daquele estado facista em boa hora pois acabam de atacar o Irã buscando iniciar uma 3a guerra.
    Mas alguma coisa me diz que aquele papinho de Trump com a China mais do que tarifas é matrículas de estudantes chineses em universidades americanas, foi fechar um compromisso de isenção da China nesta nova investida dos genocidas de Israel.
    Particularmente, só torço para que estes dois regimes, de aiatolas e fascistas, se destruam e que a paz, nunca alcançada com religiões envolvidas, aconteça finalmente para aquela região maldita.

    1. Rui Ribeiro

      13 de junho de 2025 6:19 pm

      Carlos, o problema é que muitas pessoas serão sacrificadas para que $ionistas e Ayatollahs saiam de cena

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