21 de maio de 2026

Austrália cruza os braços diante da extradição de Assange para os Estados Unidos

Austrália vem sendo pressionada a intervir na extradição de Assange para os EUA
Londres - Protesto contra a extradição de Julian Assange. Foto: Niklas Halle'n/AFP

Nesta segunda-feira (20), o primeiro ministro da Austrália, Anthony Albanese, negou que irá interferir no pedido de extradição de Julian Assange, dono do site Wikileaks, para os Estados Unidos.

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Assange, cidadão australiano, estava refugiado na embaixada equatoriana em Londres. Porém, em 2019, o governo sul-americano entrou em acordo com os britânicos e ele foi preso.

Desde então, Reino Unido e Estados Unidos têm negociado a extradição do australiano. Na última semana, seu pedido americado foi aprovado pelo governo da Grã-Bretanha.

Assange é acusado de vazar dados sensíveis ao governo americano para o Wikileaks. Sua defesa tem 14 dias, desde a data da aprovação da extradição, para recorrer da decisão e impedir a viagem.

Para advogados e defensores de Assange, seu trabalho foi jornalístico e ele estava protegido pela constituição estadunidense. Porém, os Estados Unidos querem punir a exposição de dados sigilosos dos militares.

LEIA: Entidades jornalísticas defendem revisão de extradição de Assange

O líder autraliano Albanese vem sendo pressionado a intervir no caso. Porém, isso não vai acontecer.

“Eu quero conduzir um governo que seja diplomático e apropriado com nossos parceiros”, declarou Anthony Albanese.

Os Estados Unidos são o terceiro maior parceiro comercial da Austrália, que exportou mais de 11 bilhões de dólares aos EUA em 2021, segundo o Observatório de Complexidade Econômica.

Para a esposa de Julian, Stella Assange, o dono do Wikileaks está sendo perseguido por divulgar abusos de poder e crimes de guerra.

“O único objetivo aqui é libertar Julian, porque isso está acontecendo desde 2010. Ele está preso há três anos e esse processo é uma piada”, declarou Stella.

Advogados apelarão

Os representantes legais de Julian Assange vão contestar a decisão na justiça americana, o que deve alongar o caso por meses ou até anos.

Com informações da Associated Press

Johnny Negreiros

Estudante de Jornalismo na ESPM. Estagiário desde abril de 2022.

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