Os amigos que me acompanham desde os tempos do Blog do Luís Nassif, certamente se lembram da enorme luta que empreendi – armado apenas de um blog – contra a maior máquina de destruição de reputações que o país conhecera até então: a revista Veja.
Na época, já tinha saído da Folha, depois de acordo dos Frias com o BTG, após eu atrapalhar a compra da Goldman Sachs com matérias mostrando os problemas do BTG com o CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).
Veja foi pioneira na introdução da ultra direita no país. Inaugurou a fase com uma capa violentíssima, defendendo a liberação das armas. E prosseguiu com ataques contra tudo, governo, artistas tido como progressistas, o politicamente correto.
Roberto Civita aproveitava o temor infundido pela revista para chantagens claras. Como quando ameaçou o Ministro Tarso Genro com uma capa, se ele não mudasse o novo esquema de venda de livros do Ministério da Educação – uma publicação entregue nas escolas para cada diretor escolher os livros que quisesse – que atrapalhou o sistema de vendas da Abril, com vendedores indo a cada escola.
Para esse mergulho no esgoto, Veja montou as primeiras personas para o novo mercado digital que se formava.
Um deles era o jovem ousado, atrevido, que não respeitava biografias, destruía o politicamente correto, atacava unanimidades – como Mozart, Chico Buarque. O personagem foi entregue a Diogo Mainardi que, até então, era um tímido colunista de cultura.
Copiava o modelo de um filme espanhol que retratava uma disputa comercial para adquirir uma empresa de telecomunicações. No filme, um jovem colunista cultural passa a ser alimentado com dossiês, denúncias, até ganhar musculatura perante a opinião pública. Depois, era utilizado como ferramenta da guerra empresarial, sem comprometer diretamente a emissora.
O segundo personagem foi calçado inteiramente nas ferramentas do fascismo. Era a persona virulento, agressivo. Esse papel foi encenado por Reinaldo Azevedo. Utilizava o chapéu Panamá como marca dos grupos que aderíam a ele. Foi o primeiro ensaio para a formação das milícias fascistas que passaram a atuar na Internet. Em breve havia Grupos do Chapéu atuando nas eleições de vários estados, emulando o guru. Nos lançamentos de seus livros, acorriam dezenas de jovens com chapéu Panamá com seus gritos de guerra contra os “petralhas”.
Aliás, todo esse ferramental, mais as teses defendidas pela revista e seus personas, comprova de modo claro que, naquele fim da década de 2000, a ultradireita – e a geopolítica norte-americana – já tinham suas estratégias claramente definidas.
A revista era dirigida por Eurípides Alcântara e Mário Sabino, mas provavelmente o mentor intelectual era José Roberto Guzzo, diretor editorial, reportando-se a Roberto Civita.
Quando decidi enfrentar a Veja, tornei-me alvo imediato das milícias ululantes, incentivadas pelos blogueiros de Veja. Antes de entrar na disputa, consultei minhas filhas mais velhas e minha então esposa. Expliquei que o enfrentamento iria respingar nelas. Aceitaram com uma conclusão simples:
- Se você não entrar na luta, depois das provocações, você morre.
E as caçulas, de 9 e 10 anos?
Foram dias e dias do mais puro esgoto. Minha então esposa passava as noites lendo aquele lixo, indignando-se. Tinha um blog de poesia e colocou nele seu desabafo. Descobriram o blog, perceberam que poderia ser o ponto fraco para me desestabilizar, e despejaram toneladas de ódio no blog.
Nesse quadro dantesco, eu tinha dois pontos de sustentação emocional. Uma, os leitores do blog que todos os dias deixavam mensagens de apoio.
Lembro-me até hoje de um deles pedindo “por favor, não desanime” e outro, de Goiás, que me disse que ele e a esposa rezavam todos os dias por mim e ele estava fazendo uma rifa de sua bicicleta para me ajudar.
E havia personagens que surgiam das brumas da Internet, como Stanley Burburinho, misterioso, mas profundo conhecedor de tecnologia, formado no MIT, que trazia as informações mais estratégicas, depois de escarafunchar servidores. Virou uma lenda e até hoje não se sabe de sua identidade e sequer se ainda está vivo.
Ou a moça especialista em Diário Oficial, que trazia periodicamente informações sobre o governo José Serra – como a compra, pelos órgãos do governo do estado, de milhares de assinaturas da Veja e de outras revistas da Abril. De quebra, sua mãe rezava diariamente por mim, da mesma maneira que minhas tias e minha avó.
Eram os apoios. O medo que Veja infundia calava a todos, Federação Nacional dos Jornalistas, Sindicato dos Jornalistas, a então Associação Brasileira de Imprensa, grupos de defesa dos direitos humanos, juristas, e as centenas de vítimas dos ataques da mídia nos anos 90, que tiveram na minha coluna o único ponto de apoio. Condensei os 10 anos de luta contra abusos da imprensa no livro “O Jornalismo dos anos 90”, lançado em 2002.
No início, Veja contratou Reinaldo Azevedo especificamente para rebater os ataques que sofria e, recorrendo ao novo estilo da ultradireita, despejar as ofensas mais descabidas em cima de mim. Guardei 500 páginas de ataques, onde pululavam palavras como “ratazana”, “mão peluda”, “achacador”, “frequentador de sauna gay”.
Era uma autêntica antecipação do personagem do futuro filme Coringa. Posteriormente, crônicas futuras dele sobre traumas pessoais de infância confirmariam essa suspeita.
Pelo talento, sobreviveu a esse período de matador profissional e reinventou-se, ao contrário de Mainardi. Mas, a exemplo dos carrascos da ditadura, jamais se desculpou das baixarias. O receio é como se comportará na próxima onda de ódio.
O maior desafio que enfrentei foi não devolver as baixarias. Na época, indignado, o jornalista Nirlando Beirão me contou um episódio que teve com Reinaldo. Já era noite avançada quando Reinaldo bateu na sua porta, fora de si. Tinha entrado em uma briga com o jornalista Pepe Escobar e despejava imprecações, lamentos de forma desconexa, deixando Nirlando em dúvida sobre as motivações da crise.
Poderia maliciar o episódio, devolver os ataques com casos concretos, mas lembrei-me que ele também tinha filhas. E poupei-o – e poupei-me – de baixarias.
A série que escrevi ainda está em um site do Google, O Caso de Veja e o perfil de Reinaldo no artigo A Cara de Veja, no momento em que a revista iniciava uma campanha publicitária tentando mudar sua imagem.
A guerra acabou quando Sidnei Basile, em nome de Roberto Civita, propôs um armistício: se eu parasse de falar da Veja, eles retirariam os 5 processos que abriram em nome de seus jornalistas. Recusei. Os processos permaneceram, mas os ataques cessaram. No meio deles, fui abandonado pelos meus advogados Tais Gasparian e Samuel McDowell Figueiredo.
O levantamento da guerra está no livro “O Caso Veja”
O Blog de Beatriz Nassif
O segundo ponto de sustentação, o ponto focal de equilíbrio, eram as minhas menininhas, as caçulas de 9 e 10 anos.
Quando entrei na guerra, sabia que seria inclemente e eu ficaria só. Antes, fiz uma reunião com as duas filhas mais velhas, e com a então esposa, mostrei o que vinha pela frente, que afetaria a elas também, e pedi sua opinião. A opinião foi unânime:
- Pai, se você não entrar nessa guerra, você morre.
Mas e as menininhas?
Todo o arsenal de lixo da ultradireita – com o canhão da Veja na frente – era direcionado a poucos blogs. E eu merecia sua preferência, pelas críticas que fazia à revista. Toda manhã elas saíam para a escola, e não sabia o que chegaria a elas dos ataques recebidos, das baixarias despejadas pela cloaca de Reinaldo.
Meu termômetro passou a ser o Blog de Beatriz Nassif que ela, com apenas 10 anos, montou no WordPress.
Era um refrigério tanto para mim como para a comunidade que se formou em torno do meu Blog, todos sufocados pelo clima lançado no país pelo antijornalismo da Veja, e assumido pelos demais veículos.;.
Cada crônica que ela escrevia me aquecia o coração, por saber que não tinha sido atingida pelo mar de lama.
E me davam grande orgulho pela menininha tornando-se gente.
Como esse poema, escrito aos 11 anos:
Diferenças
Publicado por: Bibi em 14 novembro, 2009
Todos nós temos diferenças
Alguns são bonitos, outros são feios
Alguns são céticos, outros tem crênças
Alguns são implicantes, outros são sensíveis
Alguns são mal humorados, outros são bem humorados
Alguns são fáceis de entender, outros são difíceis
Algumas pessoas podem ter uma vida madura, outros uma vida complicada
Mas todas as pessoas tem a mesma semelhança:
Todas têm diferenças
Ou seu deslumbramento com a lógica de Sherlock Holmes e sua tentativa de copiar o ídolo na série “O Mistério do Homem e Sua Casa” em capítulos.
Ou a doçura da crônica sobre o anjo da guarda que não tinha familia e se chamava Pubi. “Os outros anjos tinham pai, mãe e ainda eles eram anjos da guarda”. E saiu pelo mundo atrás de uma criancinha que estivesse sem seu anjo até encontrar o “monstro do céu”.
pubi foi voando e voando quando estava quase lá ele vio o monstro medonho do céu então disse:
– O que sera que vai acontecer!?!?!?
– UHAHAHAHAHA EU SOU O MONSTRO DO CEU E VOU TE DESTRUIR HUAHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!!!!!
– Não se eu chamar deus para te deter
– A É COMO
-Pelo meu celular de anjo uhahaha-então ele tussio-cof cof
-NÃO SE EU TIRAR DE VOCÊ- então o monstro foi voando voando voando que o anjinho desviou mas o problema é que o celular caio do céu-UAHAHAHHA VOCÊ NÃO TEM MAIS CELULAR SEU BOBÃO
– Mas eu sou inteligente e vou conseguir passar por você
Não ficou nele.
Twilight / Crepúsculo
Publicado por: Bibi em 16 julho, 2009
Eu li uma coleção de livros chamada Twilight ou Crepúsculo. A autora deste livro é Stephenie Meyer, também autora do livro The Host. Os livros que estão na coleção Twilight são:
- Twilight/Crepúsculo
- New Moon/Lua Nova
- Eclipse/Eclipse
- Breaking Dawn/Amanhecer
A coleção é sobre a família vampiro Cullen. Bella Swan conhece Edward Cullen, e ele quer chupar o sangue dela, porque é muito cheiroso. Mas Edward e os Cullen não chupam sangue de humanos, por isso eles convivem com humanos. Então como Edward não quer matar a Bella, ele fica agindo como se odiasse ela, mas ela não sabe disso, então ela acha que twm algo de errado com ela. Bella se apaixona por Edward e isso vira um problema para os Cullen e para Bella. Os livros são narrados por Bella, menos uma parte de Breaking Dawn, que é narrado por um amigo de Bella, Jacob.
Stephenie Meyer começou a escrever um livro desta coleção, chamado Midnight Sun – Sol da Meia-Noite -, que é o Twilight narrado por Edward. Quando a autora tinha escrito até o capítulo 12 (ainda era só um rascunho, sem correção), o que dizem é que ela deu à uns amigos de confiança dela, para darem uma olhada e verem se estava bom. Então uma dessas pessoas passou adiante e esse manuscrito acabou sendo liberando na internet, ilegalmente. Stephenie ficou muito triste de terem visto um pedaço dorascunho do trabalho dela, e achou que os leitores dela deveriam poder ler, sem ter que usar downloads piratas, então, ela disponibilizou o rascunho no site dela, mas ela não irá terminar o livro e publicá-lo, o que é uma pena.
Eu gostei desta coleção, porque este livro é ficção, misturado com a realidade e eu acho estes tipos de livros muito interessante.Eu acho que o livro é muito melhor que o filme, porque no livro se usa a imaginação e tem muito mais detalhes.
Aos 10 anos Bibi tinha lido mais de 15 livros, todos de papel, porque “gosto de sentir o cheiro”. Na escola, passava dicas de livros para colegas de todas as idades, conforme me relataram os professores. Aí resolveu resenhar a coleção de Percy Jackson e os Olimpianos, que fez tanto sucesso que rendeu 22 comentários.
Detalhe, a edição ainda era em inglês. Vieram leitores de Portugal. E, quando um tal de Grok duvidou que ela lesse em inglês, Bibi reagiu na hora;
groke said
aff, que mintira, o livro The Battle of The Labyrinth ainda nao foi lançado em portugues, a nao ser que vc tenha lido em ingles, mas eu acho isso impossivel pela sua foto, vc é muito nova para saber ingles fluente, a nao ser que vc seja uma menina prodígio
Bibi said
13 outubro, 2009 às 8:12 pm
Sim eu li em inglês e só pra vc saber eu já fiz Cambridge e tirei a nota máxima e eu estudo numa escola bilingue!! então eu posso sim ser uma menina prodígio!
Não ficou nisso. Entre suas crônicas havia um romance trilíngue (ele tinha aulas de espanhol na escola).
Cronica – Español
Publicado por: Bibi em 25 outubro, 2008
** Baseado em uma cronica que li na aula de Español
Hace sol vamos a la secar la ropa!
-Despertáte, despertáte! – grita la madre – Hace sol! Hace mucho sol, vamos a la secar la ropa!
-Qué, qué? De verdad?
– Sí, sí! Corré, corré! Traé la placha y el tendedero. Voy a buscar las ropas.
Sería posible lo que hace oyendo? De verdad estaba teniendo lugar esta conversación en aquel parquecito, al final de aquella gran avenida?
La hija lleva las canastas con ropas mojadas. Con la rapidez que da la familiaridad, pronto algunas canastas llenas de ropas mojadas, pronto, una mano planchando las ropas; pronto, unas manos colgando las ropas en el tendedero.
Ahora las ropas están secas.
La situación fue resulta al aprovechan el dia de sol para secar la ropa
E, também, espaço para recordações.
Porque eu me chamo Beatriz
Publicado por: Bibi em 18 julho, 2009
A mamãe e o papai me deram o nome de Beatriz por causa da música que o Chico Buarque e Edu Lobo fizeram e o Milton Nascimento cantou. Também por causa do significado: Aquela que traz felicidade.
Enquanto a mamãe estava em Ribeirão Preto terminando o mestrado, o papai telefonava pra ela, de São Paulo, e juntos ouviam a música e curtiam.
E o espirito crítico dos Nassif não poupava nem o pai:
Coexistência
Publicado por: Bibi em 19 julho, 2009
É legal e muito bom coexistir, sabe. O papai coexiste, mas não muito bem. Sabe por quê? Porque ele coexiste muito, muito mesmo. Mas ele coexiste com os eletronicos. A gente tem que gritar pra chamar ele. Uma vez eu gritei o nome dele e ele não respondeu. Eu gritei mais alto ainda e ele não respondeu. Eu gritei mais alto ainda e ele respondeu. Até que enfim. Eu quase fiquei muda (modo de dizer).
Montou crônicas explicando porque o pescoço da girafa era comprido e porque as zebras eram listadas.
Quando a professora ensinou acrósticos e pediu para cada aluno montar o seu, Bibi criou uma pequena obra prima:
Acróstico com o meu nome
Publicado por: Bibi em 25 julho, 2008
A minha professora falou para todo mundo fazer um acróstico com o próprio nome. Olhe o que eu fiz:
Borboletas
E
Abelhas
Têm
Risos
Iguais
Zzzzzzzz
Minha professora A-DO-ROU!!!!!!!!!!!
Fim!
Finalmente, digitou uma composição que fez com 6 anos, ela se descrevendo a si propria.
Tradução:
Era uma vez uma menina
chamada Beatriz
as vezes desenhava e escrevia relacha-
do as vezes muito caprichado
as vezes queria brincar com
as pessoas as vezes queria
brincar sozinha
Era uma menina muito gentil
que falava bom dia e boa tarde
e tinha um porteiro muito
amigo dela
Essa menina queria ser amiga
das outras pessoas
vai fazer 7 anos e é
muito esperta
Mas o maior orgulho de pai foram suas intervenções na escola.
No primeiro ano, ela entrou sem dominar inglês. As coleguinhas já tinham dois ou três anos de inglês. Ela saía nervosa de casa.
No segundo ano, uma professora de inglês, coreana, nos perguntou onde Bibi tinha feito inglês, tal seu dominio da lingua.
Na avaliação semestral, quando chamaram a Bibi, a professora a chamou de “docinho de côco”.
Fiquei curioso. A docinho sempre foi a caçula Dodó que, segundo as professoras, conseguia tudo o que queria, bastando que piscasse com aquelas pestanesas de libanesa. Mas Bibi era um doce que só se percebia com observações mais acuradas.
Aí a professora contou. As aulas da manhã era em português, as da tarde em inglês. Uma das professoras perdeu o controle dos alunos. Era um caos, com alunos subindo nas carteiras, derrubando cadeiras.
Bibi foi de um a um explicando que aquilo era errado, que não deviam fazer. E pacificou a sala.
Mas seu maior feito fiquei sabendo na avaliação da caçula Dodó. Depois de elogios à caçula, a professora pediu licença para falar como mãe, e me contou o que Bibi fez por sua filha.
Era uma escola bilíngue, com muitas patricinhas. A professora conseguiu matrícula para sua filha, que acabou vítima de bullying das patricinhas.
O que fez a Beatriz?
Quem liderava a classe eram as “populares”. Bibi, então, emulou o comportamento das “populares” e conseguiu assumir a liderança da classe. Um dia indagou das colegas:
- Vocês acham a fulana chata?
Todas disseram que sim:
- E vocês não acham que vinte chatas pegando no seu pé não é pior?
Foi só aí que caiu minha ficha para um episódio que me intrigara. Fui almoçar na escola, Bibi e uma coleguinha me acompanhando. E Bibi imitava cada trejeito de patricinha da amiga. Saí de lá preocupado.
Agora entendia: era uma estratégia. Acabou o bullying e Bibi voltou ao comportamento habitual.
Em casa tínhamos ficado indignados com os relatos de bullying na colega. A mãe chegou a desafiar Bibi para fazer alguma coisa. Ela fez e nem veio nos contar.
Hoje a Bibilina é uma moça orgulhosa do seu país, e que não seguiu as humanas, como pensávamos. Foi para a exata, nos encheu de orgulho por onde passou, entrou na Poli e, agora, faz mestrado no ITA e é uma orgulhosa engenheira da Embraer.
No seu bloguinho já era possível identificar seu grande amor pelo Brasil que, desde cedo, a fez trilhar o caminho da construção.
Pergunto: tendo essas crônicas como reforço, que baixarias poderiam me atingir? A lama que jorrava diariamente do blog de Reinaldo, acampado no portal da Veja, era varrida para o lixo a cada crônica escrita pela Bibi.
PS – Tenho histórias de cada filha, que me orgulham. Já contei aqui e em breve voltarei na série “Pai Coruja”
Leia também:
Anônimo
27 de abril de 2025 6:09 pmLindo
João José Martins Tavares
28 de abril de 2025 10:42 pmTb achei.
Muito lindo mesmo.
Evandro Condé
27 de abril de 2025 6:19 pmDepois comento sobre a Bibi. Mas não é Eurípedes Andrade, é Alcântara. Favor corrigir.
E hoje está no Estadão, com os Guzzo e Andreazzas da vida. Até me pergunto se foi ele quem levou pro Estadão.
E foi colega de colégio.
AMBAR
27 de abril de 2025 7:29 pmE você acredita que o Reinaldo “se reinventou”?
A leveza com que você fala de quem quase destruiu sua vida chega a ser preocupante.
Dos inimigos sorridentes que a gente tem a certeza que se pode levar é a de que eles não mudam.
Sergio da Matta
27 de abril de 2025 7:36 pmÉ o que nos dá força pra não perder a cabeça. Você hoje tem essas belas histórias pra contar.Já os outros…
No fim ficamos com o Mário Quintana qd sentencia que “… eles passam,eu passarinho”.
Didico
27 de abril de 2025 11:45 pmPoeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!
Claudinei Nacarato
27 de abril de 2025 10:14 pmLuis, comovente, emocionante ou, como no título de um tango: “Sin Palabras”.
PS. Recordo que quando ela nasceu, achei genial a escolha do nome.
Claudinei.
Eduardo Ramos
28 de abril de 2025 1:44 amE apesar desse esgoto todo, me perdoa Nassif, por lembrar desses tempos com carinho enorme… Porque havia um espírito de luta coletivo (os participantes do blog) concreto como pedra. E personagens super engraçados que irritavam ao mesmo tempo que traziam humor ao blog, como o famoso “economista” rs, motivo de uma troca de ideias nossa há quase vinte anos eu acho. Mas esperávamos, ansiosos, cada capítulo que vc soltava do caso Veja e compartilhávamos com amigos e familiares. Sou capaz de apostar que apesar de todo o sofrimento hoje você sabe que aquilo tudo forjou melhor ainda o homem, o jornalista. Um abraço, e parabéns pela família que certamente é o seu maior baluarte.
Bruno Pereira
28 de abril de 2025 10:29 amParabéns Nassif. História linda e inspiradora.
mcn
28 de abril de 2025 1:08 pmEsse post me despertou lembranças de coisas muito tristes e muito belas que passamos aqui.
Quem acha que o esquema (algoritmos + bots) do Elon Musk é coisa demoníaca é pq não viveu o experimento proto-nazista capitaneado pelos editores da Revista Veja nos anos 90.
Na época, havia cancelado assinaturas dos 3 principais veículos impressos em SP – Folha, Estado e Veja – em protesto contra a qualidade editorial sofrível, e buscava alternativas.
Um dia caí via Google num post horroroso e visceral de Reinaldo Azevedo, figura que ainda não conhecia, e que criticava o Nassif com extrema violência. O artigo terminava com um rasgo ridículo de honestidade, do tipo: “é madrugada, não consigo dormir pq estou me remoendo de inveja do Nassif”. Nunca mais achei o artigo. Ele deve ter apagado…
Por conta desse artigo, conheci o blog e fiquei. Acompanhei de perto as lutas de Nassif e família contra os dragões da maldade, a turma do chapéu invadindo as caixas de comentários como enxame de abelhas. Todo esse clima do mal, gestado pela Veja nos anos 90, culminou na latrina fedorenta que foi a campanha de Serra a presidente, em 2010, que, na minha opinião, foi mais suja que a de Bolsonaro em 2018.
Era o começo da era dos blogs de jornalismo e que antecedeu a grande migração para as redes sociais. A vida acontecia na caixa de comentários.
A partir do Nassif descobri blogs ótimos, como o DCM, Vi o Mundo, Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim, Blog do Miro, Cloaca News (cujo autor, já falecido, Lula chamava de Seu Cloaquinha), Observatório da Imprensa, Edu Guimarães e tantos outros.
O do Nassif, contudo, tinha 2 diferenciais. Primeiro, o volume de postagens em ritmo industrial. E, segundo, a valorização da produção dos comentaristas, subindo na home comentários relevantes que pudessem enriquecer determinadas discussões.
Com isso, pudemos conhecer o pensamento de analistas excelentes, como o querido Stanley Burburinho (nosso Dom Sebastião), André Araújo, Maria Frô, Laura Macedo, Fernando Horta, Luciano Hortêncio e dezenas de outros queridos e queridas.
A série “As novas armas da Rússia”, de 2018, por ocasião da posse de Putin, reunindo 5 artigos publicados com curadoria saudoso Alok, especialista de em geopolítica, mudaram complemente minha visão a respeito do tema. Esses artigos abriram janelas que exploro até hoje, acompanhando o trabalho de outros excelentes analistas que pensam “fora da caixinha” ridícula, medíocre e irrelevante de Veja, Folha, Estado e Globo.
Só tenho a agradecer. O blog do Nassif nos anos 90, não só foi minha escola, mas ajudou a enterrar de vez a mídia impressa corporativa no Brasil, cuja sobrevida é um grande mistério.
evandro
29 de abril de 2025 1:56 pmVou assinar embaixo. Sem os comentaristas não teria graça. Me lembro do Burburinho, havia um notário também assíduo e, óbvio, saudade grande do André. Que inclusive respondia a gente.
Até hoje me perco com a profusão de postagens. Não dou conta. Mas essenciais.
emerson57
28 de abril de 2025 1:21 pmEu já frequentava aqui naquela época. E antes.
Acabei também virando fã do Burburinho e daquela moça “especialista em Diário Oficial”, a Namaria cujo blog ainda pode ser encontrada na internet: http://namarianews.blogspot.com/.
como recordar é viver, recomendo uma visita ao último post da Namaria, datado 15/03/2015
alfredo machado
28 de abril de 2025 5:51 pmPossivelmente, esta foi a minha melhor época no blog, que frequentei diuturnamente já que rodava durante as 25 horas do dia. Eram comentaristas de altíssimo nível, o caso de Andre Araujo e do citado Stanley Burburinho, um craque, sabia tudo. Muitas saudades, até mesmo do épico Caso Veja.
Leandro Marins Sarmento
28 de abril de 2025 9:09 pmQue história bonita, que menina linda. Parabéns pela inspiração viva!!!
Eu, não sei como dizer isso, não sei mesmo… Então me perdoe,
Quantos privilégios tem uma criança branca. Eu tenho uma forte esperança que essa linda menina se inspire no pai, na mãe heroína sempre invisível, e não desista do Brasil. Todos nós temos uma dívida.
Obrigado pelo prazer da leitura.
Jicxjo
28 de abril de 2025 9:38 pmParabéns pela família, Nassif! Saudade dos saraus, das lutas desse tempo, da ingenuidade geral quanto ao futuro da internet. A Veja virou um mero catálogo de clickbaits e reportagens compradas pela Faria Lima, os desafios se multiplicaram, mas vc segue de cabeça erguida lutando o bom combate, um farol para o campo progressista. Obrigado
Tadeu Silva
28 de abril de 2025 10:47 pmUma palavra que meu pai adorava e que quase esqueci, prendada. Fiquei feliz ao ler a coluna.
Fernando Bonato
29 de abril de 2025 1:47 amIncrível história, parabéns e vida longa. Eu na época de meus 15 anos, descobri o “projeto Brasil”, ainda na tv cultura. Foi assim que eu descobri o Nassif, e muito do que sei de economia é devido seu blog.
Durante vaza jato, logo no início, Luis Nassif foi a luz na escuridão que mudou minha opinião. Mais uma vez, muito obrigado!
Flavio Emieni
29 de abril de 2025 7:15 amGraaaande, Nassif!
Fernanda
29 de abril de 2025 7:28 amMuito importante a reconstituição da Veja como uma das vias de construção e difusao das narrativas da extrema-direita. Como não fui leitora da Veja, lia às vezes em salas de espera, mas apenas as dicas culturais não sabia dos xingamentos das matérias dos seus pseudo jornalistas. Sabia do ódio destilado pelo Reinaldo Azevedo por ser criador do termo petralha e tenho ranço até hoje dele por ter disseminado essa maldade. As capas da Veja eram e, ainda são o esgoto a céu aberto, fédido, horrendo. Mas, você está aí a buscar a verdade, a enfrentar os desafios. E criou uma família amorosa, deu oportunidades para as meninas crescerem e decidirem seus caminhos. Muito bonitas as histórias da Beatriz, uma criança muito sensível e inteligente e, uma mulher que seguirá pela vida abrindo novos caminhos.
GalileoGalilei
1 de maio de 2025 11:45 amMerecido orgulho do pai! Lembro bem daquela época e com saudades dos comentaristas que participavam.
GalileoGalilei
1 de maio de 2025 1:17 pmLembro de alguns além dos que já foram citados acima em outros comentários: Almeida, Anarquista Lúcia, Vânia Felix e outros cujos nomes me escapam agora.
GalileoGalilei
1 de maio de 2025 10:28 pmCorrigindo: Anarquista Lúcida.
Adriano de Souza Martins
1 de maio de 2025 7:08 pmNassif, me emociono sempre com suas histórias com suas filhas! Mas não me admira: são suas filhas, e além da herança das mães elas têm um pai maravilhoso! Um grande abraço!