do Brasil de Fato
Bolsonaro demite general que se opõe à privatização dos Correios
Um dia depois de demitir o general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (14) a exoneração de outro militar de alta patente. Em café da manhã com jornalistas, Bolsonaro afirmou que irá demitir nos “próximos dias” o general Juarez Aparecido de Paula Cunha da presidência dos Correios, por ele ter “se comportado como sindicalista”.
Cunha é da ala militar que se opõe à privatização de empresas estatais. No último dia 5 de junho, Cunha participou de uma audiência pública na Comissão de Legislação Participativa na Câmara dos Deputados e, diante de um plenário composto por sindicalistas e parlamentares de oposição, disse que uma eventual privatização dos Correios venderia somente a parte lucrativa da empresa.
“Se privatizarem uma parte dos Correios, eu acredito que vai ser do lado bom, o que tirar daqui vai faltar lá. E quem vai pagar essa conta? Esse alguém será o Estado brasileiro ou o cidadão brasileiro que paga imposto. É um negócio complicado”, disse.
Atualmente, segundo os Correios, as operações da empresa têm saldo positivo em 324 municípios. O “lucro” de tais operações ajuda a financiar os serviços nas demais 5.246 cidades brasileiras.
“Essa é uma empresa estratégica, autossustentável, insubstituível, é uma empresa cidadã, trabalha ao lado do cidadão, orgulho do Brasil, presente na vida do Brasil”, disse Cunha na audiência.
Segundo o general, os Correios têm 11,9 mil agências e 103.405 empregados – 87% em funções operacionais e 13% administrativas, sendo 55,6 mil carteiros.
Bolsonaro não informou, no café com jornalistas, quem substituirá Cunha.
Edição: João Paulo Soares
Haroldo Cantanhede
14 de junho de 2019 3:14 pmAlguém que seja contra os “atos de governo” do bozo é elemento de desconforto para os GOLPISTAS.
Lúcio Vieira
14 de junho de 2019 3:36 pmGoverno confuso e difuso, como um câncer, vai carcomendo-se em morte lenta. Não sem afetar o seu entorno.
Anônimo
14 de junho de 2019 4:13 pmA privatização dos Correios eésimilar ao ataque ao Progama Mais Médicos. A iniciativa privada vai querer atuar apenas nas grandes cidades. No interior nem pensar. Tudo em nome da eficiência.
AMORAIZA
14 de junho de 2019 5:27 pmComo esse general nacionalista, de cara boa e pacífica ousa se opor ao capitão caverna que nos governa??
É um “comunista infiltrado”??
Jose Roberto
14 de junho de 2019 5:42 pmMe parece que o Bolsonauro que na década de 80 foi excluído pelos militares, agora está se vingando.
Colocou militares no poder para que a população possa vê-lo zombando dos mesmos.
Garibaldi
14 de junho de 2019 6:29 pmBom saber que há um lado dos militares com essa visão. Da um pouco de ânimo.
Manoel
14 de junho de 2019 10:11 pmBolsonaro prefere demitir quem está trazendo de volta a credibilidade de uma empresa que serve ao povo brasileiro,pra colocar alguem que va fazer com que ela seja destruída… sendo que é uma empresa lucrativa e estratégica para o governo.Quer livrar Paulo Guedes que é investigado por desvios nos fundos de pensao dos correios. Só pode!!!
Maria do socorro Amorim
15 de junho de 2019 1:04 amSem palavras… Temos muitas águas a esperar que passe.. Gratidao porr começar se fazer limpo o nosso planeta …transiçao planetaria intensificando…. Gratidão!
Anônimo
15 de junho de 2019 4:49 amKkkk Sr Jose Roberto engano Jair Bolsonaro e sua corja inclusive c seus filhos nem pra se vingar prestam, onde ja se viu um debil mental como estes ter esta sabedoria e com um detalhe, estes são diplomados!!!
Credo em cruz espero q o Brasil seja + uma vez forte em suportar mais uma ingerencia tão desastrosa desta.
Eder
15 de junho de 2019 1:14 pmColoca uma camisa de força nesse Bolsonaro,esse homem é louco não sei onde os brasileiros que votou nessa merda estava com a cabeça
Gisele
4 de fevereiro de 2020 2:12 pmQuem gere um negócio SUSTENTÁVEL não diria:
“Atualmente, segundo os Correios, as operações da empresa têm saldo positivo em 324 municípios. O “lucro” de tais operações ajuda a financiar os serviços nas demais 5.246 cidades brasileiras.”
LUCRO DE 324 SUSTENTAREM AS MAIS DE 4000 DEFICITÁRIAS. É UM DESCALABRO.
Apresente-nos UM. Só UM caso de empresas NORMAIS, que, com diversas lojas, adotem essa sistemática.
É realmente CASO PARA ESTUDO, se estiver ainda funcionando. Gisele.