Bolsonaro demite general que se opõe à privatização dos Correios

Presidente da estatal afirmou em audiência pública que venda prejudicaria a maioria das brasileiras

General Juarez Cunha afirmou na Câmara que empresas só querem "a parte boa" dos Correios | Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara

do Brasil de Fato

Bolsonaro demite general que se opõe à privatização dos Correios

Um dia depois de demitir o general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (14) a exoneração de outro militar de alta patente. Em café da manhã com jornalistas, Bolsonaro afirmou que irá demitir nos “próximos dias” o general Juarez Aparecido de Paula Cunha da presidência dos Correios, por ele ter “se comportado como sindicalista”.

Cunha é da ala militar que se opõe à privatização de empresas estatais. No último dia 5 de junho, Cunha participou de uma audiência pública na Comissão de Legislação Participativa na Câmara dos Deputados e, diante de um plenário composto por sindicalistas e parlamentares de oposição, disse que uma eventual privatização dos Correios venderia somente a parte lucrativa da empresa.

“Se privatizarem uma parte dos Correios, eu acredito que vai ser do lado bom, o que tirar daqui vai faltar lá. E quem vai pagar essa conta? Esse alguém será o Estado brasileiro ou o cidadão brasileiro que paga imposto. É um negócio complicado”, disse.

Atualmente, segundo os Correios, as operações da empresa têm saldo positivo em 324 municípios. O “lucro” de tais operações ajuda a financiar os serviços nas demais 5.246 cidades brasileiras.

“Essa é uma empresa estratégica, autossustentável, insubstituível, é uma empresa cidadã, trabalha ao lado do cidadão, orgulho do Brasil, presente na vida do Brasil”, disse Cunha na audiência.

Leia também:  Qual o Sentido de Privatizar a BR Distribuidora?, por Henrique Jager

Segundo o general, os Correios têm 11,9 mil agências e 103.405 empregados – 87% em funções operacionais e 13% administrativas, sendo 55,6 mil carteiros.

Bolsonaro não informou, no café com jornalistas, quem substituirá Cunha.

Edição: João Paulo Soares

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10 comentários

  1. A privatização dos Correios eésimilar ao ataque ao Progama Mais Médicos. A iniciativa privada vai querer atuar apenas nas grandes cidades. No interior nem pensar. Tudo em nome da eficiência.

  2. Como esse general nacionalista, de cara boa e pacífica ousa se opor ao capitão caverna que nos governa?👿
    É um “comunista infiltrado”😡👿

  3. Me parece que o Bolsonauro que na década de 80 foi excluído pelos militares, agora está se vingando.
    Colocou militares no poder para que a população possa vê-lo zombando dos mesmos.

  4. Bolsonaro prefere demitir quem está trazendo de volta a credibilidade de uma empresa que serve ao povo brasileiro,pra colocar alguem que va fazer com que ela seja destruída… sendo que é uma empresa lucrativa e estratégica para o governo.Quer livrar Paulo Guedes que é investigado por desvios nos fundos de pensao dos correios. Só pode!!!

  5. Sem palavras… Temos muitas águas a esperar que passe.. Gratidao porr começar se fazer limpo o nosso planeta …transiçao planetaria intensificando…. Gratidão!

  6. Kkkk Sr Jose Roberto engano Jair Bolsonaro e sua corja inclusive c seus filhos nem pra se vingar prestam, onde ja se viu um debil mental como estes ter esta sabedoria e com um detalhe, estes são diplomados!!!
    Credo em cruz espero q o Brasil seja + uma vez forte em suportar mais uma ingerencia tão desastrosa desta.

  7. Coloca uma camisa de força nesse Bolsonaro,esse homem é louco não sei onde os brasileiros que votou nessa merda estava com a cabeça

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