10 de junho de 2026

Bolsonaro não pode apaziguar relação com as instituições, diz Filipe Martins

"É hora de escancarar as entranhas do poder e exibir toda a podridão daqueles que agem e falam como se fossem a voz da moderação"

Jornal GGN – O olavista Filipe Martins, assessor especial do Itamaraty, publicou um texto nas redes sociais defendendo que Jair Bolsonaro parta para o ataque contra as demais instituições, para expor a “podridão” em suas entranhas.

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Sem fazer referências diretas, ele diz que “não dá mais para tratar como amigo da democracia quem, do topo de uma pilha de crimes, recorre a palavras polidas para disfarçar seus ataques.”

O governo Bolsonaro está preocupado com o inquérito das fake news que tramita no Supremo Tribunal Federal. Enquanto alguns críticos apostam que o inquérito abastecerá o Tribunal Superior Eleitoral com provas que podem levar à cassação do presidente, outros acham que o STF só está pressionando Bolsonaro para que ele se comporte.

“Eis o grande drama do nosso momento histórico: o PR Bolsonaro chegou onde chegou por expor sem pudor a podridão do establishment, mas, agora, muitos exigem que ele adote uma linguagem apaziguadora e afague o establishment para, em troca, poder exercer seu direito de governar”, escreveu Martins.

Para o olavista, o governo só avança se “fizermos da denúncia da natureza vil do poder do establishment”. “É hora de escancarar as entranhas do poder e exibir toda a podridão daqueles que agem e falam como se fossem a voz da moderação.”

Leia abaixo:

Clausewitz dizia que a política é a continuação da guerra por outros meios (ou vice e versa) e, em que pese ouvirmos com frequência que isso não passa de uma metáfora inteligente, acredito que o general prussiano nos ofereceu uma das descrições mais exatas da política moderna.

A política normalmente se reveste de um manto de civilidade que, apesar de estar brutalmente distante da realidade e talvez justamente por isso, serve apenas para encobrir sua verdadeira natureza e impedir que as pessoas comuns enxerguem além das aparências e externalidades.

Normalmente a polidez e a afetação de escândalo e preocupação com as “instituições” servem apenas para ocultar o que está por trás da aparência de normalidade com que os detentores do poder mascaram os meios, mais do que sórdidos, que eles utilizam para se manter no poder.

E que meios são esses? Basta lembrar de nossa história recente: a mentira, a dissimulação, a trapaça, a manipulação, o assassinato de reputações, a censura, o controle hegemônico da informação, a corrupção, o homicídio, a associação com o banditismo… a lista é infindável.

Essa realidade oculta é exposta quando surgem novas forças políticas porque, quando o são de fato novas, estas forças surgem sempre como expressão de um grupo de outsiders que jamais será capaz de chegar ao poder se aceitar esse jogo de aparências sem desmascará-lo.

A vitória de um outsider só ocorre quando ele é capaz de remover o véu e expor publicamente a violência e a feiura escondidas por trás dessa tática de ocultação, revelando as condições concretas que corroem os próprios valores que o establishment dissimuladamente diz defender.

No Brasil não foi diferente. Com a chegada de Bolsonaro à Presidência, começamos a ter um vislumbre do sórdido jogo de ocultação que permitiu à esquerda estabelecer sua hegemonia, aparelhar as instituições e se amalgamar com aqueles que nos dominam politica e estatutariamente.

Eis o grande drama do nosso momento histórico: o PR Bolsonaro chegou onde chegou por expor sem pudor a podridão do establishment, mas, agora, muitos exigem que ele adote uma linguagem apaziguadora e afague o establishment para, em troca, poder exercer seu direito de governar.

Acontece que esse direito não foi dado a ele pelo establishment, que o despreza e deseja destruí-lo, mas pelo povo, que o elegeu justamente para limpar a política nacional dos males que, durante toda a sua vida, ele expôs e denunciou de forma crua e direta.

Caso aceite o jogo de aparências para agradar aqueles que querem negar aos conservadores que apoiam o governo até o direito de existir, o PR terá dificuldades para cumprir o que o povo espera dele. Caso cumpra o que o povo espera dele, não terá como agradar o establishment.

Só será possível avançar se fizermos da denúncia da natureza vil do poder do establishment a nossa maior arma e esmagarmos as aparências, deixando de lado as notinhas polidas e expusermos de modo claro e direto os métodos criminosos que muitos usam para se manter no poder.

Não dá mais para tratar como amigo da democracia quem, do topo de uma pilha de crimes, recorre a palavras polidas para disfarçar seus ataques a direitos fundamentais e a outros pilares que sustentam o regime democrático.

É hora de escancarar as entranhas do poder e exibir toda a podridão daqueles que agem e falam como se fossem a voz da moderação, da razoabilidade e da defesa da democracia. Isso não será feito com notas e tapinha nas costas, mas com a exposição nua e crua da realidade.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    15 de junho de 2020 10:14 am

    Esse tal de Filipe Martins está seguindo o mesmo caminho que Sara Winter. Com uma ligeira diferença. Num presídio feminino, aquela mocinha não poderá ser forçada a virar homem. Mas num presídio masculino ele certamente será obrigado a assumir seu lado feminino.

  2. julio cesar novaes de paula santos

    15 de junho de 2020 11:46 am

    Ele está falando deles mesmos ou eu não entendi o que ele falou?

  3. Jorge Manoel Santos da Silva

    15 de junho de 2020 12:03 pm

    Quantos neurônios teria esse cara!?

  4. '

    15 de junho de 2020 1:48 pm

    PERFEITO !! PERFEITO !! PERFEITO !!!!!!!!!! Talvez a Matéria mais democrática, reveladora, sincera, direta, oportuna, essencial, verdadeira, solucionadora, republicana que li neste Veículo. Quiçá na Imprensa. Nem as matérias de AMA foram tão diretas e conclusivas. Querem personalizar os problemas do Brasil, as vícios esquerdopatas, os feudos nepotistas parasitários na figura de Bolsonaro. Ou qualquer outro. Quando o Estado Brasileiro está assentado sobre a latrina do Golpe Civil Militar de 1930 e todos pilares que se ergueram de forma ditatorial e fascista a partir deste momento, expulsando o Povo Brasileiro, o Cidadão Brasileiro do comando de suas próprias Vidas. Vivemos 90 anos de Estado Ditatorial Absolutista comandado por suas Elites, já descritos aqui por AMA, Professor Safatle, entre tantos. Finalmente o Rei está nú e alguém jogou toda merda no ventilador. Definitivo.

    1. AMORAIZA

      15 de junho de 2020 2:40 pm

      A palavra é uma arma poderosa e quando colocada em bocas insanas destroem.
      Certas pessoas não deveriam ter o direito de utiliza-las enquanto não soubessem faze-lo com sabedoria, viu zé sérgio?
      O mesmo para o filipe, que amontoa palavras com o discernimento de uma criança que empilha dadinhos.
      Dó, muito mesmo, dessa juventude bolsonarista.

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