5 de junho de 2026

Bolsonaro promoveu reunião entre advogadas de Flávio, GSI e Abin no Planalto

Segundo o colunista Guilherme Amado, da Época, o presidente convocou encontro fora da agenda para tratar de assunto que pode beneficiar o próprio filho
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
da Revista Fórum
por Lucas Rocha

No mesmo dia em que enviaram ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) uma petição pedindo que o órgão governamental atuasse para derrubar o caso que investiga o esquema de corrupção das rachadinhas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), as advogadas do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) tiveram uma reunião fora da agenda com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Augusto Heleno e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

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Segundo informações do colunista Guilherme Amado, da Revista Época, no dia 25 de agosto o presidente abriu seu gabinete no Palácio do Planalto para o encontro entre as advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, que defendem o filho Flávio, Heleno e Ramagem.

O encontro tinha como objetivo repassar uma informação obtida pela dupla de defensoras que poderia derrubar as investigações contra o filho do presidente. Os agentes públicos despenderam cerca de uma hora do seu dia para escutar as teses que podem livrar Flávio da Justiça.

Heleno e Ramagen, segundo Amado, saíram da reunião com a missão de “conseguir um documento que comprovasse que Flávio foi vítima de uma devassa ilegal por integrantes da Inteligência da Receita”. Apontando um possível uso da função pública para beneficiar um parente do presidente.

Em nota enviada ao colunista, as advogadas não negaram a existência da reunião nem mesmo os fatos narrados. “A defesa do senador Bolsonaro esclarece que levou ao conhecimento do GSI as suspeitas de irregularidades das informações constantes dos relatórios de investigação fiscal lavradas em seu nome, já que diferiam, em muito, das características, do conteúdo e da forma dos mesmos relatórios elaborados em outros casos, ressaltando-se, ainda, que os relatórios anteriores do mesmo órgão não apontavam qualquer indício de atividade atípica por parte do Senador. Registre-se, finalmente, que o fato foi levado diretamente ao GSI por ter sido praticado contra membro da família do Senhor Presidente da República”, disseram.

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4 Comentários
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  1. Jorge Manoel Santos da Silva

    24 de outubro de 2020 8:54 am

    Bandidos de alta periculosidade são esses aí! Será que ainda existe alguma dúvida a esse respeito?

  2. jcordeiro

    24 de outubro de 2020 9:21 am

    Nassif: mas é assim que esses milicos agem. Sempre foi. Não era diferente no tempo da DitaMole. Só que naquela época os Gringos permitiam que o desinfeliz fosse passear no DOI-CODI ou naquela Mansão de Petrópolis. Agora, que têm a conivência do Judiciário, os métodos são outros, não menos covardes e agressivos. Mas disfarçados de “Democracia”. A Elite adora o modo. Ouvi dizer que teve reunião também com o pessoal do Queiroz. Mas ai o nível da conversa e os métodos a serem praticados foram outros.

  3. Bo Sahl

    24 de outubro de 2020 11:19 am

    Desde os tempos de deputado (ou melhor, de recruta zero) que esse adolinquente vem transgredindo, e de grão em grão vai enchendo o papo, porque ninguém o para.
    É torcer para que não se chegue ao ponto de não poder mais pará-lo.

    PS: Fossem familiares de Lula ou Dilma, estariam ajudando à defender? Ou acusar? Segurança institucional familiar?

  4. Lúcio Vieira

    24 de outubro de 2020 1:39 pm

    Este é um dos graves resultados do golpe hipócrita, da falsa caça aos corruptos. Agora as instituições tomadas e aparelhadas pelo banditismo messiânico-miliciano operando trambiques e conspirando contra o Estado. Com STF com tudo, o estado vem protegendo as podridões de uma família desajustada, colocando o Brasil abaixo de tudo. Pessoas que parecem se reunir apenas para planejar e assegurar a realização de malfeitos. Apenas se espera que se perguntem, que tipo de futuro pode sair disso?

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