6 de junho de 2026

Bolsonaro recebe alta e inicia prisão domiciliar sob cerco policial

Ex-presidente deixou hospital após duas semanas internado com pneumonia; Moraes impôs uso de tornozeleira e isolamento digital
Foto de Fabio Rodrigues-Pozzebom - Agência Brasil

▸ Jair Bolsonaro recebeu alta e cumpre prisão domiciliar humanitária em Brasília, após tratamento de broncopneumonia.

▸ STF impôs restrições rígidas, proibindo uso de redes sociais e dispositivos eletrônicos durante os 90 dias do regime domiciliar.

▸ Segurança reforçada no condomínio, com proibição de aglomerações e controle de acesso pela Polícia Militar local.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27) e já se encontra em sua residência, no condomínio Solar de Brasília, onde cumprirá prisão domiciliar humanitária. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o político estava internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star para tratar uma broncopneumonia bacteriana.

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A transferência para o regime domiciliar, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem prazo inicial de 90 dias. A decisão fundamenta-se na necessidade de um ambiente controlado para a reabilitação pulmonar, visando evitar riscos de infecção generalizada (sepse).

Ao chegar em casa, por volta das 10h20, Bolsonaro vestia um colete à prova de balas e já utilizava a tornozeleira eletrônica instalada ainda no ambiente hospitalar.

Rigor médico e restrições severas

Apesar da saída do hospital, o quadro de saúde do ex-presidente ainda exige cautela. “Não podemos dizer que está curado. Podemos dizer que encerrou-se a fase hospitalar“, afirmou o médico Brasil Caiado. O tratamento prosseguirá com fisioterapia respiratória e reabilitação cardiopulmonar, com previsão de uma artroscopia no ombro direito para o final de abril.

As regras impostas pelo STF para este período são rígidas. Bolsonaro está terminantemente proibido de utilizar redes sociais, smartphones ou computadores, inclusive por intermédio de terceiros. O magistrado também vedou a gravação de áudios ou vídeos.

O descumprimento de qualquer uma dessas medidas pode acarretar o retorno imediato ao 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, onde o ex-presidente cumpria pena antes da internação.

Muralha familiar e política

O novo regime altera a dinâmica de influência no entorno do ex-presidente. Com as visitas políticas suspensas e restritas apenas a familiares próximos, advogados e equipe médica, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ganha protagonismo. Aliados do PL avaliam que o isolamento de Bolsonaro ampliará o poder de decisão de Michelle sobre os rumos do partido e das alianças para as eleições deste ano.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é advogado da causa e possui livre acesso ao pai, deve atuar como a principal ponte política, embora sua agenda de pré-campanha e viagens internacionais — ele se encontra atualmente nos Estados Unidos para o evento conservador CPAC — possa limitar a presença física diária.

Vigilância e vizinhança

A segurança no entorno da residência foi reforçada. A Polícia Militar do Distrito Federal realiza o controle de acesso ao condomínio, com vistorias em veículos e identificação de ocupantes. Moraes também proibiu manifestações ou aglomerações em um raio de 1 km do imóvel para evitar que a residência se torne um polo de atos políticos.

Diferente de ocasiões anteriores, a chegada do ex-presidente não contou com grandes mobilizações de apoiadores. O clima no Jardim Botânico era de baixa adesão, marcado apenas por manifestações isoladas de moradores e pela presença ostensiva de viaturas policiais que permanecem estacionadas em frente à casa.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    27 de março de 2026 1:13 pm

    Rapidinho o condenado deixou de ser um moribundo.
    Com a farta distribuição de armas promovida por ele e pela excrescência do tal PL, seu partido, não é só o facínora que precisa de colete. Nós, que andamos na rua, atualmente corremos um risco 10x maior de tomar um tiro.

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