4 de junho de 2026

Brasil leva até 10 anos para transferir tecnologia das vacinas

Pelo acordo do Butantan, os primeiros lotes da vacina serão apenas envasados e rotulados no Brasil, mas o imunizante em si será importado da China

Jornal GGN – Reportagem da Folha desta quinta (22) mostra que os laboratórios e institutos brasileiros que atuam no ramo das vacinas levam até 10 anos, em média, para transferir tecnologia prevista em acordos com outros países.

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Pelo modelo previsto nas de PDPs (parcerias de desenvolvimento produtivo), nenhuma transferência de tecnologia de vacina vinculada ao Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde foi concluída até hoje. A exceção é a vacina da gripe, ainda assim em processo muito longevo, de 14 anos.

As PDPs, segundo a Folha, passaram a ser chamadas assim em 2012. Além da compra das vacinas no exterior, os acordos incluem recursos para construção ou readequação das fábricas, incorporação da tecnologia e treinamento. “A farmacêutica se compromete a treinar e a capacitar a equipe nacional. Em contrapartida, os laboratórios mantêm um acordo de, no mínimo, quatro anos de compra de doses, sendo que no primeiro ano fazem apenas envase e rotulagem — o que deve acontecer com a vacina da Sinovac no Butantan.”

Pelo acordo do Butantan, os primeiros lotes da vacina serão apenas envasados e rotulados no Brasil, mas o imunizante em si será importado da China.

Outros exemplos: as vacinas do HPV, dTPA (difteria, tétano e pertussis acelular) e hepatite A tiveram acordos de compras por 5 anos, ampliados para 10 anos, para finalização dos processos pelos laboratórios envolvidos. ​

A reportagem não estimou quanto tempo a vacina de Oxford, com transferência de tecnologia para Bio-Manguinhos (Fiocruz), e a vacina da Sinovac, demorarão para concluir todo o processo.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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