4 de junho de 2026

Brasil não deverá aderir à Nova Rota da Seda, sinaliza Celso Amorim

Ex-chanceler diz que governo Lula busca "sinergia" com a China para elevar a relação a novo patama, mas sem adesão contratual
Chefe da Assessoria-Especial do Presidente da República do Brasil, Celso Amorim, e o inistro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Foto: Xinhua

O assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, o ex-chanceler Celso Amorim, disse em entrevista ao jornal O Globo que o governo Lula pretende ampliar e elevar as relações com a China a outro patamar, mas isso nao significa que o Brasil vai aderir contratualmente à Nova Rota da Seda.

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“A palavra-chave é ‘sinergia’. Não é assinar embaixo, como uma apólice de seguro. Não estamos entrando em um tratado de adesão. É uma negociação de sinergias”, respondeu Amorim quando o diário questionou se o Brasil pretende entrar para a Nova Rota da Seda.

O Globo afirmou que, com esta resposta, “Amorim sinalizou que o Brasil não deve aderir formalmente ao programa chinês. Criado há mais de uma década, cerca de 150 países em desenvolvimento tiveram de submeter memorandos de entendimento para se juntarem à iniciativa.”

Amorim ainda disse na entrevista que o Brasil quer trocas com a China que vão além do comércio, e ampliar o escopo de aliados.

“A ideia é passar para outro patamar e isso faz parte de uma visão do Brasil, de ter suas relações alteradas e não ficar dependendo de um único fornecedor, ou um único parceiro. A parceria não é só comprar e vender, mas investir com insumos feitos no Brasil , por exemplo”, pontuou.

O que é a Nova Rota da Seda?

A Nova Rota da Seda, também conhecida como Belt and Road Initiative (BRI), é um projeto lançado pela China em 2013, com o objetivo de expandir suas influências econômicas e políticas globalmente. A iniciativa visa conectar a China a várias partes do mundo por meio de infraestrutura, como ferrovias, portos e estradas, promovendo o comércio e o investimento entre

Ela inclui dois componentes principais: a “Cinta Econômica da Rota da Seda”, que se concentra em conexões terrestres, e a “Rota da Seda Marítima do Século XXI”, que foca em rotas marítimas. A BRI envolve bolsas de países, principalmente na Ásia, Europa e África, e tem gerado tanto apoio quanto críticas, especialmente em relação a questões de dívidas contraídas pelos países membros.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. WWagner Indigo

    28 de outubro de 2024 11:39 am

    Nenhuma novidade .
    Desde que entrou na Superintendência da PF em Curitiba , Lula mudou
    ou tirou a fantasia .
    Nas Eleições cambaleou , inseguro ,titubeou e não perdeu por pouco.
    Passada as Eleições continuou e piorou na montagem do Ministério .
    Passado dois anos , jogou a fantasia fora e se tornou um personagem
    desqualificado na politica local e internacional .
    No BRIC´s foi colocado contra a parede , e Putin fez questão de humi-
    lhá-lo publicamente , explicitando o seu posicionamento em contraste
    com a maioria dos seus membros .
    Antes disso houve o triste episódio do ” tombo” , em decubito-frontal
    onde bateu a nuca . Tudo muito mal explicado ou divulgado , o que leva
    a especulações .
    Perdeu e feio até no Nordeste , onde a pequena vitória se deu em Fortaleza
    por ,035% apenas . Derrota fragorosa.
    Lula se tornou um Pato – Manco !!!

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    28 de outubro de 2024 11:58 am

    Faz sentido. Assim como o Brasil não é Quintal dos EUA seria absurdo nosso país virar um Riquixá da China.

  3. Paulo Dantas

    28 de outubro de 2024 12:28 pm

    “É uma Cilada Bino”.

    Esta Rota da Seda.

    1. Ernesto

      28 de outubro de 2024 10:05 pm

      Então seriam duas? Sendo que a primeira a gente caiu faz tempo.

  4. AMBAR

    28 de outubro de 2024 2:42 pm

    É, parece que os nossos diplomatas andam jantando na Casa Branca. Esse tombo do Lula mexeu mesmo com a cabeça dele, antes cair no banheiro do que cair da presidência. Mas no ano que vem ele não escapa do chumbo grosso dos amigos.

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