Brasil retrocede na luta contra a corrupção apesar do discurso de Bolsonaro

OCDE critica país após missão em novembro, e Transparência Internacional coloca Brasil em sua pior colocação no ranking de corrupção

Contradição de Jair Bolsonaro é alvo de críticas de entidades internacionais. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O discurso anticorrupção e renovação da classe política foram alguns dos fatores que levaram Jair Bolsonaro ao posto de presidente do Brasil, mas as vagas promessas feitas nesse sentido não foram concretizadas. Os sucessivos retrocessos nesse sentido geraram diversas críticas de entidades internacionais.

Uma das entidades foi a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que chegou a enviar uma missão ao Brasil em novembro depois que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, limitou o uso nas investigações de dados obtidos pela Coaf, em resposta a um pedido do senador (e filho do presidente) Flávio Bolsonaro. A sentença paralisou as investigações sobre o caso de Flávio e outros 900 casos.

O grupo de trabalho contra as propinas da OCDE divulgou um comunicado após a visita, em que mostraram estar alarmados “pelo fato de que tudo o que o Brasil conquistou nos últimos anos na luta contra a corrupção possa agora estar seriamente comprometido”. A missão acrescentou que o Brasil deveria reforçar os mecanismos anticorrupção, e não os enfraquecer.

Além disso, o Brasil voltou a ter a pior nota da série histórica no exame da percepção da corrupção no mundo, publicado pela Transparência Internacional. Os 35 pontos registrados pelo país (o mesmo patamar de 2018) deixaram o país na 106° posição em uma lista que tem a Dinamarca no topo.

“Apesar do discurso e das promessas de grande renovação por parte do presidente, deputados e senadores, 2019 foi péssimo em termos de reformas contra a corrupção”, disse Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, em entrevista ao jornal El País, onde ressaltou a aberta hostilidade contra a imprensa e a sociedade civil como uma das maiores contradições de Bolsonaro.

1 Comentário

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Vladimir

- 2020-02-06 08:48:20

Não existe meio retrocesso quando a cadeira da presidência da república é ocupada por um néscio. Assim,em qualquer área que se analisar,o retrocesso estará presente e o sujeito,como sempre,arrotando suas bobagens se achando um Einstein.

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