Um vídeo dos bastidores da cadeirada que Pablo Marçal tomou de José Luis Datena durante o debate na TV Cultura, na noite de domingo (15), mostra qual foi a reação de outros candidatos presentes no ato. É possível ver que o prefeito Ricardo Nunes impedindo Datena de lançar uma segunda cadeira sobre Marçal. Guilherme Boulos mantém distância do epicentro da confusão, assim como Tabata Amaral.
A cena de violência física que entrou para a história da TV brasileira ocorreu depois que Marçal lançou uma série de provocações e acusações de assédio sexual sobre Datena, que respondeu que a denúncia supostamente envolvendo funcionária da Band era falsa e sequer foi investigada por falta de provas.
O apresentador licenciado disse que a mentira custou muito sofrimento à família, e que sua sogra teve três AVCs por causa da crise, e acabou vindo à óbito. Marçal não se importou e continuou escalando os ataques. “Você não é homem”, dizia a Datena, que já havia ensaiado agredir o ex-coach em debates anteriores.
Quando a cadeirada ocorreu, a TV Cultura chamou os comerciais. Mas logo a internet foi inundada por vídeos de bastidores da briga. Neles, é possível ver Datena ainda exaltado com o assunto sensível à família. Ele gritava que aquela mentira havia matado a sogra dele. Em revide, Marçal disse que Datena era um “ditador” e que tinha que ser expulso do debate.
Assim que todos retornaram a seus lugares, o apresentador Leão Serva perguntou se Marçal desejava continuar no debate, e o ex-coach respondeu que sim. Serva, então, anunciou que Datena estava expulso. O candidato ficou revoltado com a decisão de ter de abandonar o debate sozinho, sinalizando que queria a expulsão de Marçal também. Serva explicou que se o debate tivesse prosseguido normalmente, Marçal seria penalizado pelos ataques a Datena, que receberia um direito de resposta.
As cenas foram compartilhadas no Instagram do Jornal GGN. Clique aqui para assistir.
Fábio de Oliveira Ribeiro
16 de setembro de 2024 11:02 amSe dois empregados de uma empresa ou dois servidores públicos imitassem Datena e Pablo Marçal no local de trabalho o resultado seria parecido. No primeiro caso ambos seriam imediatamente demitidos por justa causa. No segundo, a exoneração ocorreria ao fim dos processos administrativos disciplinares.
A Justiça Eleitoral pode e deve impedir Datena e Pablo Marçal disputar a prefeitura de São Paulo. O Direito Eleitoral não deve ser menos rigoroso com candidatos a cargos eletivos do que o Direito do Trabalho e o Direito Administrativo são com empregados de empresas privadas e servidores públicos.
Sérgio Santos
16 de setembro de 2024 2:26 pmTMJ
Paulo Cesar Moreno de Menezes
16 de setembro de 2024 11:23 amÉ o fundo da lama do poço da nossa política!