Cármen Lúcia vota e TSE forma maioria para declarar Bolsonaro inelegível

Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
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Com voto da ministra, placar no TSE está 4 x 1. Faltam os votos de Alexandre de Moraes e Kássio Nunes Marques

A ministra Carmem Lucia no TSE
Foto: Reprodução/TSE

A ministra Cármen Lúcia proferiu o voto decisivo favorável à condenação de Jair Bolsonaro, acusado de abuso de poder político nas eleições de 2022. Com o voto da ministra, o Tribunal Superior Eleitoral já formou maioria pela inelegibilidade, durante 8 anos, do ex-presidente. 

A ministra abriu o julgamento desta sexta (30), fazendo o placar mudar para 4 x 1 para condenar Bolsonaro. Ainda faltam votar os ministros Nunes Marques e Alexandre de Moraes, presidente do tribunal.

Segundo Cármen Lúcia, na conduta de Bolsonaro, que reuniu embaixadores de vários países para desacreditar o processo eleitoral e a segurança das urnas eletrônicas no Brasil, “houve agravos contundentes contra o Poder Judiciário, a desqualificação do Poder, um ataque deliberado contra a exposição de fatos que já tinham sido refutados por este Tribunal, e a nomeação de ministros.”

Ao elencar os fatos que devem culminar na condenação do ex-presidente, a ministra explicou que “é preciso que haja confiabilidade, a base de uma cultura democrática se dá assim.”

O placar de 4×1 a favor da condenação de Bolsonaro conta com os votos favoráveis de Benedito Gonçalves, Floriano Marques, André Ramos e agora, Cármen Lúcia. O ministro Raúl Araújo foi o único, até agora, a votar pela absolvição.

Após o julgamento, Bolsonaro poderá recorrer ao próprio TSE e, depois, ao Supremo Tribunal Federal. A tendência é que o candidato a vice-presidente na chapa, general Braga Netto, seja poupado.

Assista, ao vivo, na TV GGN:

Leia mais sobre a condenação de Bolsonaro:

2 Comentários

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  1. O Bostonaro disse que não está morto e que pensa em recorrer ao STF. Ora, ele não tá morto, tá moribundo. No STF, ele receberá o tiro de misericórdia

  2. A história de Bolsonaro desde sua carreira fracassada no exército é uma história estéril e inútil de tumultuar por onde passe, mas sempre se beneficiando, caindo pra cima. Agora vai “sofrer” sua aposentadoria com muitos imóveis pela famíglia, patrimônio financeiro sabe-se lá onde e quanto, carro(s), motorista, funcionários … tudo como SEMPRE em sua nefasta vida pública patrocinada com o meu, o seu, o nosso din-din. E a estúpida mídia corporativa preocupada em quem será seu (m)herdeiro! Ora , um traste desse não pode ser continuado. Tem que ser “ostracizado”, a menos do seu bizarro exemplo que deve servir apenas para jamais ser repetido.

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