A presidência da Assembleia do Paraná anunciou que a cassação do mantado do deputado estadual Renato Freitas (PT) será julgada pelo plenário na próxima terça-feira, 16 de junho. O parlamentar petista virou alvo do Conselho de Ética por envolvimento em uma luta corporal no Centro de Curitiba, registrada em novembro de 2025. A briga ocorreu com um manobrista e foi documentada por imagens. O colegiado acatou o parecer apresentado pelo relator do caso, deputado Márcio Pacheco (Republicanos).
O deputado Doutor Antenor (PT) apresentou voto em separado ao relatório, apontando, entre outras questões, a suspeição de Márcio Pacheco no caso, em razão de publicações feitas pelo relator nas redes sociais a respeito de Freitas; uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que teria reconhecido que Renato Freitas não estava no exercício do mandato parlamentar durante os fatos; o esgotamento do prazo e irregularidades nas provas colhidas ao longo do processo.
Antenor sugeriu a aplicação de penas mais brandas, como a suspensão temporária das prerrogativas regimentais. O voto, no entanto, foi vencido. Na sequência, o processo foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que manteve a decisão do Conselho de Ética pela perda do mandato do deputado Renato Freitas.
Com a rejeição do recurso apresentado na CCJ pelo deputado Renato Freitas (PT), o processo foi encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que elaborou o Projeto de Resolução nº 7/2026, que declara a perda de mandato de Renato Freitas por procedimento incompatível com o decoro parlamentar. O projeto será apreciado pelo plenário da Casa no dia 16. Para ser aprovada, em dois turnos, deverá receber 28 votos — ou seja, maioria absoluta.
A denúncia é de autoria dos vereadores de Curitiba Bruno Secco (Novo), Eder Borges (Novo), Guilherme Kilter (Novo) e Tathiana Guzella (PL), além dos deputados Fábio de Oliveira (Novo), Ricardo Arruda (PL) e Tito Barichello (PL).
Com informações da Alep
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