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  1. Webster Franklin

    11 de julho de 2018 4:09 am

    ‘Moro e juízes do TRF4 são ativistas infiltrados nas instituiçõe

    Brasil 247

    ‘Moro e juízes do TRF4 são ativistas infiltrados nas instituições’

     

    Ag. Senado    

    Para o senador Roberto Requião (MDB-PR), o “conluio” entre Sérgio Moro, desembargadores do TRF4 e a PF que, por meio de manobras jurídicas, impediram a soltura do ex-presidente Lula, é a ‘prova que o Brasil está num Estado de exceção; “Eles são ativistas políticos infiltrados nas instituições”; assista ao vídeo

    10 de Julho de 2018 às 20:00

    Rede Brasil Atual – Para o senador Roberto Requião (MDB-PR), o “conluio” entre o juiz Sérgio Moro, desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e a Polícia Federal que, por meio de manobras jurídicas, impediram a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a ‘prova que o Brasil está num Estado de exceção. “Eles são ativistas políticos infiltrados nas instituições. Os juízes se suportam na hermenêutica livre. Eles interpretam a lei a labor de sua visão ideológica. Estou indignado com o comportamento das instituições e da Polícia Federal. Os juízes do TRF4 e o Moro andaram muito mal”, criticou.

    Ele lembra, assim como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que apenas o Ministério Público (MP) poderia se insurgir no caso. “O Sérgio Moro estava de férias em Portugal, não foi contra ele que o habeas corpus foi expedido. O Gebran Neto (relator da Lava Jato no TRF4) não tinha nada a ver com o caso, porque os recursos não são horizontais, são verticais. Só quem poderia interferir era o MP”, explica o senador.

    Requião acrescenta que, contra Lula, os operadores do Direito agem como inquisidores. “A impressão que tenho é que os nossos juízes são como Girolamo Savonarola. Eles são acusadores, fazem a sentença e mandam queimar na fogueira. É preciso lembrar que o Savonarola queimou muita gente na Inquisição, mas depois foi queimado na frente do Palazzo Vecchio, onde ele mesmo determinava as punições”, conclui.

    https://www.facebook.com/robertorequiao/videos/2318110818214255/?t=10

    https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/361318/%E2%80%98Moro-e-ju%C3%ADzes-do-TRF4-s%C3%A3o-ativistas-infiltrados-nas-institui%C3%A7%C3%B5es%E2%80%99.htm

  2. Toledo

    11 de julho de 2018 9:28 am

    Por acaso Lula é um troféu do Moro?

    Veja o que diza senadora Gleisi Hoffmann a respeito do assunto: 

     

    [video:https://youtu.be/PgC_B7jJYq4%5D

     

  3. alfeu

    11 de julho de 2018 2:46 pm

    *

    Ex-presidenta do Chile Michele Bachelet lidera manifesto por Lula Livre

    A ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet liderou a divulgação manifesto, nesta segunda-feira (9), assinado por outras 42 políticos e personalidades do seu país em que apelam ao Judiciário brasileiro para que respeitem a Constituição e garantam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. “É o que exige a democracia. E o que pedem também os democratas chilenos.” (…)

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/07/bachelet-lidera-manifesto-chileno-por-lula-livre

     

     

  4. nilo filho

    11 de julho de 2018 5:31 pm

    Os sentimentos comandam – Le

    Os sentimentos comandam – Le Monde Diplomatique

    EDITORIAL LE MONDE DIPLOMATIQUEhttps://diplomatique.org.br/os-sentimentos-comandam/

    03/07/2018

    Explorando medo e descontentamento, as elites criam uma agenda cujo centro da discussão é a violência, a corrupção e o crime. Essa agenda tem um duplo sentido. Ela cria uma percepção de que estamos todos ameaçados, é intimidatória, dissemina o medo. E tem uma função estratégica, de definir os temas do debate público. Não se fala de enfrentar a desigualdade, reduzir os juros bancários, cobrar impostos dos ricos. Se fala da luta da policia contra os bandidos.

    O mundo é desenhado como uma luta entre mocinhos e bandidos, com grande apoio da indústria cultural que cultua os super-heróis e a luta entre o bem e o mal. É um processo de infantilização da sociedade que simplifica os dilemas da vida, oculta as questões sociais e desloca os temas de discussão para o que não importa. Um dos efeitos dessa estratégia é demonizar os imigrantes, criminalizar os pobres, intimidar e reprimir os movimentos sociais, agredir religiões distintas, como a umbanda e o candomblé, e, ultimamente, atacar o Partido dos Trabalhadores e Lula. Quem detém o poder da comunicação constrói a narrativa e identifica quem são os mocinhos e os bandidos.

    A população se sente acuada, e os pobres em particular são continuamente ameaçados pelo braço violento do Estado, pelas polícias, que se utilizam prodigamente de sua licença para matar. É sob o domínio do terror que se bloqueia a agenda das maiorias, a expressão de suas necessidades, sua manifestação coletiva enquanto cidadãos e cidadãs. Já dizia Étienne de La Boétie, em 1548, que essa situação só perdura enquanto a população se curvar e se submeter à servidão voluntária.1

    A servidão voluntária pode ser compreendida como um ato de submissão, um reconhecimento da superioridade do outro, a quem se deve obediência. A servidão voluntária é uma construção simbólica que destitui todo cidadão e cidadã de sua humanidade, de seus direitos, de sua autonomia.

    A disputa por um novo lugar na sociedade, por uma vida digna, pelo respeito e pela justiça é um ato coletivo de ruptura com a servidão voluntária. É uma ruptura com os valores dominantes que se dá no embate, no conflito, assumindo riscos e enfrentando os poderes instituídos. É a afirmação de uma nova identidade, fundada em novos valores, em uma nova concepção de viver em sociedade. A coragem de romper é celebrada em todas as épocas da história – um sentimento que se sobrepõe ao do medo que leva à servidão. É assim que se dão as grandes transformações, quando as maiorias recusam o lugar que lhes é atribuído pelas elites e tornam-se protagonistas de sua história.

    A “guerra da água”, uma mobilização cidadã ocorrida em 2000, em Cochabamba, na Bolívia, contra a gestão privatizada da água em sua cidade, é um dos melhores exemplos da construção de novos valores. A população, indignada e mobilizada, expulsou a empresa multinacional que passara a gerir o sistema público de fornecimento de água e retomou a água como um bem público.

    Com essa vitória, a coragem aumentou em todo o continente, e a população percebeu que pode romper com a servidão voluntária, que pode vencer em seus pleitos. E foi o que aconteceu em numerosos países do continente na primeira década do século XXI. Os movimentos sociais cresceram e eleições levaram aos governos representantes dos interesses populares, governos que passaram a defender uma nova agenda: o enfrentamento das desigualdades e da pobreza, a soberania, a participação e o respeito aos direitos humanos. “A esperança venceu o medo”, dizia o PT quando Lula se elegeu em 2002.

    A partir dessas vitórias e como uma forma de enfrentá-las, as elites promoveram uma inversão da agenda – na qual o medo e a submissão são centrais – para a reconstrução da servidão voluntária. A estratégia se deu por meio da utilização da mídia e da atuação militante de um crescente número de organizações financiadas por grandes empresas nacionais e internacionais que abraçaram o ideário neoliberal e a defesa dos interesses destas em detrimento do interesse das maiorias. Em termos gramscianos, é a disputa pela hegemonia na sociedade, pelos corações e mentes de cidadãos e cidadãs. É a disputa para formar novas maiorias.

    Ainda não conseguiram formar, de fato, uma maioria, mas há uma parcela significativa de nossa população que aderiu a essa visão de uma sociedade conflagrada, violenta, sem respeito à ordem, dominada por milícias e traficantes, em que o crime e a corrupção imperam. E que precisa ser governada por mão forte. Abdicam de sua soberania como cidadãos em nome de uma suposta paz a ser conquistada pelas armas. Aceitam a execução sumária de jovens pobres e pretos nas periferias das grandes cidades. Aceitam abrir mão de direitos em nome da segurança. E demonizam seus opositores. Acusam, por exemplo, aqueles que defendem os direitos humanos de defenderem os criminosos.

    Neste cenário, não há esperança, não há futuro. Há apenas a administração violenta do presente, que se prolonga indefinidamente. Para criarmos uma nova esperança, um país onde se respeitem os direitos humanos e a riqueza gerada seja mais distribuída, temos de ter a coragem de confrontar essa narrativa conservadora e contrapor a ela um novo projeto de sociedade, na qual a solidariedade e a cooperação sejam suas marcas de identidade.

    *Silvio Caccia Bava é editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil

    1 Étienne de La Boétie, Discurso da servidão voluntária (1548), publicado no Brasil pela editora LGE, 2009.

    https://diplomatique.org.br/os-sentimentos-comandam/

     

     

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