22 de junho de 2026

Colaborador da Funai é assassinado em área de conflito na Amazônia

Maxciel Pereira dos Santos era uma das únicas barreiras entre invasores ilegais e indígenas da reserva do Vale do Javari
Indigenista e colaborador da Funai Maxciel Pereira dos Santos. Foto: Reprodução/Facebook

Jornal GGN – O indigenista Maxciel Pereira dos Santos foi assassinado, com dois tiros, na frente de seus familiares na cidade de Tabatinga, extremo oeste da Amazônia brasileira. De acordo com a Indigenistas Associados (INA), associação de servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai), por meio de informação divulgada no domingo, 8 de setembro, ele foi morto com um tiro na nuca, em uma via movimentada da cidade. 

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Santos era colaborador da Funai e ex-servidor da instituição, como chefe do Serviço de Gestão Ambiental e Territorial do Vale do Javari. Pessoas próximas acreditam que o crime foi motivado pela seu trabalho no combate a invasões ilegais na reserva do Vale do Javari, área conhecida por abrigar a maior presença de tribos indígenas não contactadas do mundo.

A figura de Santos era uma das únicas barreiras contra caçadores, madeireiros e mineradores em defesa das oito tribos indígenas e cerca de 16 tribos não contactadas da reserva. A Funai tem três sedes na região para proteção dos indígenas.

Em nota, a INA mostrou preocupação e destacou que a suspeita do crime está ligado a atuação de Santos na área. A instituição pediu a investigação do caso.

“Este episódio trágico e extremo se soma a muitos outros. Nos mais diferentes contextos, da Amazônia à região Sul do país, indígenas, servidores e colaboradores atuam em condições precárias e insuficientes na proteção de Terras Indígenas. Por conta da participação em ações de combate a ilícitos nesses territórios, encontram-se cada vez mais ameaçados e vulneráveis”, disse a INA.

Já a Funai lamentou o crime e seu presidente, Marcelo Xavier, afirmou que irá a Manaus (AM) para se reunir com autoridades de segurança pública, a fim de acompanhar a solução do caso. 

“A morte de Maxciel representa uma grande perda para a Fundação, deixando todos sensibilizados”, destacou a nota.

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Redação

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Anônimo

    12 de setembro de 2019 7:09 pm

    Em quem terá votado o mandante do crime?
    O povo “do bem” perdeu o medo.
    Medo de ser alcançado pela justiça, pela polícia, pelo exército.
    O próprio chefe da bagaça faz arminha com as mãos sinalizando o “liberou geral”.
    ………………Só Lula Livre salva!

  2. Carlos Elisio

    12 de setembro de 2019 7:19 pm

    Este pais virou uma república de assassinos.

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