Há mais de seis anos, o empresário e ex-governador João Doria move uma ação contra o GGN por conta de um artigo de opinião escrito por um colaborador que já faleceu. Mesmo após o veículo cumprir decisões judiciais — incluindo a remoção do conteúdo e a proibição de falar sobre ele —, o processo foi reativado em fevereiro de 2026, com um objetivo: cobrar o pagamento de uma indenização exorbitante que coloca a saúde financeira do GGN em xeque.
Para pressionar, a defesa de Doria pediu o bloqueio de bens pessoais da nossa editora-chefe, Lourdes Nassif, irmã e sócia de Luís Nassif. Doria quer embolsar até mesmo a participação societária de Lourdes no GGN. Ela já viveu esse pesadelo das contas bloqueadas antes, quando teve sua poupança congelada, ficando sem acesso ao dinheiro de uma vida inteira por causa desse mesmo processo. Agora, o risco se repete. Lourdes tem mais de 60 anos, dedica-se integralmente ao jornalismo e depende desse trabalho para viver.
O caso ainda carrega decisões que levantam sérias preocupações. Durante o recesso do Judiciário — período em que a defesa fica praticamente inviabilizada —, um juiz sobrou o valor demandado por Doria e elevou a indenização para R$ 100 mil, e aplicou multas diárias elevadas. Embora o valor tenha sido reduzido em segunda instância, a soma com encargos e correções ultrapassa a capacidade financeira do GGN.
“Muito curioso que a liminar da multa diária, que deixou o valor astronômico, foi dado no recesso forense, quando nada funciona nesse período. (…) Houve uma certa paixão exacerbada sobre o caso. O juiz deu muito além do que o Doria pediu. O Tribunal [de Justiça de São Paulo] reduziu, depois, mas as multas diárias em valor astronômico foram mantidas, o que deixou a condenação absurda, fora de qualquer patamar que costumamos ver. Isso demonstra certa parcialidade”, comentou o advogado do GGN, Vinícius Dino.
Enquanto isso, Doria possui um patrimônio de mais de R$ 170 milhões, segundo declarou em sua primeira eleição para a Prefeitura de São Paulo. Não há justificativa para atingir financeiramente uma jornalista e um veículo independente que já enfrentam dificuldades.
Este não é apenas um processo. É uma ameaça concreta à sobrevivência do GGN e à segurança de quem faz o jornal todos os dias. Mais uma tentativa de asfixiar financeiramente um veículo que não se curva a poderosos.
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Assista ao vídeo abaixo, com o advogado do GGN, Vinicius Dino de Menezes, para entender a verdade sobre o caso Doria:
Rui Ribeiro
25 de março de 2026 5:17 pmParcial ou, quem sabe, venal?
Meretríssimo, quem falou já morreu não me processe nem mande me matar nem me mate. Tô de brincadeira e eu sei que, mesmo que a carapuça se encaixe, você a recusaria
Mônica Silva
25 de março de 2026 7:59 pmMuito estranho.
No recesso (final de dezembro e começo de janeiro) e nas férias forenses (prazo parado em janeiro) o prazo de processos cíveis para.
Correm normalmente apenas Vara de família e réus presos.
Jamais poderia esse processo cível ter tido esse andamento.
É o caso de denunciar o magistrado à Corregedoria.