Com medo de atentado, Moro diz que nunca quis prejudicar Bolsonaro

"Nunca foi minha intenção ser algoz do presidente ou prejudicar o governo. Na verdade, lamentei extremamente o fato de ter de adotar essa posição", disse

Jornal GGN – O ex-juiz Sergio Moro confirmou em entrevista à Veja que sua família está com medo de ficar sem a escolta da Polícia Federal e, por isso, cogita deixar o País.

A proteção da Federal acaba em outubro, junto com a quarentena que Moro precisou fazer quando saiu do Ministério da Justiça. No ato público de demissão, Moro acusou Jair Bolsonaro de interferir na Polícia Federal com objetivos pessoais mas, agora, demonstra arrependimento por ter saído atirando contra o presidente.

“Certamente [tenho medo]. Sigo tendo a proteção da Polícia Federal. Não gosto de falar muito nesse assunto. Isso é algo que assusta pessoas próximas a mim”, disse Moro à Veja.

O ex-juiz ainda reclamou que a esposa, a advogada Rosangela Moro, estaria sofrendo uma série de ataques nas redes sociais, que ele classificou como “métodos de intimidação”.

Atenuando o tom das críticas a Jair Bolsonaro, Moro frisou que jamais quis ser o “algoz” do presidente.

“É importante deixar muito claro: nunca foi minha intenção ser algoz do presidente ou prejudicar o governo. Na verdade, lamentei extremamente o fato de ter de adotar essa posição. O que eu fiz e entendi que era minha obrigação foi sair do governo e explicar por que estava saindo. Essa é a verdade”, comentou.

Semana passada, Moro deu pitaco na escolha de Kassio Nunes para ocupar a vaga de Celso de Mello no STF, sugerindo que Bolsonaro não indicou um nome lavajatista porque não é comprometido de verdade com o combate à corrupção. Depois, Moro deletou a mensagem.

Segundo a grande mídia, Moro está estudando passar uma temporada nos Estados Unidos e descartou a carreira política.

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