4 de junho de 2026

Começa hoje registro de chaves digitais do Pix

As chaves são o “método fácil e ágil” de identificação do recebedor. Desta forma, o pagador não precisará de dados como número da instituição, agência e conta para fazer uma transferência

Da Agência Brasil

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Novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), previsto para começar a funcionar em novembro, o Pix entrará oficialmente em teste nesta segunda-feira (5). A partir de hoje, os clientes poderão registrar as chaves digitais de endereçamento para enviar ou receber recursos em 644 instituições financeiras.Segundo o BC, as chaves são o “método fácil e ágil” de identificação do recebedor. Desta forma, o pagador não precisará de dados como número da instituição, agência e conta para fazer uma transferência.

Para cadastrar a chave, basta acessar o aplicativo da instituição em que tem conta e fazer o registro, vinculando a uma conta específica uma das três informações: número de telefone celular, e-mail ou CPF/CNPJ. As informações serão armazenadas em uma plataforma tecnológica desenvolvida e operada pelo BC, chamada Diretório Identificador de Contas Transacionais (DICT), um dos componentes do Pix.

Anteriormente previsto para iniciar em 3 de novembro, o registro das Chaves Pix foi antecipado para que os clientes e as instituições tenham mais tempo para se familiarizar com o novo sistema. Estarão disponíveis antecipadamente todas as funcionalidades para a gestão das chaves, como registro, exclusão, alteração, reivindicação de posse e portabilidade. As regras específicas constam de regulamento publicado pelo BC em agosto.

Neste período antecipado, a participação das instituições financeiras e de pagamentos no registro das chaves ocorre de forma facultativa. O único pré-requisito exigido é a conclusão bem-sucedida da etapa de homologação.

Operação

O Pix funcionará 24 horas por dia e reduzirá para 10 segundos o tempo de liquidação de pagamentos entre estabelecimentos com conta em bancos e instituições diferentes. As transações poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada.

A nova ferramenta trará agilidade em relação a sistemas atuais de pagamento, como a transferência eletrônica disponível (TED), que leva até duas horas para ser compensada, e o documento de ordem de crédito (DOC), liquidado apenas no dia útil seguinte.

No caso de empresas, a plataforma traz vantagens em relação ao pagamento por cartão de débito. Isso porque o consumidor pagante não precisará ter conta em banco, como ocorre com os cartões. Bastará abastecer a carteira digital do Pix para enviar e receber dinheiro.

Cronograma

5 de outubro: Início do processo de registro de chaves de endereçamento

3 de novembro: Início da operação restrita do Pix

16 de novembro: Lançamento do Pix para toda a população

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. peregrino

    5 de outubro de 2020 3:28 pm

    Tudo muito fácil e rápido, que bom…
    agora a única coisa que fica faltando é ter dinheiro

  2. Maria Irene de Freitas

    5 de outubro de 2020 3:28 pm

    Interessante como o mundo trabalha para que todos tenham mais tempo livre. Mas eu pergunto, o que fazem com o tempo livre que conseguem com essas facilidades? Não tenho visto melhorias sociais e solidariedade entre as pessoas, que buscam tanto reduzir o tempo gasto com suas obrigações sociais, familiares e fraternas. Os bancos já não emitem mais em papel, protegendo o meio ambiente dizem, economizando uma graninha com despesas de impressão e envio. O bankline falicitou a vida do cliente e do banco, mas também demitiu muitos funcionários, com isso também reduziu custos operacionais. Precisamos pensar que o mundo não é igualitário e que em muitos cantões não há essa facilidade toda de serviços e muitos brasileiros ainda não conseguem nem navegar nos apps. Não quero nem preciso dessa modernidade toda para a minha vida. No fim quem mais ganha com isso são os bancos, são os que tiveram e continua tendo lucros enormes.

    1. peregrino

      5 de outubro de 2020 6:16 pm

      disse tudo, beleza de colocação…
      pior é que a adaptação a este novo tipo de relacionamento. cliente-banco, está ficando cada vez mais cara para o cliente. Dia virá em que para se ter acesso ao banco seremos obrigados a comprar a “maquininha” que ele indicar.

      todo o meu esquema de controle de finanças, diretamente do meu notebook, foi neutralizado pela última mudança do meu banco que, pasmem. foi feita, segundo eles, para facilitar a minha vida de quase 70 anos e, pasmem outra vez, mudanças feitas logo no início da pandemia e com todas as agências e sistemas de comunicações com os clientes completamente inoperantes. Neutralizado até hoje e os…filhos e filhas daquilo mesmo, ainda me culpam por ser da antiga

  3. Barto Barto

    5 de outubro de 2020 4:38 pm

    Tem umas coisas que eu acho estranho “nisso daí” como diz o mandatário.
    Um número de telefone é um PIX? E se eu errar o número? Antigamente tinha o dígito verificador pra evitar erros assim. Agora não vai ter mais? Vai ter pelo menos uma tela que mostre para quem eu estou transferindo dinheiro via PIX? Não teria que ter pelo menos um dígito verificador no caminho?
    Penso que, se a idéia é a facilidade, tudo bem. Para valores pequenos, pra compras no dia-a-dia, 6 pães e 200 gramas de queijo na padaria. Mas pra valores grandes, confiar num simples número de telefone?
    Penso que uma maneira segura pra valores altos seria uma espécie de handshake. Tipo: eu transfiro para uma conta que tenho como sendo do João, o João me manda uma confirmação de que a transferência está sendo dirigida pra ele mesmo,
    e aí eu posso então fazer (ou não) a confirmação final da tansação.

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