5 de junho de 2026

Sheherazade e um passeio pela Mundo Cristão

Mundo Cristão, editora que deverá lançar o livro de Sheherazade sobre  problemas que afetam a sociedade brasileira e sobre os valores e virtudes para um comportamento íntegro e ético, parece ser uma editora que se especializou em distribuir autores da direita cristã norte americana.

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Lá podemos encontrar livros que procuram ensinar meninas a manterem se virgens até o casamento, tais como “A batalha de toda adolescente”. Há também a versão masculina que se destina aos pais que querem tratar de assuntos sobre sexo com seus filhos em uma conversa franca entre homens sobre temas como masturbação. Ambos os livros são baseados no conceito de pureza sexual.

No setor de biografias, podermos encontrar Jimmy Carter – “Memórias Espirituais”, Justin Bieber – “Fama, fé e coração” e Marina Silva – “Marina – A vida por uma causa”. Aliás, Marina é a única referência “não branca” que encontrei no site da editora.

Sheherazade provavelmente vai se sentir em casa, alguns de seus futuros colegas:

Stormie Omartian: autora de O poder da esposa que ora. Omartian começou em Hollywood. Enquanto ainda cursava a faculdade, passou a trabalhar como cantora, dançarina e atriz em shows musicais para televisão. Após uma vida desregrada, que inclui drogas e relacionamentos com diversos homens, Stormie finalmente entregou sua vida a Jesus. Hoje, na casa dos 60, aparece em fotos de publicidade como uma loira impecável de olhos azuis. Ela dá palestras para grandes plateias em todos os Estados Unidos. Já vendeu seis milhões de livros.

Profundidade do pensamento: “Mesmo que seu inimigo tente convencê-la de que o seu futuro é tão desalentador quanto o dele ou de que você é um fracasso sem nenhum propósito, valor, dons ou capacidades, Deus diz exatamente o contrário”.

Brennan Manning: batizado Richard Francis Xavier, o escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, junto com os dois irmãos, num subúrbio barra pesada de Nova York. Sua família enfrentou dificuldades mas isto não o impediu de entrar para a Universidade St. John, da qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.

De volta à vida civil, Manning tentou estudar jornalismo na Universidade do Missouri, mas seus questionamentos pessoais e a palavra de um conselheiro o levaram a um seminário católico. Quatro anos mais tarde, graduou-se em Filosofia e, posteriormente, em Teologia, pelo Seminário St. Francis.

Viveu em clausura e contemplação; carregou água para populações rurais e foi ajudante de pedreiro na Espanha; lavou pratos na França; deu apoio espiritual a presidiários suíços. Voltou ao campus no fim dos anos 1970 e, depois de enfrentar uma crise pessoal, começou a escrever e ministrar palestras, atividades que mantém até hoje [sic], sempre com o objetivo de comunicar o amor incondicional de Deus em Jesus [sic]. Faleceu em 12 de abril de 2013.

Profundidade do pensamento: “Deus nos fez à sua imagem e semelhança e nós retribuímos a gentileza”.

Gary Chapman: Autor do As cinco linguagens do amor, há décadas o Dr. Chapman viaja pelo mundo desafiando casais a buscar saúde emocional para seus casamentos. Desde 1979, “Doutor Casamento” já escreveu mais de 30 livros.

Profundidade do pensamento: “O amor não é um sentimento, é uma decisão”.

PS.: há também, pelo menos, um livro, o “Não quero um pastor bacana”, com críticas à igreja emergente e a sacerdotes que se colocam em altos pedestais, acima de suas ovelhas levando a própria igreja para um abismo repleto de beijos, sorrisos, roupa da moda, afagos e pouca base teológica. Alguém com R$ 34,90 disponíveis poderia presenteá-lo a Marcos Feliciano.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. Paiva

    18 de maio de 2014 5:05 am

    Diversidade

    O nome disso é diversidade. O autor imaginava que uma editora chamada Mundo Cristão publicasse livro sobre o Islã ou sobre o Candomblé? 

    Menos, gente, menos. Temos um editora especializada em livros esotéricos e sobre a Nova Era que, evidentemente, não publicarará os livros céticos de Richard Dawkins.

    Faz parte da democracia termos editores de diferentes tendências do pensamento.

    Se eu passar de duas estrelas neste comentário ganho um bolo!

    1. joselitus_maximus

      19 de maio de 2014 3:03 am

       
      Aposto que têm livros

       

      Aposto que têm livros sobre Islã ou sobre o Candomblé. 

      FALANDO MAL, é claro.

  2. Rorgéio Marco Antonio Silva

    18 de maio de 2014 7:27 am

    Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço

    Licença não remunerada até 2015 mas foi funcionária fantasma por um bom tempo: A história real do emprego público de Rachel Sheherazade

    Do Diário do Centro do Mundo:

    A declaração repercutiu na internet, e Rachel foi acusada de ser funcionária fantasma. Em sua defesa, publicou no Twitter nota da diretora de comunicação do Tribunal, postada depois no Facebook: Rachel não comparecia ao tribunal, é verdade, mas também não recebia salário. Estava de licença não remunerada.

    “Não brinquem com fogo”, ameaçou Rachel Sheherazade, depois de “instruir” jornalistas que “ignoram ou fingem ignorar as leis para tentar difamar quem ‘tá’ quieto.” Ninguém procurou checar as informações e o caso morreu por aí.

    A nota da diretora do tribunal, Marcela Xavier Sitônio Lucena, não está mais no Facebook, e Rachel não voltou ao assunto. É fato que a jornalista não recebe salário do tribunal, como atestou a diretora de comunicação — mas desde 27 de fevereiro de 2012, quando estava no SBT em São Paulo havia quase um ano.

    Entre 1º de abril de 2011 e 27 de fevereiro de 2012, ela recebeu salário todos os meses, como se estivesse trabalhando, inclusive a gratificação pela função de confiança que ocupava na gerência de comunicação. Seu último salário líquido foi de aproximadamente R$ 5.700,00.

    Segundo o tribunal, dentro da lei. Na época, o país que Rachel disse à revista Forbes não ser civilizado garantia benefícios extraordinários a funcionários da Justiça. A cada cinco anos de trabalho, três meses extras de férias – o que é chamado de licença prêmio.

    Sob a matrícula 4705149, Rachel Sheherazade Barbosa assumiu o cargo de técnica judiciária no dia 11 de março de 1994, antes de se formar em jornalismo (em 1997). Depois de formada, foi comissionada na gerência de comunicação, onde ocupou o cargo de assistente administrativa.

    Seu antigo chefe, Genésio de Souza, garante que ela cumpria horário, embora pudesse ser vista, todos os dias, por volta das 13 horas, apresentando o jornal da TV Tambaú, afiliada do SBT, onde já era conhecida por seus comentários, digamos, de tom conservador e moralista.

    Em 2011, depois que um vídeo em que ela criticava o Carnaval bombou na internet, Rachel foi convidada para se transferir para o SBT em São Paulo, e assumir a bancada do mais importante jornal da rede.

    Na despedida da TV Tambaú, agradeceu aos chefes na TV, aos colegas e à família, sem esquecer de mencionar sogros e sogras e os cunhados e cunhadas. “Agradeço principalmente a Deus, por ter me abençoado ricamente, e eu não sou digna de tantas dádivas”, disse, sem conter as lágrimas.

    Rachel é uma crítica contundente do papel do estado na sociedade, entre outras coisas por dificultar o porte de armas ao cidadão e também por não garantir sua segurança. É um país de “valores esquizofrênicos”, escreveu ela num artigo publicado nesta terça-feira.

    Se as coisas derem errado no SBT, o que hoje parece improvável, Rachel pode voltar ao emprego público. Ao contrário do que disse, a licença sem vencimentos expira só em 2015. Até lá, Rachel está segura — uma garantia do estado.

     

    Sobre o Autor

    Jornalista, com passagem pela Veja, Jornal Nacional, entre outros. [email protected]

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/licenca-nao-remunerada-ate-2015-a-historia-real-do-emprego-publico-de-rachel-sheherazade/

      

     

  3. IV AVATAR

    18 de maio de 2014 7:41 am

    Hipócritas esses santinhos do pau oco

    Alguém com R$ 34,90 disponíveis poderia presenteá-lo a Marcos Feliciano.

    Mas o Marcos Feliciano já se entregou e pode até perder assento no “Conselho dos Puros”…kkkk

    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/feliciano-pode-perder-titulo-de-pastor-por-entrevista-na-playboy.html

  4. Ricardo Cesar

    18 de maio de 2014 1:15 pm

    Próximo passo: ABL, lá ela

    Próximo passo: ABL, lá ela também se sentira mais ou menos (por enquanto) em casa!

  5. Orlando

    18 de maio de 2014 1:28 pm

    Puro preconceito.

    Puro preconceito. Sobretudo, pura ignorância sobre literatura cristã evangélica. Em todos os setores há livros bons e ruins.

    Se você quer um escritor cristão consistente, leia C.S. Lewis ou Alister MCgrath. Inclusive creio  que o Mundo Cristão tenha livros deles.

    1. joselitus_maximus

      19 de maio de 2014 3:14 am

      Se abraçou com a Sheherazade

      Se abraçou com a Sheherazade agora aguenta.

       

      Além do mais esses 2 que você citou NÃO estão na lista de mais vendidos no próprio site da editora.

       

      O mais vendido é o Gary Chapman citado no post.

       

      edit: apaguei uma provocação pessoal inútil, nem graça tinha

  6. joselitus_maximus

    19 de maio de 2014 2:49 am

    “…Brennan Manning… qual

    “…Brennan Manning… qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.

    …De volta à vida civil, Manning tentou estudar jornalismo na Universidade do Missouri, mas seus questionamentos pessoais e a palavra de um conselheiro o levaram a um seminário católico…

    …carregou água para populações rurais e foi ajudante de pedreiro na Espanha; lavou pratos na França; deu apoio espiritual a presidiários suíços. Voltou ao campus no fim dos anos 1970 e, depois de enfrentar uma crise pessoal…”

     

    Engraçado ver o que dá e o que NÃO dá crise pessoal nos sujeitos.

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