Contestação de Aras coloca Lava-Jato em ponto crítico

Em meio a denúncias de irregularidades e críticas crescentes, integrantes da força-tarefa de Curitiba garantem que não tem nada a esconder

O Procurador-Geral da República, Augusto Aras. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A operação Lava Jato se tornou símbolo de combate à corrupção por muitos brasileiros, mas as sucessivas denúncias de irregularidades após seis anos e meio de atividades aumentaram o tom das críticas, tanto internas como externas.

A tensão aumentou após os recentes ataques da Procuradoria-Geral da República, o que levou a equipe coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol a confrontar diretamente o procurador-geral Augusto Aras.

Segundo informações do jornal Correio Braziliense, os procuradores acreditam que Aras deseja centralizar as investigações sobre corrupção e, caso necessário, proteger o presidente Jair Bolsonaro mais adiante por conta dos problemas judiciais envolvendo seus três filhos – Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. E o início das disputas entre a força-tarefa de Curitiba e a PGR teve início justamente com a saída do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro do governo federal.

Dentre as recentes polêmicas envolvendo a operação Lava-Jato, estão as notícias envolvendo o uso ilegal de equipamento de gravação e interceptação telefônica, além da suposta ligação da força-tarefa paranaense com o FBI e da suspeita de que a força-tarefa teria disfarçado os sobrenomes dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), em uma denúncia para que ela não fosse enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), continuando na primeira instância.

 

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