
Jornal GGN – Em decisão já esperada pelo mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu pelo aumento da taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, de 13,75% para 14,25% ao ano. A decisão foi unânime e sem viés.
Com o reajuste, a Selic retorna ao nível de outubro de 2006, quando também estava em 14,25% ao ano. A taxa é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
“Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 14,25% a.a., sem viés”, diz o colegiado, em comunicado divulgado após a reunião. “O Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso e Sidnei Corrêa Marques. O diretor de assuntos internacionais, Tony Volpon, se absteve de participar.
Em entrevista ao Jornal GGN, o economista-chefe do banco Santander no Brasil, Mauricio Molan, explica que a decisão ficou dentro do esperado, mas que houve uma mudança na nota divulgada após a reunião. “O comunicado fala de balanço de riscos e manutenção da taxa. Acho que o Banco central sinaliza que encerrou o ciclo de aperto, e que pretende manter a taxa (Selic) estável por um longo período de tempo”.
Segundo Molan, havia uma relação clara de que o Banco Central manteria o aumento dos juros enquanto a inflação não convergisse para a meta (4,50% de centro, 6,50% como teto) – desta forma, “ou a estratégia mudou, ou as expectativas convergiram para a meta”. Para o economista, “é mais provável que o impacto e a depreciação fiscal negativa tenham sido mais que compensadas pelas condições de atividade econômica”. Além disso, existe a possibilidade de que a economia brasileira não cresça em 2016, e a inflação deve cair.
“Na minha visão, o BC se amarrou demais na tese de que estaria ligando o aperto monetário com a inflação para 2016, o que não é factível para nós. Além de ver se a expectativa do BC será cumprida de fato, tem que ver se a narrativa adotada pelo BC vai começar a mudar, e isso ele ainda não mostrou na nota. Na nossa visão, a gente tem final de ciclo de aperto monetário”, explica Molan.
Quanto à questão cambial, o economista diz que o aumento da moeda deve afetar a convergência para a meta inflacionária, junto com as questões fiscais. “A gente projeta um dólar de R$ 3,60 para o fim do ano que vem, e um resultado primário menor, que vão em direção contrária à meta em relação a 2016. Existe a desconfiança de que o aperto fiscal não seria tão drástico, e a gente espera depreciação da taxa cambial nos próximos meses – não no curto prazo, mas em 2016, o que vai dificultar o cumprimento da meta”.
Para 2015, a projeção do Santander é de R$ 3,20 – para o economista, “houve certo exagero no curto prazo, e o mercado embutiu um risco muito elevado. Os riscos aumentaram com a probabilidade de corte na nota de rating, mas os riscos referentes à dinâmica da taxa de câmbio embute um prêmio bastante elevado para o Brasil”.
Carlos Henrique Pereira
30 de julho de 2015 1:33 amPagando os Agiotas.
Esses aumentos da SELIC não levarão o Brasil a nenhum lugar diferente do BURACO, além de não conterem nenhuma inflação, coisa aliás que os Agiotas não querem que seja parada. É chegada a hora do Governo encarar os Agiotas oficiais e discutir o que paga de juros a eles, exatamente como fez o Equador.
MauroSobral
30 de julho de 2015 2:14 amTaxa da imoralidae
Taxa imoral,obscena,promiscua,vaca…..,enquanto cidadãos perdem seus empregos,trabalhadores pagam impostos indescentes.Especuladores e banqueiros nadam em champagne pelo mundo, pagos pelo Governo que não tem qualquer planejamento de futuro.Repito, isso é imoral e deveria ter um basta!
Carlos A. M. dos Santos
30 de julho de 2015 2:14 amMedida jenial
Os juros continuarão a aumentar até que a popularidade de Dilma se torne menor do que zero e os lucros dos bancos infinitos. Parabéns aos jênios (assim mesmo) do planalto central por sua inigualável jenialidade.
oneide
30 de julho de 2015 3:17 amSeguirDilma RousseffConta
Dilma RousseffConta verificada@dilmabr
Seguir
Os tucanos sempre quiseram plantar dificuldades para colher juros. Eles plantam inflação pra colher juros
oneide
30 de julho de 2015 3:17 amSeguirDilma RousseffConta
Os tucanos sempre quiseram plantar dificuldades para colher juros. Eles plantam inflação pra colher juros
Ivan de Union
30 de julho de 2015 10:38 amMentira deslavada. A conta
Mentira deslavada. A conta esta aqui:
https://twitter.com/dilmabr
E nunca publicou nem publicaria isso.
oneide
30 de julho de 2015 12:34 pm(Sem título)
Ivan de Union
30 de julho de 2015 1:04 pmNao era importante dizer que
Nao era importante dizer que isso foi em OUTUBRO de 2014?
Mostre nos UM “petista” que anda colhendo juros, alias.
oneide
30 de julho de 2015 3:58 pmIvan você não tem memória ,
Ivan você não tem memória , esta afirmação foi não apenas escrita como falada e replicada por toda a “tropa” durante a campanha de 2014,assim como hoje é replicada a asneira de 1% de recessão se dever a lava jato.
“Mostre nos UM “petista” que anda colhendo juros, alias”
Não sei se juros mas lucros sim, o petrolão ta ai para comprovar.
Saraivaum
30 de julho de 2015 4:22 amAssim eu desisto!
Realmente não dá pra continuar a defender esse governo. Maior taxa de juros em 9 anos e previsão de maior inflação dos últimos 12, além de retração do PIB. Não precisa ser nenhum gênio pra perceber que a fórmula está errada. Desestimula-se o investimento produtivo (e o consequente aumento da oferta) em favor do rentismo e do endividamento público. Chega! #partiuhavana
KURK
30 de julho de 2015 10:42 amComo sair da crise e fazer
Como sair da crise e fazer economia para pagar banqueiro, vai se f…
alfredo machado
30 de julho de 2015 10:58 amcriminosos
Nassif,
Tombini e sua gangue, nenhum deles com o respaldo do voto popular, mas todos eles a arrebentar com as economias da população, prosseguem em sua marcha desprovida de qualquer lógica. O grupo, que mais parece uma quadrilha, apresenta um comportamento que já poderia ser considerado como suspeito.
Seria bom que estes justiceiros da LavaJato dedicassem atenção ao comportamento do grupelho do BC que vem dando, sem maiores explicações, uma verdadeira $$$ fortuna para a banca nos últimos 28 meses, ao arremessar a Selic de 7,25% em março/2013 para criminosos 14,25% em julho/2015.
Apenas uma certeza, toda a gangue de nove que detesta o país tem lugar garantido na banca tupiniquim.
Este é mais um dos diversos exemplos de comportamento “republicano” que o governo de DR oferece
José Almir
30 de julho de 2015 11:11 amAmigos
Parece que estou
Amigos
Parece que estou vendo o Professor Delfim Neto repetindo seu jargão preferido – o Brasil continua sendo o ultimo peru de natal do mundo.
Jorge Luis
30 de julho de 2015 11:40 amJá que a Lava Lato é
Já que a Lava Lato é responsável pela queda de apenas 1% no PIB, sempre temos o Copom para complementar esse índice.
RSF
30 de julho de 2015 11:54 amQue Festa…rsrsrsrsrs….
Quem paga a Conta ????????????????????????????
É o Brasil “MODERNO”….
EJ
30 de julho de 2015 12:00 pmDefinições
Trata-se, pura e simplesmente de injustificável desvio de recursos públicos para terceiros. Isto é crime e tem nome. O grupo de funcionários públicos que se unem para cometê-lo também pode receber um nome mais compatível com o crime cometido.
Alexandre borges
30 de julho de 2015 12:07 pmSó pra lembrar: não adianta
Só pra lembrar: não adianta culpar Tombini. Ele não caiu no Bacen de pára-quedas.
djalma santos
30 de julho de 2015 12:09 pmA Politica praticada pelo
A Politica praticada pelo Banco Central não é a politica do Tombini, mas da Presidenta Dilma. Do mesmo modo que a politica econômica do Levy não é dele, mas da Presidenta. Não votamos nestes personagens, votamos em Dilma, de modo que a resposabilidade é toda dela, pois cabe a ela nomear e demitir esses pessoas. Idem para ministro da justiça, planejamento, comunicações, etc.
Saiba Carlos Enrique Pereira que o Equador creseu 4.3% em 2014 e projeta um crescimento para este ano de 4%. A projeção da inflação para este ano é de 4%.
A Colombia cresceu 4.6 e projeta 3.5 para este ano com inflação de 2,8% em 2014 e projeção de 3,9% em 2015, e assim vai, com Chile, Perú, etc.
As pessoas estão se sentindo enganadas por este governo e quando falo pessoas, quero dizer de todas as classes sociais, é o que ouço todo dia, de pedreiros, de frentistas, de carpiteiros, de pequenos empresários, de médios empresários, etc.
É um sofrimento defender o governo da Presidenta Dilma, é quase isensato. Nem sei se acredito naquilo que estou defendendo últimamente.
alext4e
30 de julho de 2015 12:12 pmLIxo
Meu comentário no fora de pauta: O (des)governo da Dilma e do PT acaba de jogar toda a sua História e conquistas no Lixo! Desde 2002 que voto no PT, parei! Não votei e nunca tive inteção de votar em tucanos pois sei do que essa gente é capaz, mas não esperava que o PT fizesse isso com sua História, em sete meses, tudo no LIXO!
PT, um abraço!
Que a porra da terceira via apareça logo
hORA A VERDADE
30 de julho de 2015 12:22 pmPrimeiro, tem gente que acha
Primeiro, tem gente que acha que tem milhões de voto. Besteira, tem apeans um. Nos tempos de FHC chegou até aos 50% e ninguém morreu por isso.
DanielQuireza
30 de julho de 2015 12:54 pmA terceira via é a renuncia
A terceira via é a renuncia da Dilma e a assunção do Temer, que provavelmente desintegraria a lava jato.
O que acha ?
Jose Mayo
30 de julho de 2015 12:29 pmFingir surpresa não vale!
Esperar “clemência” também não; já está mais que acertada mais uma outra “porrada” de pelo menos mais 0,25% na próxima reunião do COPOM… mas tem lógica; as “reservas” já são deles, então, podem fazer o que quiserem.
Nós que arranjemos outras.
Senão vejamos:
Em janeiro de 2015, inicio de governo, taxa a 11,25… hoje, a 14,25… diferença = 3,0
dividido por 0,25 = 12 que, multiplicado por 7,5 bilhões (custo de cada 0,25% de juros ao erário) sai por…
90 (noventa) BILHOES AO ANO, em quatro anos, 360 BILHÕES!
Maravilha! Empata com as reservas! Tá tudo certo.
Né?
RSF
30 de julho de 2015 12:48 pmNúcleo “DURO”…
Reunião do “Núcleo DURO” (duro para quem cara pálida??????) do “governo”…rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs…
Jossimar
30 de julho de 2015 12:55 pmEnquanto o BC sangra a
Enquanto o BC sangra a economia real e a manda para o inferno da recessão e do desemprego, sem reação do governo dilma, lemos nos jornais:
Lucro do Santander no segundo semestre supera previsões;
Lucro do Bradesco aumento 18% no segundo semestre, etc etc
Estou começando a me convencer que o governo Dilma está se tornando uma ameaça ao futuro do Brasil.
Jossimar
30 de julho de 2015 1:05 pmAs vezxes acho que a Dilma
As vezxes acho que a Dilma que está aí é uma sósia.
Ela ficou quatro meses desaparecida e quando reapareceu estava uns 20 quilos mais magra.
Pode ser que não acharam uma sósia gordinha.
É difícl acreditar em uma mudança de rumo tão radical.
RSF
30 de julho de 2015 1:15 pmE la nave va…
jc.pompeu
30 de julho de 2015 1:52 pm… o ceo é o limite da
… o ceo é o limite da burrice econômica
Ulisses s
30 de julho de 2015 2:15 pmApesar de tudo
Ainda sou PT. Caso ao tem tenha tomado desmorial, ao final do governo FHC a taxa de juros no Brasil era de 24%. E lembro bem dos ponorgráficos 45% .
E sabiasmos exatamente o que planejava Aécio e Arminio Fraga se ganhassem o governo. Então, vamos dar tempo de ver se chega ou não aos valores do PSDB. Aí sim, eu posso começar a duvidar do PT
Ana Torres
30 de julho de 2015 5:42 pmO problema não é o que Aécio
O problema não é o que Aécio faria ou não. (Provavelmente ele o faria), o problema reside no fato de Dilma ter afirmado e reafirmado que NÃO o faria, ou melhor, afirmou que Aécio é que aumentaria os juros e NÃO ELA. Aí é que está o problema.
Jose Mayo
30 de julho de 2015 5:14 pmO “lado B” dessa estória, e que ninguém comentou…
É que o “ajuste fiscal” bateu asas e voou!
Toda aquela pataquada desestruturante e anti-política do início do governo, que jogou a aprovação pública da PresidentA à expressão de um dígito, foi “dissolvida” numa mera reunião de burocratas comprometidos, que não receberam sequer um voto, mas tem mais poder que o Executivo e Legislativo juntos!
Volto a insistir na tese de que a verdadeira “caixa-preta” da política nacional, onde se imola o sangue do Brasil no altar do “rentismo” (ia escrever em maiúsculas, como convém aos deuses, mas não consegui), está nas relações do Banco Central com a Banca privada, e viria muito bem uma CPMI de cabo a rabo nessa estória mal contada.
Se é pra “detonar com tudo”, que ao menos coloquem a bomba aonde faça bom efeito; perto da corrupção na estrutura monetária do país, os empreiteiros são apenas crianças mal comportadas.
Na próxima reunião do COPOM, alguém deveria trancar a sala e jogar a chave fora!