5 de junho de 2026

Cruz Vermelha: “A guerra na Faixa de Gaza é um fracasso moral”

A chefe da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, fala sobre incapacidade da comunidade internacional de parar "níveis tão elevados de sofrimento"
A chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric. Foto: Yvon Labarthe/CICV

“Fracasso moral”. Desta maneira, a chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric, acredita que a guerra na Faixa de Gaza representa ao mundo, conforme declaração durante uma conferência de imprensa realizada nesta terça-feira (19) em Genebra, na Suíça.

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“Falei de fracasso moral porque cada dia que passa é mais um dia em que a comunidade internacional não se mostrou capaz de pôr fim a níveis tão elevados de sofrimento, e isso repercutirá por gerações, não apenas em Gaza”, lamentou.

Spoljaric esteve na Faixa de Gaza, na Palestina, e em Israel.

Ela instou Tel Aviv e o movimento palestino Hamas a continuarem as negociações para a libertação dos reféns com o objetivo de um novo acordo para parar temporariamente o conflito.

Uma trégua mediada pelo Qatar, Egito e Estados Unidos durou uma semana, no final de novembro, e levou à libertação de 110 reféns em Gaza em troca de 240 mulheres e adolescentes palestinos presos por Israel. No entanto, em 1º de dezembro, recomeçaram os intensos combates.

Operacionalizar novo acordo 

“Continuamos conversando com todas as partes para que possamos nos preparar para operacionalizar o acordo que alcançarem”, disse a chefe do CICV. 

“O que está claro é que, ao nível atual das hostilidades, uma resposta humanitária significativa continua a ser extremamente difícil, senão impossível”, acrescentou.

Por outro lado, atacou os israelenses que criticaram o CICV por não fazer mais para libertar outros cativos e fornecer-lhes cuidados médicos, embora a organização humanitária tenha facilitado a libertação de alguns deles durante a trégua. “Você não vai lá, pega os reféns e os tira (…) não é um serviço de táxi”, disse Spoljaric. 

Com informações da Agência RT

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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  1. +almeida

    20 de dezembro de 2023 4:08 pm

    É inacreditável como uma só pessoa, consegue persuadir outras poucas pessoas, a conseguirem autorização para destruir e jogar no lixo da história universal, a imagem e reputação de uma nação? Como conseguem chegar a tanto, mesmo depois de se perceber que se trata mais de uma questão pessoal, por conta da ganância e da ambição?
    Ou então, não seria impossível imaginar que o assim fizeram propositalmente e, talvez, para atingir a sua própria nação, através de um suposto “fogo amigo vingativo”.
    Que poder é esse que esses homens possuíram, e possuem, que deixou, e deixa, vários exemplos espalhados por todo o planeta?

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