5 de junho de 2026

Damares contamina governo com convicção religiosa pessoal, diz MP

Ministério Público pede investigação contra Damares ao TCU, após jornal revelar que ministra agiu para evitar aborto previsto em lei, violando a laicidade do Estado

Jornal GGN – O Ministério Público pediu ao Tribunal de Contas da União que investigue se a ministra Damares Alves usou o aparato do Ministério da Mulher e Direitos Humanos para fazer valer sua visão pessoal sobre o aborto, apesar de o procedimento em caso de estupro estar previsto em lei. Nesta segunda (21), a Folha de S. Paulo revelou que Damares orquestrou ações para impedir o aborto na menina de 10 anos que foi estuprada pelo tio no Espírito Santo.

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No pedido de investigação, a Procuradoria diz que Damares viola o princípio de que o Estado é laico e pede para o TCU apurar se “a Administração Pública Federal, mesmo ante a laicidade constitucional do Estado brasileiro, vem deixando contaminar os atos oficiais do governo por convicções religiosas pessoais de seus integrantes”.

Para o MP, “o aparato estatal foi posto em ação meramente para dissipar angústias pessoais da ministra Damares Alves, que tem, relativamente à questão do aborto, uma postura contrária ao ordenamento jurídico brasileiro, o qual permite clara e expressamente hipóteses de exceção à regra geral de criminalização do procedimento.”

“O órgão público foi conduzido não de acordo com o que lhe impõe a Constituição e a lei, mas, sim, de acordo com as convicções morais e religiosas de sua dirigente, não só dificultando ato protegido pelo ordenamento jurídico, bem como favorecendo ocorrências que esse mesmo ordenamento jurídico procura evitar”, diz a representação.

Nas redes sociais, Damares escreveu que a reportagem da Folha não prova nada e ameaçou críticos com processo judicial.

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3 Comentários
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  1. Vladimir

    21 de setembro de 2020 9:15 pm

    Este governo não é contaminado. Contamina!

  2. C.Poivre

    21 de setembro de 2020 9:32 pm

    Se não existissem as religiões o mundo seria um lugar bem melhor de se viver.

  3. peregrino

    21 de setembro de 2020 9:43 pm

    Os sistemas de referências têm que ser a Constituição e as Leis, não a Bíblia…
    fugir disso é o mesmo que entregar um barco a motor a quem só entende de remos

    É por isso que o Brasil ficou à deriva com a entrada dessa gente no governo, ao sabor dos ventos celestiais, mas dos que trazem tormentas pessoais

    se não aguentam o tranco da realidade, que voltem para suas igrejas e quartéis

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