Simone Castro pelo Facebook
Ref.: Três candidatos disputando a velha política
Vou iniciar minha crítica pela parte do texto a que fui mais sensível. “O maior desperdício do país não é de água jogada fora. É de ideias desperdiçadas.” Isso foi uma estocada! talvez pra despertar do idílio pelo Dia das Mães e lembrar que esse dia a gente atende também o mercado. Ele sempre presente!
Não há como discordar: os três principais candidatos estao fazendo a velha política. Nada de novo na forma. Mas acho que você está sendo duro demais. Porque há também responsabilidade da parte da sociedade que quer mudança, mas que muito mal se organiza e quando se organiza, muito mal negocia ou apresenta sua pauta. Na minha visão a mudança que desejamos na política só vai acontecer quando nós formos os protagonistas.
Circulou ano passado uma entrevista do Lula muito interessante. Sem ser precisa, ele diz, sem pudores, que precisamos de uma constituinte exclusiva, pois nao vamos esperar mudança por parte daqueles que têm interesse na perpetuaçao da coisa, né?! Ele está certíssimo e o resultado das manifestações do ano passado, sob a minha visão, só servem pra confirmar isso.
Não pretendo convencer que a Dilma não esteja comprometida com mudança. Ao contrário, eu acho que ela está, só não tem respaldo político para isso. E esse respaldo teria que vir da sociedade. Mas não vem. E acredito que não vem justamente porque não percebemos que ela é única possibilidade de mudança.
Veja bem, não acho que com ela haverá infalivelmente mudança, porque se fosse tão simples e dependesse só da voltade dela, já teríamos uma nova forma de fazer política. O que tento dizer é que com ela há sim possibilidade. E acho que ela lançou manifesto nesse sentido, ano passado com a sugestão da constituinte e na manifestação de primeiro de maio, mas não colaram porque ela não saiu daquele modelo de política que esperamos. Estamos na seguinte encruzilhada: dizemos, “olha só, mude que mudamos pra você”. Enquanto ela tenta nos dizer, “olha só, eu só consigo mudar se você estiver comigo”. ou seja, cada lado espera que o outro resolva.
Enfim, saímos às ruas reivindicando. Dilma acenou com mudança, mas deixou claro, “isso só pode vir com uma constituinte. Vamos fazer uma reforma pontual na constituiçao?” Quem não queria mudança e tem um poder maior porque conta com maior visibilidade, gritou, e todos que estavam na ágora se recolheram. E a grande maioria, convencida de que a Dilma era golpista, voltou-se contra ela. A pressão foi imensa. Ela voltou atrás nas ideias e atendeu aos interesses do capital. A Selic subiu na medida inversa da falta de apoio.
Enfim, não só tiramos nosso apoio, mas também permitimos uma recuperação dos grupos que estavam descontentes com a curva descendente da Selic. E ninguém gritou. Melhor, alguns movimentos sociais e sindicais mais radicais continuaram na luta, mas porque radicais, nunca são considerados.
Acho que os demais atrasos que o governo Dilma impôs seguem a mesma lógica. Falta sustentação política pra avançar. E entendo que ela continua fazendo velha política porque é preciso ganhar as eleições. Afinal, as políticas públicas são colocadas em prática por quem detém o poder executivo. Foi preciso esperarmos mais de cem anos de história da república para trazermos os pobres para o centro das políticas públicas. e pelo menos isso nao podemos perder.
Vejo um grande problema quando reduzimos os três à forma. desconsideramos as diferenças naquilo que deve mais importar, as ideias que casda um apresenta e a possibilidade de mudança. quem “bancará” esse modelo com participaçao social, não só envolvendo toda sociedade, mas colocando os interesses da coletividade como fim?!
Quando ela se dirigiu aos trabalhadores na última manifestaçao em cadeia nacional, entendi que essa declaraçao náo só indicava o lado que estva, mas que tínhamos que caminhar juntos. efim, acho que há mais em disputa do que a velha política. pode ser que a estocada nao tenha sido suficiente pra me acordar do idílio. mas, sinceramente, prefiro ter ainda um sopro de esperança. é isso que me move, inclsuive, a dialogar.
jc.pompeu
11 de maio de 2014 7:23 pmo que não falta no brasil
o que não falta no brasil cordial solidário é respaldo popular espontâneo solícito para empurrar carro enguiçado na rua de mão única e respaldo popular festivo religioso para levantar escorar na força bruta uníssona poste de festa junina na roça…
Ivan de Union
11 de maio de 2014 7:44 pmSo pra me repetir mais uma
So pra me repetir mais uma vez: contem pro Brasil inteirinho quantas vezes a “Base Aliada de Trairas” trairou nao somente Dilma como ao proprio Lula.
Contem nao, denunciem pra quem quizer ouvir, e especialmente pra quem nao quizer ouvir tambem. Falem pro Brasil inteirinho pra DERRUBAR A BASE ALIADA DE TRAIRAS PRIMEIRO.
Depois, logo depois, o judiciario inteiro.
A luta nao vai ser o inferno que voces estao pensando. Vai ser bem pior.
Andre SP
11 de maio de 2014 7:54 pmNão no país do cada um por si
Não no país do cada um por si e com uma midia trabalhando contra. O povo nunca saberá qual caminho seguir. Muito menos aquilo que deve apoiar.
Chico Pedro
11 de maio de 2014 7:59 pmSe não conseguem apoio para
Se não conseguem apoio para aprovar questão mínima no Congresso vão conseguir emplacar uma Constituinte..? Se nós matamos as idéias boas essa é uma que já mereceu nascer morta. Beira o ridículo…
Não haverá Reforma Política nenhuma sendo realizada numa tacada, ela virá aos poucos e do modo que as coisas acontecem sempre: gradual e lentamente.
Vejam-se plenamente contemplados e felizes com o fim do financiamento privado no Supremo. Já é muito para o andar da carruagem.
O resto é conversa fiada. Mas gostam disso…
P.s: o único meio de boas reformas no sistema político está a vista de todos, desde sempre, basta um mínimo de bom senso: fatiar ao máximo, aprovar aos poucos. Só assim.
alfredo machado
11 de maio de 2014 8:52 pmApoio popular
Sandra,
Não só concordo como vou além, nenhum governo democrático, ou relativamente dempcrático, executa política de alto nível sem que consiga ter respaldo popular.
Se DRousseff depender disto estará roubada, porque a sociedade brasileira não consegue, isto por diversas razões, compreender que ela, sociedade, também tem que fazer a parte que lhe cabe.Aqui, tudo o que vier a acontecer de equivocado será sempre encarado como culpa do governo – noves fora o exagero, a turma acredita piamente que cabe ao governo levar o sapato furado do fulano no sapateiro.
Fabio Passos
11 de maio de 2014 9:15 pmDilma deve buscar o apoio dos pobres… e enfrentar o PiG!
Entre os 3 candidatos, não há dúvida que Dilma é a mais próxima dos interesses da maioria pobre e trabalhadora.
Basta ver o PiG.
Quem conta com apoio e/ou simpatia do PiG… não presta!
joao
11 de maio de 2014 9:32 pmE acho que ela lançou
E acho que ela lançou manifesto nesse sentido, ano passado com a sugestão da constituinte e na manifestação de primeiro de maio, mas não colaram porque ela não saiu daquele modelo de política que esperamos.
– E o mais Medicos! Desengavetou na hora.
Estamos na seguinte encruzilhada: dizemos, “olha só, mude que mudamos pra você”. Enquanto ela tenta nos dizer, “olha só, eu só consigo mudar se você estiver comigo”. ou seja, cada lado espera que o outro resolva.
– Nao creio tanto assim. O movimento social saiu as ruas. Tentaram botar cabresto.
E a grande maioria, convencida de que a Dilma era golpista, voltou-se contra ela. A pressão foi imensa.
– Sim foi um golpe politico, contra os movimentos e com temor. Medo e desconhecimento. Os mais medicos foi sustentado por este movimento silencioso.
E é tanto assim, que todos os governadores tremeram e somente Sergio Cabral quebrou. E as prefeituras Brasil afora calaram. Ela assumiu o que não lhe pertencia politicamente e eram CONTRA AS ADMINISTRACOES LOCAIS, não federal.
Esvaziou o movimento e ainda defendeu a politica vigente.
Não sobe administra, liderar um movimento que esta engasgada nas politicas sociais, transporte, educação, esgotos, no bem estar social das cidades, das favelas, das periferias, dos subúrbios. Na obstinação dos administradores políticos destas cidades, comunidades em arremessarem com mais benefícios aos favorecidos no sistema e aos transportes individuais, negando, deixando de fora a maioria da população que necessita.
Assis Ribeiro
11 de maio de 2014 9:50 pmMesmo com as fortes pressões
Mesmo com as fortes pressões populares de 2013 contra a política, e com a chamada de Dilma, do PT, da OAB e similares pedindo a Constituinte da reforma política, o Congresso conseguiu abafar esse desejo da sociedade.
Só não perceberam que os mesmos que estavam nas ruas em junho deram uma trégua ao perceberem que a mídia tinha desvirtuado as propostas das manifestações manipulando para dizer que se tratava de uma manifestação contra Dilma.
Todos entraram nessa, inclusive alguns petistas.
No entanto, Dilma, Lula, e outros próceres sabem que tais movimentos vieram para ficar.
Com a vitória de Dilma, se o congresso não aprovar a Constituinte teremos problemas ainda mais sérios e eles, mídia e parlamentares serão os responsáveis.
Athos
11 de maio de 2014 10:20 pmMas quem foi o gênio que
Mas quem foi o gênio que concluiu isso?
O Nassif eu sei que não foi, porque ele chamou a proposta da Dilma de bode na sala.
Um dia ele nos conta o motivo de sua decepção.
Quem concluiu foi a própria Dilma devido a mais absoluta incapacidade de avaliação da realidade de todos os analistas do país, Nassif junto.
ArthurTaguti
11 de maio de 2014 10:26 pmEu acho este discurso todo
Eu acho este discurso todo muito autocomplacente. Foi Lula e os dirigentes petistas que decidiram optar pela política conciliatória, cujo mote era o tal do governo em que todos saíam ganhando.
Desarmar a radicalização do grande capital (só lembrar do “Risco Lula”) implicou amansar os movimentos sociais e sindicatos ligados ao PT, que doravante foram incorporados na administração pública via principais dirigentes.
Aquela capa clássica da Veja, com um bicho de três cabeças (lenin, trotsky e marx), se tornou passado quando o partido no poder substituiu a política de militância e de pressão pela tal da “velha política”, que agora – vejam só – a Dilma e Lula descobriram que não levam em nenhum lugar, em termos de mudanças mais profundas, a descoberta da pólvora.
A autocomplacência vem em ignorar o fato de que o PT já teve ampla influência sobre essa tal de “sociedade organizada”. O adjetivo “organizada” diz tudo: é por meio de instituições, partidos, líderes e militância que se organiza o debate de ideias. O PT pré-2002 era o centro nervoso de muita coisa de novo que vinha em termos de alternativa a “velha política”.
Quando o partido se burocratizou na estrutura do poder federal, a organização em torno da “nova política” regrediu. Quem era o responsável por grande parte da coisa – o PT -, disse para a tropa se acalmar, pois a institucionalização dessa luta política levaria a melhores resultados. Tudo ficou tão desarticulado, pois os que optaram por permanecer nas ruas foram chamados de ultra-esquerdistas ou “joguetes da direita”, que só com o advento das redes sociais que a política de rua entrou em pauta, sem o PT e de uma forma totalmente desorganizada e caótica.
Então, eu até entendo que fora uma opção até certo ponto justificável Lula oferecer certos acenos a elite, no começo do seu mandato, pois era aquilo ou a forca, mas o problema foi quando, além de estes mimos serem mantidos ao redor dos tempos, o PT acabou aprofundando esta política conciliatória mais e mais.
Talvez isso se deva a uma espécie de “síndrome cigarra”, já que o mandato Lula ocorreu em tempos de pujança, com o preço das commodities lá em cima, o que deu margem para aumentar salários e fazer algumas concessões aos mais pobres. Mas fato é que não houve movimento algum, de inflexão ou algo do tipo, de organizar novamente a militância e os movimentos sociais em torno da “nova política” que o partido pregou tanto na oposição. Cadê as “caravanas da cidadania” e as viagens ao redor do Brasil que Lula faria para propagandear a reforma política?
Por fim, num ponto eu concordo com a comentarista: é responsabilidade também da sociedade se mobilizar em torno da reforma política. A diferença é que eu não espero nenhuma conduta mais pró-ativa do PT ou dos movimentos sociais/sindicatos ligados ao partido. Se dizer a favor e culpar o ente abstrato “sociedade”, por não fazer sua parte, é fácil. Palavras podem ser jogadas ao vento da maneira que se bem entender. O difícil é ser mais enérgico, contrariar a própria base peemedebista, os grandes financiadores de campanha, em torno dessa reforma.
Até agora, o que vejo é o PT indo para mais uma campanha nos braços da mesma base governista fisiológica, e dos mesmos financiadores de campanha trilhardários.
Anarquista Lúcida
12 de maio de 2014 2:16 amDiscurso demagógico que só bota lenha na fogueira da Direita
Nao vê diferenças, exige o impossível, o que pode ser muito poético, mas só ajuda as forças que querem o retrocesso. Governo nenhum tem vara de condao.
Chico Pedro
12 de maio de 2014 10:00 amViraria tópico.? Difícil…
Viraria tópico.? Difícil…
Miguel A. E. Corgosinho
12 de maio de 2014 12:02 amA verdadeira dificuldade de Dilma
O que faltou a Dilma foi coragem para bater o martelo das mudanças de alteração no desenvolvimento da economia, visto que a base produtiva é produto de uma atividade anterior adquirida.
As ruas lhe davam legitimidade de admitir a ação recíproca ao modo de organização da sociedade civil em termos determinados das condições políticas – quer dizer, de fazer o resumo oficial da sociedade para a sociedade oficial.
Pelo fato da geração sucessiva – de que o valor dos homens que atuam entre si se encontram na produção – o poder está nas posses das forças produtivas, Dilma perdeu mais do que o bonde da história; ou perdeu a consciência de um caráter peculiar, distinto da humanidade: A auto-mutação de valor.
O método objetivo da auto-mutação original precisa ser concebido nomeadamente na moeda de conversão, e não enquanto prática revolucionária, para entrar em jogo nas relações internacionais.
peregrino
12 de maio de 2014 12:06 amsigo confiante………………..com Dilma de novo
ou só com ela é que poderemos ter o fim da velha política………………
saca só como pode acontecer:
povo da avenida quer ser seguido pelos políticos (impulsionados pela mídia)
e povo do Brasil quer um político em quem possa confiar e seguir (impulsionados pelo que já conquistaram)
o povo é muito simples e nem um pouco contrário ao que já conquistou
peregrino
12 de maio de 2014 12:16 ambem……………..posso estar completamente enganado
mas quando vejo alguém falando da política ou do modo de atuação de um ou outro político,
também vejo que isto não significa que o povo do Brasil pensa da mesma forma
peregrino
12 de maio de 2014 12:49 amcomo nossa Democracia é ainda de berçário…
não pode haver analista que não seja……………..
e por falar em berçário, grito PARABÉNS às mamães do pedaço………………………………………………
amor de mãe é o único que reconheço como sendo a verdadeira e única religião, universal
Deus em cada uma delas, Deus em todo lugar
Luiz Eduardo Brandão
12 de maio de 2014 1:12 amRespaldo popular precisa ser conquistado
O povo não dá seu apoio sem mais nem menos. Nem pode mudar nada sozinho: para fazê-lo, como já foi dito e repetido aqui por nosso anfitrião, necessita de líderes, sustentados, é claro, por movimentos sociais, de ideias, partidários… O apoio popular às grandes mudanças precisa ser conquistado. E para conquistá-lo, é necessário, repetindo outra vez, que um líder formule claramente as bandeiras da mudança e, não só isso, empolgue o povo em torno delas. Lula foi capaz de fazê-lo, com as bandeiras da inclusão social: soube formulá-las e conquistar o povão, implantando-as com sucesso. As mudanças principais que o povo deseja agora estão postas e já foram tão comentadas aqui e em toda parte que é inútil recordá-las: vão da superação da “velha política” a melhorias básicas na vida cotidiana, como transportes, educação, saúde, segurança. É inacreditável que as explosões de 2013 tenham pegado o gov. e o PT de calça curta: como é possível um gov. e um partido dos trabalhadores terem ficado catatônicos por se reivindicar educação, saúde, transporte de melhor qualidade? Os dias que Dilma levou para reagir a essas reivindicações óbvias duraram décadas!
Dilma está há quatro anos no poder. Por que mudanças profundas, históricas ela batalhou? De fato, visivelmente, quero dizer. Não basta proclamar de vez em quando, p. ex., que é preciso fazer uma reforma política, via constituinte ou lá o que for. Que passos deu no sentido de mudar a velha política em seus 4 anos de poder? Não basta, nem de longe, ter dito duas ou três vezes que a reforma política é necessária. Que passos deu no sentido de buscar o apoio do população, via, por exemplo, movimentos populares — MST, sindicatos etc.? Não foi capaz nem sequer de montar uma estrutura minimamente eficiente de comunicação, para tentar conquistar o povo. Por que este iria acreditar em sua vontade de mudança, apesar de obviamente sincera? Por que iria respaldá-la?
Se ela vencer a eleição, vai ser pela força do impulso que vem lá de trás, dos governos Lula pós-mensalão. Quem sabe vá mudar no segundo mandato, saindo da clausura palaciana para ser a grande líder política que nossa história requer. Dificil crer que mude muito, que dentro de 1 ano, no máximo, se torne o que não foi capaz de ser nesses 4 anos, e em condições políticas e econômicas, ao que tudo indica, bem mais difíceis e complexas. E o pior é que não há sinal de que vá aparecer, em 2018, uma nova leva de líderes, unzinho que seja, para conduzir o país: nem formuladores de grandes projetos, nem os políticos capazes de pô-los em prática.
Atribuem a um desencantado Oswaldo Aranha a frase que continua hoje de triste e angustiante atualidade: “O Brasil é um deserto de homens e de ideias.” [N..B: homens = líderes, na linguagem da época. Logo, entenda-se, também mulheres]
Anarquista Lúcida
12 de maio de 2014 2:20 amPor que mudanças ela batalhou?
Pela melhoria da saúde, Programa Mais Médicos;
Pelo fim da miséria absoluta;
Tentou — perdeu essa, mas as forças contrárias sao fortes demais — diminuir os juros.
Agora, o Paraíso na Terra ainda demora um pouco, sabem? E governo nenhum tem vara de condao.
peregrino
12 de maio de 2014 1:13 amfui falar de amor de mãe e me arrepiei todo…
vou sair de mim…………………………………………………………………………………sonhar nos seus braços