4 de junho de 2026

Dilma Rousseff confirma Guido Mantega na Fazenda

http://www.fazenda.gov.br/audio/2010/novembro/a241110b.asp

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………O ministro enfatizou também que após adotar políticas anticíclicas, visando manter a atividade econômica durante o período da crise financeira internacional, o governo passará a atuar de forma contracionista. O objetivo é reduzir os gastos, principalmente as despesas de custeio e aumentar a poupança pública.
“No período da crise nós aumentamos gastos e reduzimos o primário para viabilizar a rápida recuperação da economia brasileira. Agora, superada a crise, vamos recuar e reduzir os gastos”, declarou. Segundo o ministro, o BNDES receberá menos recursos públicos, abrindo espaço para o setor privado financiar investimentos de longo prazo….

Ministro diz que sua missão será manter o crescimento sustentável da economia com inflação controlada e redução de gastos públicos
O secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo (SP), integrante da equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff, confirmou hoje (25/10), durante coletiva à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a permanência do ministro Guido Mantega no comando da Fazenda.
Também anunciou a indicação do atual diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, para a presidência da autoridade monetária. Miriam Belchior, coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foi confirmada para assumir o Ministério do Planejamento a partir de 1º de janeiro.

Durante a entrevista, Guido Mantega disse que seu compromisso, no próximo governo, será o de consolidar o crescimento econômico com solidez fiscal, reduzindo gastos públicos, e com estabilidade monetária, mantendo a inflação sob controle. “Graças ao novo modelo de desenvolvimento implementado pelo governo Lula a economia brasileira é uma das que mais cresce no mundo”….
….O ministro reafirmou que este ano o país crescerá 7,5%, com inflação dentro da meta (4,5%) e contas públicas equilibradas. A previsão, segundo ele, é de que em 2010 o déficit público nominal (receitas e despesas, incluindo os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública) seja de 2,2% do PIB. “O menor déficit entre os países do G-20”, ressaltou.
Ele acrescentou que tem como missão manter o crescimento da economia no patamar médio de 5,5% nos próximos anos. Conforme o ministro, será um crescimento de qualidade, com aumento de investimento e fortalecimento do mercado interno. “A geração de emprego será prioridade máxima”, acrescentou, lembrando que até o final de 2010 o país terá criado 2,4 milhões de novos postos de trabalho.
Ele disse também que o objetivo do governo para os próximos quatro anos é continuar diminuindo as desigualdades sociais e a miséria a partir do crescimento econômico sustentável, que não gera endividamento do Estado e inflação.

Além disso, o crescimento será apoiado na solidez fiscal, com manutenção das metas de superávits e redução da dívida pública, que hoje chega a 41% do PIB. A intenção do próximo governo, disse, é reduzir para 30% a relação dívida/PIB até 2014.

Inflação – Mantega destacou que a inflação continuará sendo controlada e administrada pelo sistema de metas. Assim, a expectativa é de que inflação continue em 4,5% até 2012. “Vamos persegui-la (a meta) e cumpri-la nos próximos dois anos”, reforçou.
O ministro enfatizou também que após adotar políticas anticíclicas, visando manter a atividade econômica durante o período da crise financeira internacional, o governo passará a atuar de forma contracionista. O objetivo é reduzir os gastos, principalmente as despesas de custeio e aumentar a poupança pública.

No período da crise nós aumentamos gastos e reduzimos o primário para viabilizar a rápida recuperação da economia brasileira. Agora, superada a crise, vamos recuar e reduzir os gastos”, declarou. Segundo o ministro, o BNDES receberá menos recursos públicos, abrindo espaço para o setor privado financiar investimentos de longo prazo….

….Mantega alertou ainda que a consolidação da atual política fiscal corre riscos caso o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, o reajuste dos aposentados que ganham mais de dois salários mínimos e o aumento de salários para judiciário e para o funcionalismo público federal.
De acordo com o titular da Fazenda, somente a PEC 300, que cria o piso nacional para os policiais Militares e Civis e do Corpo de Bombeiros, representará um aumento de R$ 43 bilhões para a União, Estados e Municípios.

Ele afirmou ainda que a política fiscal também correrá risco caso o Parlamento aprove o salário mínimo acima de R$ 540,00 para 2010.
“É preciso esforço comum do Executivo, do Legislativo e do Judiciário para contenção dos gastos.” Mantega garantiu que os líderes na Câmara e no Senado sabem a posição do governo. “Nós vamos nos empenhar para que estes projetos não sejam aprovados”.
O ministro não confirmou a manutenção da atual equipe de secretários do Ministério da Fazenda, incluindo o da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, mas sinalizou: “a maioria vai continuar”….

Redação

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