“É como gravar uma ida ao bordel”, diz ministro sobre reunião ministerial de Bolsonaro

Vídeo que foi entregue ao STF "só mostra a personalidade suicida do presidente", disse o magistrando à CNN

Jornal GGN – Um ministro do Supremo Tribunal Federal disse em caráter reservado à jornalista Basília Rodrigues, da CNN Brasil, que a reunião ministerial em que Jair Bolsonaro pressiona a Polícia Federal e ameaça demitir Sergio Moro parece uma “ida ao bordel”.

A comparação foi feita no intuito de expressar a falta de cabimento em registrar em vídeo uma reunião totalmente fora das regras de etiqueta que deveriam ser seguidas pelas autoridades máximas de um País.

“Para gente que cuida de segurança, uma reunião como essa não caberia nem ser gravada, para o registro de palavrões? Condutas? É como gravar uma ida ao bordel”, afirmou um ministro à repórter.

“Isso só mostra a personalidade suicida do presidente. É uma situação complicadíssima”, acrescentou.

Na semana passada, a imprensa revelou que, na reunião, ministros do governo xingaram membros do STF e comentários indevidos sobre a China também foram registrados.

A decisão de liberar o vídeo anexado ao inquérito que apura a interferência de Bolsonaro na PF é do ministro Celso de Mello.

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13 comentários

  1. Não apenas a mencionada reunião, o governo atual já é um bordel de terceira classe onde o preço cobrado é altíssimo.

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  2. Sacanagem com os bordéis. Merece um processo por comparar o pior esgoto que já passou por Brasília com um local, que, acreditem, proporcionam que algumas mães alimentem seus filhos.

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  3. Nassif: como a grande maioria do populacho de Pindorama nem faz ideia de como é um bordel acho que o ministro responsável pelo caso deveria autorizar a mostra pública do video. Tão dizendo que é um misto de festa satânica com reunião da Elite. Deve rolar todo tipo de sacanagem (sadia). Acho que é de fazer corar os frequentadores dos puteiros de Sodoma e Gomorra. E pensar que o Palácio do Planalto já foi sede de governo… Desvio de finalidade?

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  4. É um assombro imaginar a psiquê e o caráter da gente que faz parte desta cúpula (ou cópula, se é um bordel?). Pior ainda é supor os porquês de alguns, que ainda se encantam a adentrar nas ruínas da sociedade.

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  5. No caso de liberar para divulgação completa, STF bem que podia recomendar a colocação de legenda em português culto ou entendível…
    rola por aí que tem de tudo nessa filmagem, até o Capeta em pessoa fazendo selfies com Bocage

    • para os jovens que talvez desconheçam, segue uma Du Bocage bem ao estilo de alguns presentes…

      Soneto do Pau Decifrado
      por Bocage (colado do blogue de literatura da Sara)

      É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
      Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
      Dá leite, sem ser árvore de figo,
      Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:

      Verga, e não quebra, como zambujeiro;
      Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
      Brando às vezes, qual vime, está consigo;
      Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

      À roda da raiz produz carqueja:
      Todo o resto do tronco é calvo e nu;
      Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!

      Para carualho ser falta-lhe um U;
      Adivinhem agora que pau seja,
      E quem adivinhar meta-o no cu.

  6. E qual é a importância (ou, talvez seja melhor dizer: qual é a realidade) que tem o “assombro” de um ministro do STF ante a completa vulgaridade do atual presidente e do seu bando de ministros? Estes ministros do STF sabem muito bem qual é a realidade política dominante do país, qual a realidade política do congresso, qual a realidade das elites, e qual a realidade de si próprios: a realidade de que foram os fomentadores do golpe político contra Dilma Rousseff e o PT (golpe que levou esse país ao caos absoluto em que se encontra hoje), e a de que são forças essencialmente reacionárias. O brasileiro médio tem um fetiche absurdo por heróis, por ídolos, por campeões da moral e da ética (diga-se, do moralismo), e basta um ministro qualquer do STF barrar uma nomeação do presidente do país, ou um outro pronunciar veredictos “éticos” sobre a política nacional, para que tais ministros sejam tratados como líderes, como virtuosos (a despeito de todas as decisões irresponsáveis ou altamente questionáveis que tenha tomado no exercício do cargo); O mesmo fetiche ocorre quando um ministro da saúde é exaltado e elogiado sem qualquer motivo realmente pensado, analisado e ponderado, mas simplesmente porque”ele” se opõe “eticamente” ao imbecil do presidente da república (não é elogiado pela política pública de saúde do seu ministério, pelo auxílio material e logístico, do mesmo ministério, aos governos estaduais, ou pela eficiência da rede federal de hospitais); O mesmo fetiche ocorre quando governadores estaduais incompetentes, politicamente deploráveis, reacionários, são elogiados como mestres políticos e homens de moral, simplesmente por fazerem o elementar, o primariamente racional (mas é claro, dando-se área de importância, de homens éticos, de políticos preocupados com a vida humana). Esse brasileiro médio fetichista de seus heróis (fetichismo que na verdade é um voyeurismo do poder) é tanto o proletariado e sub-proletariado ignorante e semi-analfabeto que votou no atual presidente, sem ter motivos para tanto; quanto o indivíduo de classe média (classe média reacionária e tosca,onde o voyeurismo do poder alcança a mais completa tara da pulsão sexual), que “acredita” possuir princípios éticos; quanto os membros das elites nacionais, que pelo arranjo institucional do pais tiveram como área de ação definida, o campo da comunicação social ou societária, e que assim “acreditam” ser os seres éticos por excelência e atribuem-se o direito de criar e de vomitar verdades absolutas. Esse brasileiro médio fetichista de seus ídolos e heróis é também o indivíduo intelectualizado, que pertencente ao proletariado, à classe média, ou às elites, crê-se (por força de seu intelectualismo) superior e como que pairando acima de suas condições sócio culturarais próprias de existência, numa convivência exclusiva com a correção, a racionalidade, a retidão intelectual, e na espera eterna da chegada do bom senso aos homens, e que enquanto esperam escrevem comentários éticos em blogs e jornais (o fetichismo de um país melhor que há de vir, de uma vida plenamente ética que virá, ou seja, seus ídolos). Definitivamente, quando a burguesia fala em ética ela está falando em estética. E o Brasil é um país totalmente burguês, no sentido do elogio da mediocridade, da mediania calculada, do pequeno interesse próprio, que vigora em todos os homens de todas as classes. Talvez seja preciso lembrar Brecht: Primeiro a barriga depois a moral.

  7. Palavrões e xingamentos não vêm ao causo. O Que importa é Deus acima de todos e Brasil acima de tudo.

    Nosso Presidente é um santo e não é só do pau oco mas também oco da cabeça.

    É um ogro. Quem botou esse jabuti em cima da árvore presidencial?

  8. + comentários

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