15 de junho de 2026

“É um poleiro de terroristas armados”, diz ex-ministro da Justiça sobre acampamento bolsonarista no DF

Em entrevista ao GGN, Eugênio Aragão diz que autoridades não podem ter tolerância com golpistas e cobra de Ibaneis o fim do acampamento
O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse em entrevista exclusiva ao canal TV GGN [assista abaixo] que o acampamento bolsonarista em frente ao quartel general do Exército, em Brasília, é um “poleiro de terroristas armados” e deve ser desmobilizado pelo governador Ibaneis Rocha antes da posse de Lula, em 1º de janeiro.

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“Me parece obrigação do governador retirar esse pessoal antes do 1º de janeiro. Com esse pessoal acampado ali, o risco será grande”, disse Aragão na conversa com Luis Nassif, na noite de terça (27).

Para Aragão, “depois que flagraram aquele terrorista [George Washington Oliveira de Sousa] tentando explodir um caminhão com líquido inflamado no aeroporto, ficou claro que aquele acampamento é um poleiro de terroristas armados e prontos para qualquer coisa.”

O ex-ministro avaliou que há indícios suficientes demonstrando que o acampamento, forjado para questionar a vitória eleitoral de Lula, abriga radicais armados e inclinados a usar violência para provocar uma tentativa de golpe de Estado.

“Não são pessoas exercendo direito à livre manifestação. Aquela bagunça que aconteceu [no dia da diplomação de Lula] saiu toda do QG. Esse pessoal tinha coquetéis molotov, botijões de gás, rojões e coisas do gênero. Aquilo não é sinal de reunião pacífica e desarmada”, disse Aragão.

O ex-ministro ainda defendeu que não pode haver tolerância com os golpistas. “Daqui a pouco, vão fechar as ruas, vão fazer o que a Carla Zambelli fez: dizer ‘deitem no chão’, apontando uma arma, como se ela fosse policial.”

Aragão também comentou, na entrevista ao GGN, a postura do futuro ministro da Defesa, Jorge Múcio, que tratou os acampamentos bolsonaristas como legais.

Para Aragão, Múcio não deveria entrar nesse mérito, pois o problema não é da alçada da Defesa, mas sim das forças de segurança do Distrito Federal e da Polícia Federal. “A Defesa tem que garantir a ordem dos militares, e isso está garantido”, pontuou.

Assista abaixo:

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    28 de dezembro de 2022 11:17 am

    Quando foi Ministro da Guerra, Benjamim Constant (1837- 1891) fez uma distinção primorosa entre patriotas e “pratiotas”. Os “pratiotas”, aqueles que só querem encher os próprios pratos, o procuravam no Ministério para pedir cargos, prebendas e favores pessoais, como se a República recém proclamada pudesse ser baseada no “cunhadismo” vigente entre os indígenas. Bolsonaro reabilitou o “pratiotismo”, mas os “pratiotas” da atualidade chamam a si mesmos de patriotas e a imprensa não foi capaz de fazer a distinção feita por Benjamim Constant.

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