Em áudio, esposa de Queiroz diz que não aguenta mais viver como “marionete” de Wassef

No áudio de novembro de 2019, Aguiar desabafa com uma amiga: chora, diz que não aguenta mais viver como “marionete do Anjo” e chega a questionar se seria morta caso retoma-se a sua vida

Imagem: Reprodução

Jornal GGN – O compilado de áudios que apontam como operava a família Bolsonaro no suposto esquema de rachadinha ganhou novos capítulos nesta terça-feira, 6. Em uma nova gravação, divulgada pela jornalista Juliana Dal Piva, no Uol, Márcia Aguiar, a esposa do provável operador das negociatas, Fabricio Queiroz, chora, diz que não aguenta mais viver como “marionete do Anjo” – em referência a Frederick Wassef, o advogado dos Bolsonaro, – e chega a questionar se seria morta caso retome-se a sua vida.

No áudio de novembro de 2019, Aguiar desabafa com uma amiga: “Só que eu também não tô aguentando. Tá entendendo? Eu tô muito preocupada com ele. A minha saúde também está abalada, tá entendendo? A gente não pode mais viver sendo marionete do ‘Anjo’. Ah, você tem que ficar aqui, traz a família. Esquece cara, deixa a gente viver a nossa vida! Qual o problema? Vão matar? Ninguém vai matar ninguém, se tivesse que matar já tinha pego um filho meu aqui, você tá entendendo? Então deixa a gente viver a nossa vida aqui com a nossa família”.

Na época, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgava a legalidade do compartilhamento de dados da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com o Ministério Público, que teve influência direta nas investigações que apontam o esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) quando era deputado estadual, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Queiroz era assessor de Flávio.

Na mesma ocasião, Queiroz era mantido escondido na casa de Wassef em Atibaia, no interior de São Paulo. O advogado pressionava Aguiar para que ela e a família saíssem do Rio de Janeiro e se mudassem para São Paulo durante as investigações.

Quase um ano depois, em junho de 2020, Queiroz e Márcia foram presos no âmbito das investigações contra Flávio.

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