Por Juliana Sada, do Centro de Referência em Educação Integral
Ainda não se completaram nem dois anos, mas o trabalho da diretora Solange Turgante e sua equipe à frente de uma escola municipal de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, já se faz sentir. Em 2013, com o objetivo de pensar o desenvolvimento integral dos estudantes, a gestora assumiu a escola com a proposta de abrir mais espaço de participação e construir relações de maior autonomia com os estudantes; aproximar a instituição da comunidade e investir na formação e capacitação dos professores.
A primeira medida foi estimular o protagonismo dos educandos, com a participação nas decisões escolares e o desenvolvimento de responsabilidade e autonomia. Em cada classe foi eleito um representante para participar das decisões da escola, que reúne alunos do maternal ao quinto ano do ensino fundamental. Os gestores da escola formulam a pauta das reuniões e repassam aos representantes para que eles debatam com a turma, e o professor tem o papel de auxiliar as discussões. No caso das crianças mais novas, o educador também tem o papel de criar formas de registro do que foi debatido para que elas consigam levar à reunião. “São desenhos ou objetos que as crianças levam para conseguir lembrar o que foi discutido e o que elas têm que falar”, explica a diretora Solange Turgante.

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